<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148</id><updated>2011-11-24T01:18:02.819-02:00</updated><category term='Dor'/><category term='Flockando'/><category term='Filhos'/><title type='text'>Prosaicus</title><subtitle type='html'>There is a place where the reason don't mean at all. I get winds and I can fly above the rest of the mortal beings. It seems a big madness, and I think it can be so, and I go ahead, cause my time is now, my land is here, and my death was in the past. Come to me. Hold my hand. you became my partner, or be my enemy, I'll pray for you.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-4773537786990253774</id><published>2011-11-19T18:51:00.004-02:00</published><updated>2011-11-19T18:56:43.792-02:00</updated><title type='text'>Todos os dias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9g1wZHI1G3w/TsgXwfR5WDI/AAAAAAAABLs/PBf83vFwEOc/s1600/ah%2Bespelho%2Bmeu.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="222" src="http://1.bp.blogspot.com/-9g1wZHI1G3w/TsgXwfR5WDI/AAAAAAAABLs/PBf83vFwEOc/s320/ah%2Bespelho%2Bmeu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, no mesmo caminhar&lt;br /&gt;Te pego pela mão, me deixo levar&lt;br /&gt;Para o lugar que se estende sob o sol&lt;br /&gt;Mesmo que eu não cante, pobre rouxinol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assento-me na estrada onde posso ver &lt;br /&gt;As sombras da vida, do que sempre fui&lt;br /&gt;E sinto a minha seiva, ora seca, ora flui&lt;br /&gt;Sou um velho que acabou de nascer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, menino que sou, ainda não sei mentir&lt;br /&gt;Por isso me deixo levar pela mão, a sentir&lt;br /&gt;O sol do dia, todos os dias me cobrindo&lt;br /&gt;Então me amando, e eu assim, sorrindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ainda que imberbe, sou pleno&lt;br /&gt;Mesmo com tanto desvelo, sou ameno&lt;br /&gt;Mas falando isso, não sou honesto&lt;br /&gt;Se eu me amo, acaba que eu não presto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-4773537786990253774?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/4773537786990253774/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2011/11/todos-os-dias.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/4773537786990253774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/4773537786990253774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2011/11/todos-os-dias.html' title='Todos os dias'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9g1wZHI1G3w/TsgXwfR5WDI/AAAAAAAABLs/PBf83vFwEOc/s72-c/ah%2Bespelho%2Bmeu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Belo Horizonte - MG, Brasil</georss:featurename><georss:point>-19.9190677 -43.938574700000004</georss:point><georss:box>-20.060192699999998 -44.04155170000001 -19.7779427 -43.8355977</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-1188692606989390485</id><published>2011-10-29T16:11:00.006-02:00</published><updated>2011-10-29T17:00:04.673-02:00</updated><title type='text'>Beco da Noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zUQuFxI-j8c/TqxDPym0mhI/AAAAAAAABKs/kLUs91KEQ44/s1600/bandido.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zUQuFxI-j8c/TqxDPym0mhI/AAAAAAAABKs/kLUs91KEQ44/s320/bandido.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668979969514314258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendo a rua desconhecida, numa esquina aparentemente sinistra, para onde eu tinha ido por não saber exatamente onde estava, meu carro foi abordado por um sujeito com uma touca ninja, o que não é uma boa recomendação, em Belo Horizonte ou em qualquer outro lugar do planeta. Mirna se assustou, ao meu lado, mas eu lhe pedi calma, embora em próprio não a tivesse.&lt;br /&gt;- Perdeu, bacana. Passe as chaves, carteira, celular, dinheiro ! - gritou o ladrão, apontando uma arma para a minha cabeça.&lt;br /&gt;Obedeci-he, não sem tremer as pernas, sem consegui pronunciar uma palavra sequer, e saí do carro imediamente, que arrancou, cantando pneus, subindo a rua na mesma direção de onde chegamos. Mirna não teve tempo de sair do carro, e foi junto, para o meu desespero.&lt;br /&gt;Sozinho, de madrugada, sem celular, pois o sujeito me roubara tudo, comecei a caminhar a esmo. Claro que estava tudo escuro. Maldita a hora em que caí naquela rota !&lt;br /&gt;Avancei um ou dois quarteirões, não me lembro bem, e me deparei com as ruínas de um prédio pequeno. Parei para tomar fôlego e investigar, à distância, aquele cenário de filme de terror, quando ouvi tiros atrás de mim.&lt;br /&gt;Não raciocinei direito, nem tive tempo para isso, mas julguei, num lapso de tempo, que era comigo a parada, e não tive dúvidas em correr para o prédio semi-demolido, e me esconder.&lt;br /&gt;Mas não tive sossego, pois o sujeito, ou sujeitos que atiraram, continuaram me procurando, o que me obrigou a me entranhar naquele labirinto de tijolos empoeirados, entulhos e sabe Deus o que mais havia naquele lugar.&lt;br /&gt;Subi por uma parede meio destruída, a tempo de ouvir, lá embaixo, as vozes dos sujeitos me procurando com intenções nada boas. Olharam para cima, mas eu consegui me esconder no telhado carcomido pelo tempo.&lt;br /&gt;Não havia saída. Comecei a empreender uma caminhada muito louca, andando agachado e me egueirando por entre as madeiras do telhado, que me davam uma cobertura razoável.&lt;br /&gt;Foi quando vi que os dois bandidos, agora eu sabia que eram dois, se separaram para me acharem com maior facilidade. De arma em punho, vasculharam o prédio, sem que tivessem a idéia, felizmente, de olhar para cima.&lt;br /&gt;E eu ali, indefeso, sem qualquer prática nesse tipo de situação, um cidadão comum voltando de uma festa com a namorada, e agora daquele jeito.&lt;br /&gt;Nisso, vi surgir à minha frente a cabeça desconfiada de um dos meus perseguidores. Não usava touca ninja como o que me roubou o carro, mas sua cara não recomendava diálogos de amizade. Tive tempo de me preparar e, quando o tive na minha mira, atirei um tijolo, o maior e mais inteiro que achei solto por ali, na cabeça do homem.&lt;br /&gt;Ele sentiu a pancada, levou a mão à testa, olhou para cima e me viu, mas era tarde pra ele. Rodopiou e caiu na poeira, com um baque surdo.&lt;br /&gt;Não parei para conferir se ele estava ou não consciente, vivo ou morto, ou que raios o haviam partido, e procurei me adiantar na fuga, continuando a andar por sobre o telhado.&lt;br /&gt;Eu sabia que o outro sujeito me procurava. Eu só não sabia a razão daquilo tudo, mas tambem não era hora de especulações.&lt;br /&gt;Alguns passos adiante, deparei com uma sala em que uma pessoa assava biscoitos. O cheiro bom dos biscoitos de polvilho me aguçaram a mente e prestei atenção no que via.&lt;br /&gt; Naquela parte da construçõ, ainda em bom estado, vivia provavelmente uma familia, e ali estava a obra de uma artesã culinária. Uma grande cesta cheia de biscoitos quentes, cobertos com uma toalha branca. Desci para o chão, sem fazer barulho, servi-me de alguns biscoitos, coloquei outros no bolso do casaco, que agora se encontrava em estado lastimável, e apurei o ouvido tentando captar a chegada de alguém. Fiquei ali alguns segundos, na expectativa, mas nada aconteceu.&lt;br /&gt;Confiante, então, naqueles monentos de trégu, saboreei aqueles petiscos rapidamente e continuei a minha caminhada, tendo voltado para o telhado.&lt;br /&gt;Estava nisso, quando ouvi passos. Fiquei ali, paralisado de medo, espreitando, quando surgiu a figura desagradável de um sujeito corpulento, com um olho ostentando uma cicatriz enorme, segurando uma faca medonha. Era o meu agressor, pensei.&lt;br /&gt;Eu não tinha como surpreendê-lo, como fizera ao outro, e permaneci quieto onde estava. Foi quando surgiu uma mulher negra, de seus 35 anos, de roupas puídas, mas de uma autoridade desconcertante. Postou-se de pé, diante do sujeito da faca. Passou-lhe, então um descompostura que eu fiquei arrepiado, de onde estava. Não me pareceu que se conheciam, mas a autoridade da mulher era incontestável, e o sujeito pediu desculpas, guardou a faca, e saiu apressadamente.&lt;br /&gt;Claro que eu não confiei em descer e me apresentar à minha salvadora, pois um homem descendo do telhado não devia ser o que ela estava acostumada a ver. Por isso, continuei mais algum tempo, e desci.&lt;br /&gt;O homem carrancudo havia desaparecido. Isso me deu um novo ânimo, e assim eu consegui andar té a civilização, na forma de uma praça pouco movimentada, mas que tinha um bar, onde pedi para telefonar.&lt;br /&gt;Daus horas depois, encontrei-me com Mirna, que me contou que, logo após o assalto, foram perseguidos pela polícia e o bandido foi preso, e ela, claro, libertada, tendo desde então ajudado a polícia, que acabou prendendo os dois sujeitos que me perseguiram. Ela só não entendeu porqque um deles tinha um buraco enorme na cabeça e não falava coisa com coisa, pois se referia um tijolos caindo do céu.&lt;br /&gt;Abracei-a, feliz e grato a Deus por nós dois ainda estarmos vivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-1188692606989390485?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/1188692606989390485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2011/10/beco-da-noite.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1188692606989390485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1188692606989390485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2011/10/beco-da-noite.html' title='Beco da Noite'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zUQuFxI-j8c/TqxDPym0mhI/AAAAAAAABKs/kLUs91KEQ44/s72-c/bandido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-9016674749642873198</id><published>2010-10-11T08:56:00.001-03:00</published><updated>2010-10-11T10:21:13.139-03:00</updated><title type='text'>Quatro Dias</title><content type='html'>&lt;p&gt;Acordei assim meio tonto, com o sol tímido, que acordou antes de mim, entrando pela janela sem qualquer cerimônia. Lá fora a neve brilhava como uma manta branca que tudo cobria. Um leve torpor me domina, quando penso que terei que sair. O frio cortante, a rua vazia, o céu cinzento, como um presságio de que o dia hoje será igual a todos os outros dias londrinos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O quarto frio, o aquecedor desligado pra economizar gás, a casa em absoluto silêncio, erá que estou sozinho aqui? Daqui a pouco terei que ir a Seven Sisters, e isso me desanima. Atravessar Londres inteira. Mas é assim que eu ganho a vida aqui.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-9016674749642873198?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/9016674749642873198/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/10/quatro-dias.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/9016674749642873198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/9016674749642873198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/10/quatro-dias.html' title='Quatro Dias'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-5314346203491851629</id><published>2010-08-21T08:22:00.003-03:00</published><updated>2011-11-19T18:27:36.425-02:00</updated><title type='text'>Irmãos de armas</title><content type='html'>Num desses meio dia de quarta, ou seria quinta, após o almoço no restaurante do shopping, ele me telefona, meu primogênito, coisa que não faz desde que nasceu há 29 anos. Seu nome na tela do meu Blackberry é algo assustador. Alguma tragédia aconteceu. E, de fato, ele fala em sua voz gutural, pouco acostumada a falar:&lt;br /&gt;- Prepare-se. Bita foi sequestrada ! - assim, de sopetão, sem me preparar&lt;br /&gt;- Como foi isso ? O que aconteceu ? - pergunto inutilmente&lt;br /&gt;- Depois te dou informações - e desligou&lt;br /&gt;Fiquei ali, parado, meus colegas olhando pra mim, eu olhando pra eles sem ver ninguém, o estômago revoltado, a mente vazia de idéias, o corpo lasso. Quando voltei à Terra, falei com o Marcos, à minha frente: minha filha foi sequestrada.