
Até parece novela, mas a batalha épica entre o peão Tião Inácio, o estereótipo do povo brasileiro, contra o touro filósofo Bandido abalou a nação dos crédulos em qualquer modelo político.
De um lado, um brasileiro que ganha a vida com suor e dignidade, tentando sobreviver nesse caos de corrupção, malversação, engodos, roubalheiras que é o curral político do país. Por outro lado, o próprio governo, um touro que no seu curral determina o rumo dessa novela triste que não tem mais fim. Agora com a febre aftosa, é um perigo ainda maior mantê-lo no poder.
Na primeira chifrada do boi, o cidfadão-Tião viu sua renda se esvair. Com o cipoal de impostos, taxas e tributos que paga normalmente, foi doloroso sentir a chifrada da certeza de que seu dinheiro alimentava contas no exterior, quando nao sustentava uma quadrilha arranchada em Brasília.
Nesse caso, não adianta Nossa Senhora Aparecida continuar aparecendo. É mister que cada um tome consciência da gravidade dos fatos e faça o seu papel, aquele para o qual nasceu ou foi eleito.



