9.2.10

Trovas

Quem, do infinito, longínquo breu
Se derrama em versos antigos e rimas novas
Que não seja alguém mais do que eu
Navegando feliz onde abundam as trovas

Outro ser de incomparável sutileza
Que viaja pela noite em sonhos divinos
Captando do cosmo toda a beleza
Saltando entre estrelas antes dos sinos

Meio que mágica, é o que acontece
Quando esse menino se pega brincando
Atravessando o dia até que anoitece
E vive entre vivendo e sonhando

Cada palavra com seu mistério velado
É seu diamante, sua maior riqueza
E ele brinca, como se fosse alado
Tomado por um torpor de grandeza

Ainda que a noite termine, enfim
Guarda o poeta a sua melhor rima
Para depois da tormenta, antes do fim
Ele seja exatamente o que ensina



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