&lt;br /&gt;Daí por diante, foi uma sequência de ações e emoções deescontroladas. O diretor determinou, ali mesmo, que eu fizesse plantão na Prefeitura de Belo Horizonte, com as costumeiras recomendações de urgência. Escutei e aquiesci, ainda sem nada planejado. Foi aí que o Marcos veio em meio socorro, informando que eu acabara de recebere a notícia do sequestro de minha filha. O  diretor, então, retirou o que disse, e me orientou que tirasse o resto do dia para resolver o problema, que ligasse pra mãe da menina, que fosse à delegacia, etc.&lt;br /&gt;Desci a escada como um autômato. Falei com os colegas da sala principal, e cada um deu uma sugestão, inclusive que eu ligasse pra minha filha. Descobri que não tenho o telefone dela. Disseram que era um falso sequestro.&lt;br /&gt;Liguei para meu filho. Ele me disse que precisava de um carro pra irmos à delegacia. Como eu não o ouvia, ele soletrou a palavra CARRO, parecendo irritado. Disse a ele que tinha o carro, e que estava de saída. Marcou o lugar onde deveríamos nos encontrar.&lt;br /&gt;Voltei para a minha sala, e preparei os meus papéis para alguém assumir, pois eu ficaria o resto da tarde fora. Foi quando ele me ligou novamente, dizendo que havia sido um sequestro fake, desses de presidiários.&lt;br /&gt;Espero que não ocorra outra tragédia, fictícia ou não, para que voltemos a nos falar, como se fôssemos meramente irmãos de armas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-5314346203491851629?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/5314346203491851629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/08/irmaos-de-armas.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/5314346203491851629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/5314346203491851629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/08/irmaos-de-armas.html' title='Irmãos de armas'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-1724146863148392398</id><published>2010-03-10T07:47:00.001-03:00</published><updated>2011-11-19T18:27:19.620-02:00</updated><title type='text'>Minha pequena aos dezenove</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;Lira dos meus verdes anos&lt;br /&gt;Aos trinta e um,   pra ser exato&lt;br /&gt;Pura alegria, o melhor fato&lt;br /&gt;O maior dos sentimentos   humanos&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;Fruto do meu vigor da mocidade&lt;br /&gt;Como de meu   pai eu mesmo sou&lt;br /&gt;Ele aos trinta, igualmente com amor&lt;br /&gt;O melhor da vida,   razão da saudade&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;Hoje comemoro seu nascimento&lt;br /&gt;A minha filha   querida, minha pequena&lt;br /&gt;Meu amor, minha menina serena&lt;br /&gt;Com o meu mais puro   sentimento&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;Deus lhe seja por amigo fiel&lt;br /&gt;Em todos os   caminhos onde andar&lt;br /&gt;De todas as formas com que amar&lt;br /&gt;Que viva sempre bem   perto do céu&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;Mas que se lembre do seu amor antigo&lt;br /&gt;Quem   lhe deu o vigor da vida&lt;br /&gt;Que se fez todo para você, minha querida&lt;br /&gt;Eu, seu   pai, o seu amigo&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;Parabéns, Thabita, por hoje&lt;br /&gt;Parabéns pelo   seu aniversário&lt;br /&gt;Feliz 10/03/2010 em diante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-1724146863148392398?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/1724146863148392398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/03/minha-thabita-aos-dezenove.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1724146863148392398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1724146863148392398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/03/minha-thabita-aos-dezenove.html' title='Minha pequena aos dezenove'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-6536663502929143899</id><published>2010-03-09T07:51:00.000-03:00</published><updated>2010-03-09T07:50:58.317-03:00</updated><title type='text'>Quatro de Março</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;&lt;BR&gt;Que te darei, meu grande amigo&lt;BR&gt;Que   sempre me amparaste de todas as formas&lt;BR&gt;Mesmo sem entender as tuas   normas&lt;BR&gt;Fiz-me seguro, pois conto contigo?&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;O que te oferecer neste teu   dia&lt;BR&gt;Em que os oitenta anos são um brilho&lt;BR&gt;Tu és pai, mas também és meu   filho&lt;BR&gt;E refulges com a tua grande alegria?&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;O que te aflige, meu pai   querido&lt;BR&gt;É a mesma dor que me acomete o peito&lt;BR&gt;Eu queria ter feito tudo   direito&lt;BR&gt;Para não ver o meu pai ferido&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;O que te alegra, meu gigante   precioso &lt;BR&gt;É ver os pastos verdes, a terra sorrindo&lt;BR&gt;Com a chuva que vai aos   poucos caindo&lt;BR&gt;E regando os sonhos, por Deus bondoso&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Teu amor pela   terra é algo divino&lt;BR&gt;Que aflorou ao longo dos teus dias&lt;BR&gt;E isso te trouxe   incontáveis alegrias&lt;BR&gt;E selou com ouro o teu viçoso destino&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Dos teus   treze filhos que geraste&lt;BR&gt;Todos te respeitam e admiram com fé&lt;BR&gt;Todos te   amam, te aplaudem de pé&lt;BR&gt;Pois esta é a geração que criaste&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Parabéns,   meu pai, pelo seu grande momento&lt;BR&gt;Quem dera eu,&amp;nbsp;teu pequeno   rebento&lt;BR&gt;Pudesse dizer coisas lindas ao teu coração&lt;BR&gt;Mas não&lt;BR&gt;Somente sei   dizer que te amo acima de tudo&lt;BR&gt;Mesmo que meu coração continue   mudo&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-6536663502929143899?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/6536663502929143899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/03/quatro-de-marco.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/6536663502929143899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/6536663502929143899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/03/quatro-de-marco.html' title='Quatro de Março'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-8443076592108781866</id><published>2010-02-23T08:18:00.001-03:00</published><updated>2010-02-23T08:18:46.479-03:00</updated><title type='text'>S.I.G.L.A.S</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;Como se tivesse saído de um romance de Kafka,   especialmente "O Processo", enveredei-me em intermediar alguns setores da   Prefeitura de Belo Horizonte e a empresa onde trabalho. É um afã diário, com   assuntos diversos, passíveis de soluções, mas com uma particularidade única:   todos eles dependem de análise de setores específicos da municipalidade. E eu me   divirto, quando procuro o balcão de atendimento, e pergunto sobre um   processo:&lt;BR&gt;- Moça, o processo 01.010.0154.154 tem alguma novidade?&lt;BR&gt;A   estagiária, depois de olhar longamente a tela de seu computador, me responde na   maior simplicidade, como se falasse com um especialista em siglas internas da   prefeitura :&lt;BR&gt;- Seu processo ainda não saiu da GEAVI. Quando sair, vem pra   GEATI.&lt;BR&gt;- Filha, muito obrigado. Mas o que é GEAVI e GEATI?&lt;BR&gt;&amp;nbsp;Outro dia   necessitava eu de uma certidão de origem de um imóvel e perguntei a uma delas   onde poderia obtê-la, no que veio a pronta resposta:&lt;BR&gt;- O senhor deve ir a   SMARU.&lt;BR&gt;- Certo. Não precisa me dizer mais nada. Sei exatamente o que é SMARU   e onde fica...&lt;BR&gt;&amp;nbsp;Via de regra, todo mundo deveria ter um caderninho de   siglas para não se perder no cipoal de abreviações e siglas que norteiam a vida   do pacato cidadão de quem sou um espécime, dos mais humildes, porém.&lt;BR&gt;&amp;nbsp;As   siglas que acompanham nossa vida, para o bem ou para o mal, são indeléveis e   onipresentes. RG, CPF, IR, INSS, FGTS, ICMS, ISS (vamos pular essa parte de   impostos), LP, CD, DVD, DIVX, 3D, CSI, &lt;BR&gt;&amp;nbsp;Tempos atrás circulou na web a   notícia jocosa de um documento único, uma espécie de cadastro único, o C.U, que   deveria ser mostrado a quem quisesse prova da identidade da pessoa. Mas na vida   real, as siglas, se não nos confundem, simplesmente nos direcionam   erroneamente.&lt;BR&gt;- Por que não vai para a P.Q.P   ?&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-8443076592108781866?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/8443076592108781866/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/siglas.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/8443076592108781866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/8443076592108781866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/siglas.html' title='S.I.G.L.A.S'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-4594014491468256904</id><published>2010-02-09T17:58:00.001-02:00</published><updated>2010-02-10T13:42:52.891-02:00</updated><title type='text'>Dias de Vida</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;Norteia-me com teu sorriso   fácil&lt;br /&gt;Aconselha-me com teu passo seguro&lt;br /&gt;Acompanha-me no teu caminho   largo&lt;br /&gt;Abraça-me no teu braço macio&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;Como a noite em silêncio se faz vida&lt;br /&gt;E   então aparece como se nunca fora&lt;br /&gt;Uma história curta que de fato ocorreu&lt;br /&gt;De   personagens que inda ousam viver&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;Deixa-me seguir tuas pegadas assim&lt;br /&gt;Para um   lugar que só tu sabes onde&lt;br /&gt;Onde ousarei esquecer este mundo&lt;br /&gt;Para entrar em   outra dimensão&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face="" size=2&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans"&gt;Faz-me, Jesus, viver   plenamente&lt;br /&gt;Os incontáveis dias que ainda me   restam&lt;br /&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-4594014491468256904?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/4594014491468256904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/dias-de-vida.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/4594014491468256904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/4594014491468256904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/dias-de-vida.html' title='Dias de Vida'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-3473780419201352117</id><published>2010-02-09T16:43:00.001-02:00</published><updated>2010-02-09T16:43:17.664-02:00</updated><title type='text'>Trovas</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;FONT face="" size=2&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;Quem, do infinito,   longínquo breu&lt;BR&gt;Se derrama em versos antigos e rimas novas&lt;BR&gt;Que não seja   alguém mais do que eu&lt;BR&gt;Navegando feliz onde abundam as trovas&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Outro ser de incomparável sutileza&lt;BR&gt;Que viaja pela   noite em sonhos divinos&lt;BR&gt;Captando do cosmo toda a beleza&lt;BR&gt;Saltando entre   estrelas antes dos sinos&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Meio que mágica, é o que acontece&lt;BR&gt;Quando esse   menino se pega brincando&lt;BR&gt;Atravessando o dia até que anoitece&lt;BR&gt;E vive entre   vivendo e sonhando&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Cada palavra com seu mistério velado&lt;BR&gt;É seu   diamante, sua maior riqueza&lt;BR&gt;E ele brinca, como se fosse alado&lt;BR&gt;Tomado por   um torpor de grandeza&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;FONT face=Arial&gt;Ainda que a noite termine, enfim&lt;BR&gt;Guarda o   poeta a sua melhor rima&lt;BR&gt;Para depois da tormenta, antes do fim&lt;BR&gt;Ele seja   exatamente o que ensina&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;  &lt;P&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-3473780419201352117?