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Todos os dias
Published on 19.11.11 in
Todos os dias, no mesmo caminhar
Te pego pela mão, me deixo levar
Para o lugar que se estende sob o sol
Mesmo que eu não cante, pobre rouxinol
Assento-me na estrada onde posso ver
As sombras da vida, do que sempre fui
E sinto a minha seiva, ora seca, ora flui
Sou um velho que acabou de nascer
E, menino que sou, ainda não sei mentir
Por isso me deixo levar pela mão, a sentir
O sol do dia, todos os dias me cobrindo
Então me amando, e eu assim, sorrindo
Pois ainda que imberbe, sou pleno
Mesmo com tanto desvelo, sou ameno
Mas falando isso, não sou honesto
Se eu me amo, acaba que eu não presto
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Belo Horizonte - MG, Brasil
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