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/3473780419201352117/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/trovas.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/3473780419201352117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/3473780419201352117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/trovas.html' title='Trovas'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-1116993132792684590</id><published>2010-02-09T16:42:00.006-02:00</published><updated>2011-11-19T18:30:52.559-02:00</updated><title type='text'>Um desses natais de 2009</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XKzqLVnpoFE/TsgRvzt0lwI/AAAAAAAABLg/53bU_ArDGf4/s1600/natal2009_fonteibira_caju.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-XKzqLVnpoFE/TsgRvzt0lwI/AAAAAAAABLg/53bU_ArDGf4/s320/natal2009_fonteibira_caju.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="" size=2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;Feliz qualquer um dia&lt;br /&gt;Meu filho e minha   filha&lt;br /&gt;O tempo agora anuncia&lt;br /&gt;Arrebata-me desta ilha&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="Lucida Sans" size=2&gt;De vozes estou cercado&lt;br /&gt;Sem glória alguma   restante&lt;br /&gt;E temo não ser o indicado&lt;br /&gt;Para ver seu futuro   brilhante&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;font face="" size=2&gt;&lt;font face="Lucida Sans"&gt;Se com saudade os dias   conto&lt;br /&gt;De perdas o tempo eu choro&lt;br /&gt;Deixo viver assim meio tonto&lt;br /&gt;Mas sem   culpas, jamais imploro&lt;br /&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-1116993132792684590?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/1116993132792684590/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/25-12-09.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1116993132792684590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1116993132792684590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/25-12-09.html' title='Um desses natais de 2009'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XKzqLVnpoFE/TsgRvzt0lwI/AAAAAAAABLg/53bU_ArDGf4/s72-c/natal2009_fonteibira_caju.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-7281182232682788525</id><published>2010-02-09T16:42:00.001-02:00</published><updated>2010-02-09T16:42:22.011-02:00</updated><title type='text'>23/12/09</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;FONT face="" size=2&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;Minh'alma se angustia&lt;BR&gt;Pelos meus ausentes   rebentos&lt;BR&gt;Alheios a tantos sentimentos&lt;BR&gt;Que sua ausência anuncia&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;Vem chegando o fim do ano&lt;BR&gt;Na verdade, mais   sete dias&lt;BR&gt;Foram tantos de tantas porfias&lt;BR&gt;Que hoje me sinto   insano&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans" size=2&gt;Falta-me ouvir dizer "papai"&lt;BR&gt;O que muita   falta sempre me faz&lt;BR&gt;Se disso depende minha paz&lt;BR&gt;Sem isso tem sido meu   ai&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;  &lt;P&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;FONT face="Lucida Sans"&gt;Oxala pudesse ouvir suas vozes&lt;BR&gt;Meus   filhos todos longe e calados&lt;BR&gt;Ausentes de mim, embalados&lt;BR&gt;No torvelinho de   dias algozes&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;  &lt;P&gt;&lt;/P&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-7281182232682788525?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/7281182232682788525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/231209.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/7281182232682788525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/7281182232682788525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/231209.html' title='23/12/09'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-5293437294202250936</id><published>2010-02-09T00:28:00.001-02:00</published><updated>2011-11-19T17:43:02.240-02:00</updated><title type='text'>Domingo de sol</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-OlwtdiRjEv0/TsgGpaAcOPI/AAAAAAAABK8/QihVVLuHpeU/s1600/3461002648_099518309d_o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-OlwtdiRjEv0/TsgGpaAcOPI/AAAAAAAABK8/QihVVLuHpeU/s320/3461002648_099518309d_o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676794638726084850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou timidamente no parque, &amp;#224;quela hora de carnaval cheio de &lt;br /&gt;crian&amp;#231;as nas mais inusitadas estrepolias, e foi logo se acomodando no &lt;br /&gt;mais discreto dos lugares, &amp;#224; beira do laguinho onde carpas min&amp;#250;sculas &lt;br /&gt;sambavam tresloucadamente, &amp;#224; espera das migalhas de p&amp;#227;o atiradas pelas &lt;br /&gt;boas almas que ali passavam.&lt;br /&gt;    Ningu&amp;#233;m notou, mas ela chorava, discreta mas firmemente. De seus &lt;br /&gt;olhos castanhos desciam l&amp;#225;grimas insistentes, parecendo vir do fundo da &lt;br /&gt;alma, caso a alma tenha fundo. Ficou ali, parada, olhando os peixes e o &lt;br /&gt;musgo, as folhas do capim balan&amp;#231;ando sobre a &amp;#225;gua.&lt;br /&gt;    Ningu&amp;#233;m sabia ou poderia saber de sua dor, pois ningu&amp;#233;m ali a &lt;br /&gt;conhecia. Ou, mesmo se a conhecessem, todos queriam mesmo espairecer, &lt;br /&gt;deixar aquele resqu&amp;#237;cio de natureza se assenhorar do metropolitanismo &lt;br /&gt;canceroso que assolava a todos.&lt;br /&gt;    Tinha pouco mais de 20 anos, os cabelos alisados artificialmente com &lt;br /&gt;aqueles milagrosos aparelhinhos modernos, vestia-se com toda a &lt;br /&gt;simplicidade poss&amp;#237;vel, o que era perfeitamente compat&amp;#237;vel com o lugar &lt;br /&gt;que a acolhia naquele momento.&lt;br /&gt;    Seu rosto parecia um rosto comum, como aqueles todos que cruzam com &lt;br /&gt;a gente na Avenida Afonso Pena, numa segunda feira. Com a diferen&amp;#231;a de &lt;br /&gt;n&amp;#227;o estampar a urg&amp;#234;ncia e a pressa, mas a de uma abnega&amp;#231;&amp;#227;o doentia, uma submiss&amp;#227;o ao fracasso, uma apar&amp;#234;ncia de perda que dificilmente n&amp;#227;o seria reconhecida.&lt;br /&gt;    O parque era o &amp;#250;ltimo dos ref&amp;#250;gios para ela. Em casa, o irm&amp;#227;o mais &lt;br /&gt;velho vinha com o falat&amp;#243;rio de irm&amp;#227;o mais velho, a m&amp;#227;e com os conselhos &lt;br /&gt;imprartic&amp;#225;veis de m&amp;#227;e, os olhares reprovadores do pai, e a curiosidade &lt;br /&gt;infernal da irm&amp;#227; ca&amp;#231;ula.&lt;br /&gt;    Ali, naquele lugar buc&amp;#243;lico, entre as goiabeiras e jabuticabeiras, o &lt;br /&gt;remanso sussurrando l&amp;#225; embaixo, os macaquinhos saltitando alegres de &lt;br /&gt;galho em galho, ela desejou morrer. Ningu&amp;#233;m escolhe o lugar de sua &lt;br /&gt;morte, al&amp;#233;m dos homens-bomba, mas talvez fosse ali um lugar perfeito. &lt;br /&gt;Ningu&amp;#233;m reparando, a natureza cobrindo a sua dor e vergonha, o tr&amp;#226;nsito &lt;br /&gt;l&amp;#225; na rodovia nem t&amp;#227;o intenso, por causa do feriado prolongado.   &lt;br /&gt;    Mas ela n&amp;#227;o fez nada disso. Em vez de uma atitude extrema, sacou de &lt;br /&gt;sua sacola uma garrafa de refrigerante, j&amp;#225; nem t&amp;#227;o gelado, uma ma&amp;#231;&amp;#227; mordiscada, e ficou ali pensativa. De s&amp;#250;bito, levantou-se, decidida, e tomo o caminho de casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-5293437294202250936?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/5293437294202250936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/domingo-de-sol.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/5293437294202250936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/5293437294202250936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2010/02/domingo-de-sol.html' title='Domingo de sol'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OlwtdiRjEv0/TsgGpaAcOPI/AAAAAAAABK8/QihVVLuHpeU/s72-c/3461002648_099518309d_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-5905384375028412064</id><published>2009-04-26T07:35:00.005-03:00</published><updated>2011-11-19T18:27:02.055-02:00</updated><title type='text'>Natureza Morta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-D08Rjtsm4Ms/TsgJyVvIvKI/AAAAAAAABLI/Jb44TLMqcGY/s1600/sangr.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="214" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-D08Rjtsm4Ms/TsgJyVvIvKI/AAAAAAAABLI/Jb44TLMqcGY/s320/sangr.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Olhou-me com aquele olhar distante dos desconhecidos. Era de uma espécie diferente, mas que, como eu, transitava displicentemente como se fôssemos deuses. Cada um no seu caminho, sua concepção de mundo, seu universo interior. Parecia doente, pois suas atitudes e gestos denotavam total falta de compromisso com o que quer que fosse. Sua serenidade insensata se espalhava por todo o seu &lt;span class="__mozilla-findbar-search" style="PADDING-RIGHT: 0pt; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0pt; PADDING-BOTTOM: 0pt; COLOR: black; PADDING-TOP: 0pt; BACKGROUND-COLOR: yellow"&gt;corpo&lt;/span&gt; e parecia então um boneco desengonçado. Seu destino incerto o levava a um lugar de miríades de ninfas seminuas tocando harpas celestiais. Não se lembrava de onde era, quem o criara, nem ao menos sua ascendência, ou mesmo sua decadência. Era completamente dono de si. Seu nariz apontava para a frente, e ele o seguia sem pestanejar, sem pedir passagem. Ignorou-me quando eu, assim como ele, me perdia em meio ao calor do meio dia na serra do curral. &lt;br /&gt;Passou devagar, as roupas sujas e esfarrapadas escorregando pelo seu &lt;span class="__mozilla-findbar-search" style="PADDING-RIGHT: 0pt; DISPLAY: inline; PADDING-LEFT: 0pt; PADDING-BOTTOM: 0pt; COLOR: black; PADDING-TOP: 0pt; BACKGROUND-COLOR: yellow"&gt;corpo&lt;/span&gt; maltratado e desnutrido. Seu olhar mortiço a tudo observava, esperando encontrar algo que lhe apetecesse, um resto qualquer de comida, uma guimba de cigarro falsificado, um picolé caído ao chão ou, milagre dos milagres, uma garrafa com um gole da amiga cachaça, do que se abstinha há muito tempo e isso lhe causara um frisson incontrolável. As mulheres que desfilavam diante de si não chamavam a atenção dos seus olhos dementes. Os homens também não despertavam qualquer interesse, fossem ou não abastados e bonitos. Quando seu olhar cruzou com o meu, notei a profundeza de um abismo sem fim, contrastando com o meu. Por um momento fomos solidários, éramos irmãos, tínhamos o meu sangue. Eu poderia estar no seu lugar, catando migalhas da vida, completamente resignado de ser um inútil, um paria, enquanto ele poderia estar tranqüilamente tomando um sorvete de passas ao rum, pensando no que haveria de fazer no momento seguinte. &lt;br /&gt;Ele passou, olhando cuidadosamente em volta. Seu senso de limpeza era impressionante. Seu olhar percorria a rua e varria as calçadas. Onde havia um cisco, uma folhinha seca, um pedaço de papel sujo, ele se agachava imediatamente, recolhia o lixo, e o levava a uma distância onde já providenciara um pequeno depósito. &lt;br /&gt;Ele se arrastava na calçada da Praça Sete, num calor terrível e sentia sede. Mas sua sede não se mitigava com qualquer coisa. Se lhe oferecessem um guaraná. Talvez dignamente recusasse. Seu aspecto moribundo provocava reações e náuseas em todos os transeuntes. Foi então que ele se agachou com seus trapos e, numa poça de lama que saía do esgoto do prédio na Rua São Paulo, bebeu aquele líquido escuro e fétido, diante do olhar estupefato de todos nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-5905384375028412064?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/5905384375028412064/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2009/04/natureza-morta.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/5905384375028412064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/5905384375028412064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2009/04/natureza-morta.html' title='Natureza Morta'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-D08Rjtsm4Ms/TsgJyVvIvKI/AAAAAAAABLI/Jb44TLMqcGY/s72-c/sangr.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-783320725728928755</id><published>2009-04-26T00:49:00.002-03:00</published><updated>2011-11-19T18:28:01.980-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flockando'/><title type='text'>Awaking</title><content type='html'>&lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" size="3"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;I'm awoke and my she dog barks&lt;br /&gt;Listening a Supertramp's song&lt;br /&gt;And I'm all by myself&lt;br /&gt;The wife sleeps beside me&lt;br /&gt;All the people left me now&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I might to take care of my heart&lt;br /&gt;Putting in it the best things&lt;br /&gt;The better memories&lt;br /&gt;Taking off the worst moments&lt;br /&gt;Who is the man that knows&lt;br /&gt;Exactly what his soul is asking for&lt;br /&gt;But there is some doubt&lt;br /&gt;Doubts are bad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-783320725728928755?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/783320725728928755/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2009/04/testando.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/783320725728928755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/783320725728928755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2009/04/testando.html' title='Awaking'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-456594510374429087</id><published>2009-01-24T22:37:00.003-02:00</published><updated>2011-11-19T18:01:26.908-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dor'/><title type='text'>Dor Sem Data</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;No fim de noite&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Em que vem como açoite&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Esse manto de solidão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Sinto o peso na mão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Quando palavras vomito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Num incontido grito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;De profunda dor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Pelos meus rebentos sem cor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Que não tem pai&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Não se lembram se sai&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Ou se volta aquele que&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Insignificante ser&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Que um dia os gerou&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Tahoma"&gt;Que sofreu por amor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-456594510374429087?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/456594510374429087/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2009/01/dor-sem-data.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/456594510374429087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/456594510374429087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2009/01/dor-sem-data.html' title='Dor Sem Data'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-1717608374861716713</id><published>2007-10-25T16:55:00.002-02:00</published><updated>2011-11-19T18:00:49.089-02:00</updated><title type='text'>Paciente</title><content type='html'>&lt;p&gt;Enquanto vivo, espero a morte&lt;br /&gt;E se eu tiver alguma sorte&lt;br /&gt;Ela vem sem que eu sinta&lt;br /&gt;Embora assim eu também minta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não a desejo tanto assim&lt;br /&gt;Que ela fique longe de mim&lt;br /&gt;Pois tenho ainda muito pela frente&lt;br /&gt;Tenho que fazer feliz uma gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me espera em algum lugar&lt;br /&gt;Pronta pra tudo, só pra me amar&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="FONT-SIZE: 8px; TEXT-ALIGN: right"&gt;Blogged with &lt;a href="http://www.flock.com/blogged-with-flock" target="_new" title="Flock"&gt;Flock&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-1717608374861716713?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/1717608374861716713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2007/10/teste.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1717608374861716713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/1717608374861716713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2007/10/teste.html' title='Paciente'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114453626532993183</id><published>2006-04-08T19:42:00.000-03:00</published><updated>2006-04-08T19:44:25.396-03:00</updated><title type='text'>Ecos do Silencio</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ecoa no meu silencio a voz retumbante de minha vida, em suspenso. Diante do espelho de minha experiencia, a tolerancia comeca a se esvair e uma apreensão doentia toma posse de mim. Quero respirar novamente, mas nao posso. As paredes que me cercam, e a cada instante me apertam..&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114453626532993183?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114453626532993183/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/04/ecos-do-silencio.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114453626532993183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114453626532993183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/04/ecos-do-silencio.html' title='Ecos do Silencio'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114453051851588864</id><published>2006-04-08T18:06:00.000-03:00</published><updated>2006-04-08T18:23:18.480-03:00</updated><title type='text'>Transição</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial,Helvetica,sans-serif"&gt;Minha mente embotada, os sentidos lassos, as veias palpitando de expectativa. Existe um universo a descobrir, e é totalmente novo. Os renovos da minha ansiedade se transmutam em doces reminiscências, quando tolas circunstâncias vem tirar a minha alegria. Mas não há tristeza que subjugue todas as conquistas de então, quando a vida se desabrocha como uma rosa verdadeira, inundando todos os dias com seu perfume sutil e duradouro, como o sol que agora brilha tão intensamente que é impossível que não seja notado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114453051851588864?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114453051851588864/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/04/transio.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114453051851588864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114453051851588864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/04/transio.html' title='Transição'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371171630378137</id><published>2006-03-30T06:41:00.001-03:00</published><updated>2006-04-25T07:22:33.783-03:00</updated><title type='text'>Quem és</title><content type='html'>&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Quem &amp;#233;s tu. fantasma taciturno&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Que &amp;#224; noite n&amp;#227;o me deixa dormir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Infligindo dores que n&amp;#227;o quero sentir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Despreparando-me para o labor diurno?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Quem &amp;#233;s tu, fantasma invis&amp;#237;vel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Cuja cama ao meu lado parece vazia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Me atormentas com tamanha agonia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Com o teu arrastar constante e terr&amp;#237;vel?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Quem &amp;#233;s tu, figura intrigante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Que me perturbas de forma constante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Fazendo-me desejar a luz do dia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Quem &amp;#233;s tu que &amp;#224; noite me assaltas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Roubando-me o sono, lembrando minhas faltas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align=center&gt;&lt;SPAN style="FONT-FAMILY: 'Franklin Gothic Book'"&gt;Tirando-me a esperan&amp;#231;a que eu ainda sentia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371171630378137?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371171630378137/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/quem-s.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371171630378137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371171630378137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/quem-s.html' title='Quem &amp;#233;s'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371168393135655</id><published>2006-03-30T06:41:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T07:26:55.806-03:00</updated><title type='text'>Na Rodoviária	</title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="FONT-SIZE: 12pt; CURSOR: auto; FONT-FAMILY: Arial" width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;NA RODOVI&amp;#192;RIA&lt;BR&gt;O homem baixinho e vermelho, usando um chap&amp;#233;u preto de sofisticado mau gosto, exibe sua barriga j&amp;#225; um tanto fl&amp;#225;cida. A mulher da limpeza se det&amp;#233;m para conversar, numa atitude tipicamente brasileira, com o pai de um menino que a todo instante atira seu carrinho longe, obrigado o pai a servi-lo como um escravo. Certamente a mulher estar&amp;#225; dizendo que crian&amp;#231;a &amp;#233; assim mesmo. &lt;BR&gt;Mulheres de seios fartos, todas desprovidas de qualquer tipo de beleza (talvez tenham a interior, mas n&amp;#227;o estou vendo), desfilam numa coreografia estranha, enquanto um homem mastiga um sandu&amp;#237;che que acabou de retirar de um saquinho de papel, usando os parcos dentes que ainda lhe restam. Uma mulher passou por mim, olhando-me nos olhos como as mulheres olham. Outro homem abre seu descomunal pacote de biscoitos voadores. Espero sinceramente que n&amp;#227;o seja ele meu vizinho de poltrona no &amp;#244;nibus.&lt;BR&gt;Enquanto escrevo, meu est&amp;#244;mago d&amp;#225; reviravoltas mirabolantes, fazendo-me enjoar. Coitado do meu futuro vizinho de poltrona. Dois policiais exibem seus gl&amp;#250;teos diante da multid&amp;#227;o. Um rapaz louco de bermud&amp;#227;o laranja saca de repente seu sandu&amp;#237;che de p&amp;#227;o franc&amp;#234;s. A mulher magra de seios grandes passa apressada e logo depois volta correndo com um bilhete de passagem na m&amp;#227;o.&lt;BR&gt;Ent&amp;#227;o de repente a surpresa: aparece a primeira mulher bonita de Campinas. Com o namorado.&lt;BR&gt;Minhas       pernas agora tremem, n&amp;#227;o me sustentando,a doen&amp;#231;a me consumindo desde que       cheguei a esta cidade, e parece querer acabar comigo quando me despe&amp;#231;o dela. Mas estou sentado, mesmo assim a sensa&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; horr&amp;#237;vel. Quero regurgitar (gostei desta palavra, n&amp;#227;o &amp;#233;&amp;nbsp;mais bonita que vomitar?). Pelo menos me consolo lembrando que n&amp;#227;o comi nada, j&amp;#225; faz dois dias. Madonna solta sua voz no alto-falante da rodovi&amp;#225;ria&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Uma mulher gorda e enorme, de cabelos de fogo, carregando uma bolsa tamb&amp;#233;m assustadora, entra faminta na lanchonete. O velho do sandu&amp;#237;che conta suas moedas e logo vai comprar um outro pacote de biscoitos. Ele veste um blus&amp;#227;o ex&amp;#243;tico, estampado, um pouco inadequado para o calor que faz aqui. Imagino-me uma Karen Carpenter, guardadas as devidas propor&amp;#231;&amp;#245;es, vendo tanta gente comendo tanto. Duas adolescentes gordas de seios grandes passam com o seu papai gordo, cujos seios fl&amp;#225;cidos (do papai) se evidenciam sob a blusa. Param diante do balc&amp;#227;o de vidro de uma das lanchonetes e se empanturravam de del&amp;#237;cias. Nisso passa um homem apressado, vestindo-se a rigor, parecido com o George Clooney. Olha para mim, doce e significativamente. &amp;#201; campinense, pensei. Neste momento a minha cabe&amp;#231;a gira, estou a ponto de desmaiar, mas reuno as for&amp;#231;as para n&amp;#227;o faz&amp;#234;-lo, pois desmaiar em Campinas &amp;#233; uma evid&amp;#234;ncia indiscut&amp;#237;vel de que se provou a &amp;#225;gua do lugar, contra o que fui previamente advertido. A cena corriqueira de sorver em goles prazeirosos uma coca cola me trazem &amp;#226;nsias de v&amp;#244;mito, e n&amp;#227;o estou gr&amp;#225;vido.&lt;BR&gt;A loura feia que estava &amp;#224; minha frente agora se levanta e vem se sentar ao meu lado. Parece-me triste, solit&amp;#225;ria e sonolenta. Mas &amp;#233; um ledo engano. A loura continua triste, solit&amp;#225;ria e sonolenta, mas quem est&amp;#225; ao meu lado &amp;#233; uma nissei, que logo se levanta (devo ser um tipo sem gra&amp;#231;a e desinteressante), desaparecendo como por encanto.&lt;BR&gt;Uma velhinha com a cara da Sabrina, minha distra&amp;#237;da enfermeira da Bosch, passou rapidamente. Quis agradecer pela brilhante frase com que ela me consolou : "O senhor precisa de um m&amp;#233;dico!". Se ela n&amp;#227;o tivesse dito, eu jamais pensaria nisso.&lt;BR&gt;Continua o desfile de figuras abstratas diante dos meus olhos. Uma velha mag&amp;#233;rrima, vestida totalmente, at&amp;#233; onde os meus olhos conseguem divisar, de preto, arrasta o seu marido (cujo nome deve ser Montgomery Adams). Sabrina vai &amp;#224; lanchonete. A loura dorme. Vem ent&amp;#227;o uma mo&amp;#231;a bonita de olhos negros e profundos. Nas cadeiras &amp;#224; minha frente, um rapazinho veste touca e jaleco de malha. Ao seu lado um gigante careca conversa animadamente com outro rapaz magro e dark. A loura acordou e est&amp;#224; me olhando como as mulheres olham. Agora dormiu de novo.&lt;BR&gt;Uma velhinha elegante se assenta ao meu lado. &amp;#192; sua frente se instala um casal ostensivamente em p&amp;#233;, cercando-a de mimos, tipo : "quer um docinho, um refrigerante, &amp;#225;gua, caf&amp;#233;, biscoito, revista, almofada, cobertor"?. Todos com o indefect&amp;#225;vel sotaque campinense, o "r" vibrante. Nunca mais vi Sabrina, minha enfermeira. Vem ent&amp;#227;o uma mulher totalmente vestida de azul calcinha,cujo rosto parece uma m&amp;#225;scara de carnaval, destas que se encontram em lojas de doces de Belo Horizonte. Um homem com um cigarro aceso entre os dedos me pede dinheiro para um lanche. Ignoro-o totalmente. Um rapaz veste uma camisa de futebol. At&amp;#233; a&amp;#237; tudo normal. Mas est&amp;#227;o estampadas duas palavras totalmente fora de &amp;#233;poca : Excel e Econ&amp;#244;mico, dois bancos definitavamente falidos. Triste tend&amp;#234;ncia deste jovem.&lt;BR&gt;Volta a mulher com carranca de carnaval. A loura dorme. Uma meninha grita atr&amp;#225;s de mim. Sou louco com menininhas, sem qualquer tend&amp;#234;ncia para a pedofilia. Olho pra tr&amp;#225;s e ela est&amp;#225; fazendo gato e sapato de sua enorme m&amp;#227;e. &lt;BR&gt;Estou delirando agora, de tanta dor. Apanho minha bolsa pesad&amp;#237;ssima e deixo-a no guarda-volumes. Vou ao banheiro e l&amp;#225; encontro algo inusitado. Na porta da privada, no lado interno, est&amp;#225; escrito em letras garrafais um an&amp;#250;ncio de oferta de pr&amp;#233;stimos homossexuais bilingues, com telefone e tudo.&lt;BR&gt;Volto ao sagu&amp;#227;o de espera. O meu antigo lugar foi usurpado. Vou para os fundos. De longe vejo a loura sonolenta. Cai uma chuva torrencial em Campinas. Meus companheiros de curso na Bosch s&amp;#227;o capazes de jurar que estou indo de avi&amp;#227;o, e podem estar agora preocupados comigo. Mas estou indo de &amp;#244;nibus, se sobreviver at&amp;#233; l&amp;#225;, e com isso eu &amp;#233; que me preocupo. Falta uma hora exatamente para a minha partida de &amp;#244;nibus ou avi&amp;#227;o, se n&amp;#227;o partir desse mundo antes.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371168393135655?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371168393135655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/na-rodoviria.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371168393135655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371168393135655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/na-rodoviria.html' title='Na Rodovi&amp;#225;ria&#x9;'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371164615630941</id><published>2006-03-30T06:40:00.001-03:00</published><updated>2006-04-24T13:22:29.286-03:00</updated><title type='text'>Mulher Campinense</title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="FONT-SIZE: 12pt; CURSOR: auto; FONT-FAMILY: Arial" width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Mulher campinense de fartos seios&lt;BR&gt;Que passa apressada n&amp;#227;o sei para onde&lt;BR&gt;Vem de um lugar, do que se esconde?&lt;BR&gt;N&amp;#227;o vim para tais devaneios&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Mulher campinense de gl&amp;#250;teos poucos&lt;BR&gt;Me ignora completamente, sou desconhecido&lt;BR&gt;Se n&amp;#227;o acredita, n&amp;#227;o estou sendo sentido&lt;BR&gt;E n&amp;#227;o me classifica como aos loucos&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;BR&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Mulher campinense, toda diferente&lt;BR&gt;Daquilo que poderia ser atraente&lt;BR&gt;Para um mineiro doente de passagem&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Mulher campineira deselegante&lt;BR&gt;Talvez quisesse parecer interessante&lt;BR&gt;Sou uma nuvem, pare&amp;#231;o uma miragem&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371164615630941?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371164615630941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/mulher-campinense.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371164615630941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371164615630941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/mulher-campinense.html' title='Mulher Campinense'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371160826289996</id><published>2006-03-30T06:40:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T13:23:07.973-03:00</updated><title type='text'>Porta do Adeus</title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="FONT-SIZE: 12pt; CURSOR: auto; FONT-FAMILY: Arial" width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;BR&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Como recordarei de ti, Campinas&lt;BR&gt;Se meus gestos senis me impediram&lt;BR&gt;Se meus olhos cansados n&amp;#227;o viram&lt;BR&gt;Todo o encanto das tuas esquinas?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Eu aqui na J&amp;#250;lio de Mesquita&lt;BR&gt;Vendo-te despertar para a vida&lt;BR&gt;Meu peito d&amp;#243;i, &amp;#233; uma dor renhida&lt;BR&gt;Nada que a contempla&amp;#231;&amp;#227;o suscita&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Pessoas indiferentes passam, fren&amp;#233;ticas&lt;BR&gt;Vejo o pulsar de tuas veias, el&amp;#233;tricas&lt;BR&gt;N&amp;#227;o vejo saudades que eu possa levar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;E o caos da minha vida se avolumando&lt;BR&gt;A energia do meu corpo desmoronando&lt;BR&gt;Longe de ti, Campinas, quero estar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371160826289996?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371160826289996/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/porta-do-adeus.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371160826289996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371160826289996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/porta-do-adeus.html' title='Porta do Adeus'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371157195266357</id><published>2006-03-30T06:39:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T13:23:42.856-03:00</updated><title type='text'>Por acaso</title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="FONT-SIZE: 12pt; CURSOR: auto; FONT-FAMILY: Arial" width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Campinas me assusta, bela cidade&lt;BR&gt;De avenidas largas e becos estreitos&lt;BR&gt;Corredores vicinais, todos perfeitos&lt;BR&gt;Palco de recente e tr&amp;#225;gica realidade&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Os campinenses te odeiam, te amam&lt;BR&gt;Como eu poderia te amar, se me d&amp;#243;i&lt;BR&gt;N&amp;#191;o somente esta doen&amp;#231;a que me corr&amp;#243;i&lt;BR&gt;Mas por minhas entranhas que clamam?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Pare&amp;#231;o morrer quando aporto em ti&lt;BR&gt;E estou sofrendo esta dor bem aqui&lt;BR&gt;Nem mesmo tu poderias diagnosticar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Campinas, cidade minha por acaso&lt;BR&gt;Poderias estender o meu prazo&lt;BR&gt;E matar-me depois? Quero ainda amar!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371157195266357?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371157195266357/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/por-acaso.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371157195266357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371157195266357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/por-acaso.html' title='Por acaso'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371152400112599</id><published>2006-03-30T06:38:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T13:25:45.100-03:00</updated><title type='text'>Destino</title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="FONT-SIZE: 12pt; CURSOR: auto; FONT-FAMILY: Arial" width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Por que me tolhes, destino sagaz&lt;BR&gt;De respirar normalmente meu ar sem dor&lt;BR&gt;De acertar simplesmente, viver o amor&lt;BR&gt;Sem a tal ang&amp;#250;stia que voc&amp;#234; me traz?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Por que me prendes neste quarto de hotel&lt;BR&gt;Se a vida fora de mim parece t&amp;#227;o doce&lt;BR&gt;Pessoas vivem intensamente como se fosse&lt;BR&gt;T&amp;#227;o delicioso viver, um peda&amp;#231;o do c&amp;#233;u?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Por que me procuras, morte sombria&lt;BR&gt;Despejando sobre mim esperan&amp;#231;a tardia&lt;BR&gt;De ent&amp;#227;o viajar sendo o que eu sou?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Por que me deixas, vida insolente&lt;BR&gt;Me transformas, sou algo, n&amp;#227;o gente&lt;BR&gt;T&amp;#227;o ignorante, pra onde eu vou?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371152400112599?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371152400112599/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/destino.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371152400112599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371152400112599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/destino.html' title='Destino'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371147807959406</id><published>2006-03-30T06:37:00.002-03:00</published><updated>2011-11-19T18:26:23.014-02:00</updated><title type='text'>Ar Campinense</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uVAMwwUaxCM/TsgKjeI--tI/AAAAAAAABLU/j2JQFAGQMx0/s1600/villa-imoveis_campinas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="229" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-uVAMwwUaxCM/TsgKjeI--tI/AAAAAAAABLU/j2JQFAGQMx0/s320/villa-imoveis_campinas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td id=INCREDITEXTREGION style="FONT-SIZE: 12pt; CURSOR: auto; FONT-FAMILY: Arial" width="100%"&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="Arial Narrow"&gt;Tenho os movimentos lassos, incertos&lt;br /&gt;De um b&amp;#234;bado que enfim reconheceu&lt;br /&gt;Quem &amp;#233;, o que fez, o que perdeu&lt;br /&gt;Tantas verdades guardou e prazeres certos&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial Narrow"&gt;Minha bebida &amp;#233; o ar de Campinas&lt;br /&gt;Que nesta manh&amp;#227; despertou calada&lt;br /&gt;Ignorando-me totalmente, n&amp;#227;o sou nada&lt;br /&gt;O que &amp;#233;s, cidade, que n&amp;#227;o me ensinas?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial Narrow"&gt;Sorvo em goles curtos a &amp;#225;gua destilada&lt;br /&gt;Com sabor de ma&amp;#231;&amp;#227; nada gelada&lt;br /&gt;Com isso eu conto para me levantar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="Arial Narrow"&gt;Mas por que me prostras ante tua grandeza&lt;br /&gt;Se nem consigo apreciar tua beleza&lt;br /&gt;Que escondes, como se quisesses me matar?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;tr&gt; &lt;td id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;table cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;td id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt; &lt;td id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371147807959406?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371147807959406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/ar-campinense.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371147807959406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371147807959406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/ar-campinense.html' title='Ar Campinense'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uVAMwwUaxCM/TsgKjeI--tI/AAAAAAAABLU/j2JQFAGQMx0/s72-c/villa-imoveis_campinas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371137741542125</id><published>2006-03-30T06:36:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T06:36:17.566-03:00</updated><title type='text'>Don't love me </title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="FONT-SIZE: 12pt; CURSOR: auto; FONT-FAMILY: Arial" width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Dont take me anymore, darling&lt;BR&gt;If you forgot I alive&lt;BR&gt;Can I live so if I dive&lt;BR&gt;Anytime, anywhere in anything&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Don't remember me, honnie&lt;BR&gt;When I am sad and dying&lt;BR&gt;And my heart is always crying&lt;BR&gt;If my sun is not so sunny&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Don't love me, little one&lt;BR&gt;I'm the worst man God has done&lt;BR&gt;And my kisses brought you death&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Leave me alone, my baby child&lt;BR&gt;I have my own destiny to be wild&lt;BR&gt;It shall never change neither the faith&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;FONT face="Agency FB"&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;FONT face="Agency FB"&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371137741542125?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371137741542125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/dont-love-me.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371137741542125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371137741542125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/dont-love-me.html' title='Don&apos;t love me '/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371131636515344</id><published>2006-03-30T06:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T06:35:16.366-03:00</updated><title type='text'>Canto para um homem forte</title><content type='html'>Meu pai,&lt;br /&gt;Que de coragem e bravura fez sua história&lt;br /&gt;Em sua terra desconhecida&lt;br /&gt;Hostil e inglória&lt;br /&gt;Onde com o teu suor de menino&lt;br /&gt;Ganhaste a gleba que te hل de cobrir&lt;br /&gt;Sou com tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Que começo a perder na distância&lt;br /&gt;Homem bonito que sempre se estimou assim&lt;br /&gt;Impondo o respeito com teu jeito manso&lt;br /&gt;Espalhando o medo com tuas maneiras duras&lt;br /&gt;Sou como tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Cujo coração abriga amores&lt;br /&gt;Poesias e cantigas que jamais morrerمão&lt;br /&gt;Cujos segredos continuarمo insondلveis&lt;br /&gt;Cuja alma permanecerل boa como sempre&lt;br /&gt;Sou como tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Lembro-me de como me soltaste no mundo&lt;br /&gt;Impْbere garoto com um longo destino&lt;br /&gt;Choraste a minha ausência quando viste&lt;br /&gt;Que apesar de tudo eu era teu filho&lt;br /&gt;Me amavas entمo, mas de mim abriste mمo&lt;br /&gt;Sou como tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Cujo sangue espanhol fervilha&lt;br /&gt;Em maneiras ora rudes ora delicadas&lt;br /&gt;Incapaz de odiar teus raros inimigos&lt;br /&gt;Apro para amar teus numerosos amigos&lt;br /&gt;Sou como tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Teimoso com as tuas dores internas&lt;br /&gt;Mestre em esconder teus sentimentos&lt;br /&gt;Sensيvel ن beleza, amante da natureza&lt;br /&gt;Homem intrépido, sempre comedido&lt;br /&gt;Sou como tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Meu grande herَi polivalente&lt;br /&gt;Cuja cultura nمo se aprende em livros&lt;br /&gt;Cuja lisura nمo estل nos compêndios&lt;br /&gt;Pai, mineiro discreto e calado&lt;br /&gt;Sou como tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Cujas mمos grandes e carinhosas&lt;br /&gt;Cujo nariz enorme sempre atento&lt;br /&gt;Pai, de proporçُes sempre mلximas&lt;br /&gt;Fizeste tua gente delirar por ti&lt;br /&gt;Sou como tu, pai&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu pai,&lt;br /&gt;Nمo me deixes agora, ainda é cedo&lt;br /&gt;Ainda nمo pudemos ser confidentes&lt;br /&gt;Pois guardas teus segredos como eu&lt;br /&gt;Que guardo meus segredos, como tu&lt;br /&gt;Sou como tu, pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371131636515344?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371131636515344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/canto-para-um-homem-forte.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371131636515344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371131636515344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/canto-para-um-homem-forte.html' title='Canto para um homem forte'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114371117928161631</id><published>2006-03-30T06:32:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T06:32:59.373-03:00</updated><title type='text'>30 Minutos</title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIHEADER width="100%"&gt; &lt;TABLE style="WIDTH: 100%" width="100%" DESIGNTIMESP="19564"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD&gt;&lt;FONT face="Agency FB"&gt;&amp;nbsp;&lt;IMG id=INCREDISETASATTACH alt="" hspace=0 src="cid:3CDD57D8-FF58-4D44-94E7-E9186AA9FEF5" align=baseline border=0 DESIGNTIMESP="19565"&gt; &lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; FONT-SIZE: 12pt; PADDING-BOTTOM: 0px; CURSOR: auto; PADDING-TOP: 0px" vAlign=top width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Meu corpo agora dolorido&lt;BR&gt;Pela noite insone que passei&lt;BR&gt;Ou pelas atitudes que tomei&lt;BR&gt;Me debilitam nesse peso sofrido&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Faltam trinta minutos para a viagem&lt;BR&gt;Estou zonzo, o mundo girando&lt;BR&gt;Sou impelido, agora me assustando&lt;BR&gt;Temo nمo apreciar a paisagem&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Mas que paisagem que poderei ver&lt;BR&gt;Se a dor interna insiste em doer&lt;BR&gt;Nem faço idéia de como parar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Entمo espero que chegue o carro&lt;BR&gt;Minha pequena afliçمo eu narro&lt;BR&gt;Esperando poder um dia voltar.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD vAlign=bottom&gt; &lt;TABLE&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;FONT face="Agency FB"&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;FONT face="Agency FB"&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;FONT face="Agency FB"&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD vAlign=bottom width="100%"&gt; &lt;TABLE style="WIDTH: 100%" width="100%" DESIGNTIMESP="19564"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD&gt;&lt;FONT face="Agency FB"&gt;&amp;nbsp; &lt;/FONT&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114371117928161631?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114371117928161631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/30-minutos.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371117928161631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114371117928161631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/30-minutos.html' title='30 Minutos'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114368382221398515</id><published>2006-03-29T22:57:00.000-03:00</published><updated>2006-03-29T22:57:02.280-03:00</updated><title type='text'>Viagem</title><content type='html'>&lt;TABLE id=INCREDIMAINTABLE cellSpacing=0 cellPadding=2 width="100%" border=0&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIHEADER width="100%"&gt; &lt;TABLE style="WIDTH: 100%" width="100%" DESIGNTIMESP="19564"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD&gt;&amp;nbsp;&lt;IMG id=INCREDISETASATTACH alt="" hspace=0 src="cid:3DA8543A-B07A-4101-A9DE-B47F7033A3FA" align=baseline border=0 DESIGNTIMESP="19565"&gt; &lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDITEXTREGION style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; FONT-SIZE: 12pt; PADDING-BOTTOM: 0px; CURSOR: auto; PADDING-TOP: 0px" vAlign=top width="100%"&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Tenho os movimentos lassos, incertos&lt;BR&gt;De um bêbado que enfim reconheceu&lt;BR&gt;Quem é, o que fez, o que perdeu&lt;BR&gt;Tantas verdades guardou e prazeres certos&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Minha bebida é o ar de Campinas&lt;BR&gt;Que nesta manhã despertou calada&lt;BR&gt;Ignorando-me totalmente, não sou nada&lt;BR&gt;O que és, cidade, que não me ensinas?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Sorvo em goles curtos a água destilada&lt;BR&gt;Com sabor de maçã, nada gelada&lt;BR&gt;Com isso eu conto para me levantar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial Narrow"&gt;Mas por que me prostras ante tua grandeza&lt;BR&gt;Se nem consigo apreciar tua beleza&lt;BR&gt;Que escondes, como se quisesses me matar?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD id=INCREDIFOOTER width="100%"&gt; &lt;TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD vAlign=bottom&gt; &lt;TABLE&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD width="100%"&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDISOUND vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt; &lt;TD id=INCREDIANIM vAlign=bottom align=middle&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD vAlign=bottom width="100%"&gt; &lt;TABLE style="WIDTH: 100%" width="100%" DESIGNTIMESP="19564"&gt; &lt;TBODY&gt; &lt;TR&gt; &lt;TD&gt;&amp;nbsp; &lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TBODY&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114368382221398515?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114368382221398515/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/viagem.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114368382221398515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114368382221398515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/viagem.html' title='Viagem'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114354136021927022</id><published>2006-03-28T07:22:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T23:21:15.076-03:00</updated><title type='text'>Corre nas veias</title><content type='html'>Corre nas minhas veias&lt;br /&gt;A essência do teu mundo &lt;br /&gt;Que vejo através da vidraça &lt;br /&gt;Delicada do teu corpo moreno &lt;br /&gt;Sinto o cheiro adocicado &lt;br /&gt;De tuas coxas qye me tomam &lt;br /&gt;Num abraço definitivo &lt;br /&gt;Para nunca mais esquecer &lt;br /&gt;Beijo o teu seio sedoso &lt;br /&gt;E na carícia que me sufoca &lt;br /&gt;Sou muito mais do que sou &lt;br /&gt;És mais do que eu merecia &lt;br /&gt;Sorvo em pequenos goles &lt;br /&gt;As delícias da tua boca &lt;br /&gt;Que se abre morna e feliz &lt;br /&gt;Para então novamente se fechar &lt;br /&gt;Então me deixo quedar &lt;br /&gt;No gozo pleno de ser teu &lt;br /&gt;Em afagos me desfazendo &lt;br /&gt;Enquanto o paraíso é aqui &lt;br /&gt;Como eu te amo, menina &lt;br /&gt;Ainda que somente eu veja &lt;br /&gt;Tua sombra na minha sala &lt;br /&gt;Para sempre me lembrarei de ti&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114354136021927022?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114354136021927022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/corre-nas-veias.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114354136021927022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114354136021927022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/03/corre-nas-veias.html' title='Corre nas veias'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-114028685586415479</id><published>2006-02-18T16:20:00.000-02:00</published><updated>2006-03-27T06:57:00.030-03:00</updated><title type='text'>Ainda Nao</title><content type='html'>&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ainda que quiseste afogar a minha voz no limbo do esquecimento, tornando-me mera reminiscência no universo das loucuras e paixões, eu sobrevivi em meio a esse caos imortal. Não foi meu mérito, a bem da verdade, e nada eu fiz sozinho, além de remar com palavras conhecidas no marasmo da incompreensão, a tortura da minha angústia recrudesceu, tornando-me seu paladino e bandido.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Quem me levantou pela mão foi um tipo de&amp;nbsp;anjo de Deus, com longas madeixas morenas estendendo seu charme sobre esse moribundo coração e, embora residente em longínquas plagas, realizou o milagre de me tornar mais perto e mais íntimo, a ponto de confundir seus sonhos com os meus, seus desejos caminhando junto aos meus, para numa dimentão especial, num tempo abreviado pela urgência, estaremos assim, misturando nossa essência.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Quem desejará me procurar depois desse tempo em que tombei ante os muitos achaques gulliverianos? Não me encontrará, pois encontrei meu caminho, e ele me leva a terras distantes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Nessas terras frias onde o amor acontece sob edredons pesados, ora em praças apinhadas de história onde o sol brilha intensamente anunciando novos horizontes, ali está a minha vida, incerta e desejada, planejada e estranha, mas com uma dose extrema de esperança.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;E você, que me acena&amp;nbsp;à distância, pode ter meu sangue ou não, pode ter recebido de mim a atenção parca de que eu dispunha, pode ter me criticado com o desprendimento dos críticos que, eles e somente eles, entendem a minha amargura. Que agora eu mantenho submersa no oceano da paixão que dura para sempre.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;font face="VERDANA" color="#000080" size="1"&gt;&lt;i&gt;Powered By &lt;a href="http://www.qumana.com/" target="_blank"&gt;H&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-114028685586415479?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/114028685586415479/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/ainda-no.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114028685586415479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/114028685586415479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/ainda-no.html' title='Ainda Nao'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113968367392292042</id><published>2006-02-11T16:47:00.000-02:00</published><updated>2006-02-11T17:00:37.276-02:00</updated><title type='text'>Universe of Mine</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;My universe has grown to sky&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;For me, I thought I was died&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;But&amp;nbsp;I understood: she is my wife&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;In&amp;nbsp;a big hope became my life&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Through in a future that I do&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Living this in the present, too&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;And the stars shines on me&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Like the only one I used to see&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;And now my steps is toward&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;The one I love, the old coward&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;I ever forget, my ghosts have gone&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;If I get to be happy, it's done&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Spread the wings, my dream&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;And appreciate my best scene&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;I'm just a silly man, falling in love&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;No matter what there is a curve&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;I must to cross to take the skin&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;The woman I love, she have seen&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113968367392292042?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113968367392292042/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/universe-of-mine.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113968367392292042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113968367392292042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/universe-of-mine.html' title='Universe of Mine'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113914123055030384</id><published>2006-02-05T10:07:00.000-02:00</published><updated>2006-02-05T10:07:10.573-02:00</updated><title type='text'>Ole !!!!</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Naquela tarde eu sa&amp;#237;a mais cedo da escola. Minha &amp;#250;ltima aula de L&amp;#237;ngua Inglesa foi &amp;#224;s 15:00h. Meus alunos estavam sonolentos, pois o calor era insuport&amp;#225;vel. Quando soou o sinal do fim da aula, foi um al&amp;#237;vio para todos, inclusive para mim. Cansado, deprimido, meu estado era o normal de um homem que foi desprezado por uma mulher, e pensando nisso eu caminhava sob o sol escaldante. Deixara o carro em casa, pois morava bem perto dali.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Devo ter passado por algu&amp;#233;m conhecido, mas estava t&amp;#227;o absorto nos meus pensamentos e t&amp;#227;o entregue aos meus fantasmas que n&amp;#227;o devo ter cumprimentado ningu&amp;#233;m. Ali&amp;#225;s, eu n&amp;#227;o via nada &amp;#224; minha frente, parecia flutuar em uma dimens&amp;#227;o diferente do restante do mundo. Mas vi quando um caminh&amp;#227;o passou por mim, descendo a rua.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Transportava gado. Era uma cena comum na cidade, visto que a economia b&amp;#225;sica ali era justamente a pecu&amp;#225;ria. Ser professor n&amp;#227;o me rendia nada comparado ao que eu teria se fosse pecuarista naquele lugar quente e pasmacento.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;O caminh&amp;#227;o passou por mim, e andava devagar. Notei, por&amp;#233;m, um detalhe aterrador. Al&amp;#233;m das poucas reses havia madeira no caminh&amp;#227;o. Claro que uma coisa n&amp;#227;o combinava com a outra. Somente um louco faria algo assim. E, para o meu espanto, a porteirinha traseira do caminh&amp;#227;o se abriu quando o mesmo passou num buraco na pista e a madeira derrapou em dire&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224;s patas das vacas. Duas delas saltaram, desajeitadas, e correram em minha dire&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Fiquei estarrecido. Normalmente n&amp;#227;o tenho medo de vacas, mas aquelas ali estavam assustadas, e seriam capazes de tudo. Olhei em volta, n&amp;#227;o havia onde me abrigar. Atr&amp;#225;s de mim havia um poste de luz, foi onde me refugiei, o mais r&amp;#225;pido que pude. Uma das vacas estacou, confusa, e desceu a rua. A outra continuou subindo, firme, e passou por mim bufando e apavorada.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Suspirei de al&amp;#237;vio, protegido pelo poste, e olhei para onde a vaca se dirigia. Foi ent&amp;#227;o que eu vi.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;A poucos passos de mim vinha uma mo&amp;#231;a alta, morena, bonita, elegante&amp;nbsp;e perigosamente distra&amp;#237;da. N&amp;#227;o viu o movimento da rua, nem a vaca que ia em sua dire&amp;#231;&amp;#227;o. Quando gritei, j&amp;#225; era tarde demais. A novilha (esclare&amp;#231;o que era uma novilha, n&amp;#227;o uma vaca, que me perdoem os leitores) atingiu a mo&amp;#231;a em cheio, no est&amp;#244;mago, e continuou sua desabalada carreira.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Sem pensar direito, corri para a mo&amp;#231;a, que tombava para tr&amp;#225;s, desmaiada. Consegui segur&amp;#225;-la nos bra&amp;#231;os, antes que ca&amp;#237;sse no ch&amp;#227;o. Olhei, n&amp;#227;o havia sinal de les&amp;#245;es. Por sorte a novilha era mocha (pra quem n&amp;#227;o sabe, sem chifres).&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;A mo&amp;#231;a (n&amp;#227;o a mocha) desmaiada nos meus bra&amp;#231;os, come&amp;#231;ava a pesar. Ainda tive tempo de observ&amp;#225;-la. Era realmente muito bonita, os l&amp;#225;bios bem desenhados, os cabelos caindo como cascatas negras, a pele bem cuidada, um perfume estonteante. Tomei-a nos bra&amp;#231;os. N&amp;#227;o havia mais ningu&amp;#233;m na rua. Procurei um lugar para abrig&amp;#225;-la, todas as portas fechadas. A primeira casa que vi, gritei de fora. Ningu&amp;#233;m me atendeu. Insisti (a mo&amp;#231;a j&amp;#225; pesava em meus bra&amp;#231;os, apesar de sua delicadeza). A porta marrom da casa em quest&amp;#227;o se abriu lentamente, uma cabecinha enrolada num len&amp;#231;o assomou, assustada.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;- R&amp;#225;pido, senhora, me d&amp;#234; abrigo. Esta mo&amp;#231;a sofreu um acidente ! - gritei&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;A dona, esbaforida, bateu a porta na minha cara, para logo depois abri-la de novo, desta vez acompanhada de uma menina de doze anos, ambas assustadas. Mas franquearam a casa pra mim e meu precioso fardo.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Entrei numa sala mal iluminada, &amp;#224;quela hora do dia. Demorou um pouco para que eu me acostumasse. Depositei minha carga na poltrona mais pr&amp;#243;xima. No sof&amp;#225; maior havia uma anci&amp;#227; deitada com dois gatos. Com um aceno de cabe&amp;#231;a a dona da casa me instruiu a retirar dali a velha senhora, o que fiz prontamente. Carreguei-a nos bra&amp;#231;os e levei-a a um quartinho nos fundos, que me foi indicado. Expulsei os gatos e os pelos que deixaram (eram muitos) e ali acomodei a mo&amp;#231;a bonita e desmaiada.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Ajeito as almofadas, ainda impregnadas de pelos de gatos, mas n&amp;#227;o tenho escolha.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113914123055030384?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113914123055030384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/ole.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113914123055030384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113914123055030384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/ole.html' title='Ole !!!!'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113901817150846494</id><published>2006-02-03T23:56:00.000-02:00</published><updated>2006-02-04T00:09:42.916-02:00</updated><title type='text'>Cadeira Cabeluda</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;A href="http://photos1.blogger.com/hello/20/2468/1024/imagem.4.jpg"&gt;&lt;IMG style="BORDER-RIGHT: #000066 2px solid; BORDER-TOP: #000066 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000066 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000066 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/20/2468/400/imagem.4.jpg" border=0 &gt;&lt;/a&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Todas as noites vem a rainha&lt;BR&gt;Com seu andar cadenciado&lt;BR&gt;Fazendo voltas na minha cabe&amp;#231;a&lt;BR&gt;Eu querendo que seja minha&lt;BR&gt;Embora um tanto apressado&lt;BR&gt;Antes que eu proprio enlouque&amp;#231;a&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;A cadeira cabeluda aguarda, fria&lt;BR&gt;Que a carne macia a toque&lt;BR&gt;Aquecendo-a como se fora eu&lt;BR&gt;Isso me traz tamanha agonia&lt;BR&gt;Pois eu c&amp;#225;, ouvindo meu rock&lt;BR&gt;Um momento somente meu&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Coberta a cadeira, vem a beleza&lt;BR&gt;De cujo rosto me encanto&lt;BR&gt;Fazendo-me tolo e crian&amp;#231;a&lt;BR&gt;A ela me rendo, a realeza&lt;BR&gt;E para meu proprio espanto&lt;BR&gt;Sou a pr&amp;#243;pria esperan&amp;#231;a&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;FONT&gt;&lt;br &gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;A href="http://picasa.google.com/blogger/" target=ext&gt;&lt;IMG style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align=absMiddle border=0 &gt;&lt;/a&gt;&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113901817150846494?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113901817150846494/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/ss.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113901817150846494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113901817150846494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/02/ss.html' title='Cadeira Cabeluda'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113803003071101506</id><published>2006-01-23T13:27:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T13:27:11.243-02:00</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Para quem nao sabe o que &amp;#233; o amor&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Este amigo imperdo&amp;#225;vel que de t&amp;#227;o sincero&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Incomoda, nos deixa perplexos, e eu quero&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Senti-lo de todas as maneiras, como for&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;&amp;#201; respirar um ar diferente&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Sentir que a vida continua&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Deliciar-se com a expecta&amp;#231;&amp;#227;o nua&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;De que existe algo bom l&amp;#225; na frente&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;&amp;#201; catalogar todas as emo&amp;#231;&amp;#245;es que sentimos&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Compar&amp;#225;-las, e isso &amp;#233; certo&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Pois ainda que n&amp;#227;o esteja perto&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Por este amor descemos e subimos&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Mas mantemos a calma, afinal&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Pois se desejamos todo o tesouro&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Que pra n&amp;#243;s reluz mais do que ouro&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;Entendemos que este seja o sinal&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Trebuchet MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113803003071101506?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113803003071101506/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/amor.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113803003071101506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113803003071101506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/amor.html' title='Amor'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113802281532334321</id><published>2006-01-23T11:26:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T11:26:55.380-02:00</updated><title type='text'>Filha do Meio</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;N&amp;#227;o somente &amp;#233;s a filha do meio&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Que eu trouxe ao mundo em anseio&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;De n&amp;#227;o ser perfeito como devia&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Mas isso voc&amp;#234; n&amp;#227;o entendia&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Era apenas uma linda crian&amp;#231;a&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Meiga e fr&amp;#225;gil, doce esperan&amp;#231;a&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Ent&amp;#227;o eu a vi crescendo&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Aos poucos me esquecendo&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Gerando em seu cora&amp;#231;&amp;#227;o rancor&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Mas ora, isso nao substitui o amor&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Com que eu a amo eternamente&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Por ele quantas eu tolamente&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Chorei meu solit&amp;#225;rio pranto&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Para n&amp;#227;o perder seu encanto&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113802281532334321?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113802281532334321/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/filha-do-meio.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113802281532334321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113802281532334321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/filha-do-meio.html' title='Filha do Meio'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113802236811532351</id><published>2006-01-23T11:19:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T11:19:28.123-02:00</updated><title type='text'>Caçula</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;N&amp;#227;o me queixo de voc&amp;#234; pois sei&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Que voc&amp;#234; &amp;#233; fruto do que lhe dei&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;E se me relega ao sil&amp;#234;ncio doloroso&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;E seu conceito de um pai zeloso&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;N&amp;#227;o corresponde em nada comigo&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;E mesmo que eu tente ser seu amigo&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Encontro t&amp;#227;o estranhas barreiras&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;S&amp;#227;o as suas peculiares maneiras&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;De ver as coisas, mesmo que n&amp;#227;o&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Sejam de dentro do seu cora&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;N&amp;#227;o me permito esquecer de voc&amp;#234;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Minha filha querida agora a crescer&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Tornando-se uma encantadora mulher&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Sou seu pai, se isso &amp;#233; o que voce quer&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113802236811532351?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113802236811532351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/caula.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113802236811532351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113802236811532351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/caula.html' title='Ca&amp;#231;ula'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113802203987753288</id><published>2006-01-23T11:13:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T11:14:00.086-02:00</updated><title type='text'>Tormento</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Vem meu filho, ausentar-se de mim&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Quando meu prazer se tornou em tormento&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Se por apenas um momento&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Voce n&amp;#227;o pode ser como eu, assim&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;E tendo desprezado quem te amou&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Abra&amp;#231;ando a sua causa pessoal&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Nem imagina t&amp;#227;o grande mal&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Que no meu cora&amp;#231;&amp;#227;o voc&amp;#234; causou&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Mas eu n&amp;#227;o tenho direito de odi&amp;#225;-lo&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;E continuo amando-o sem raz&amp;#227;o&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Apesar de tudo o que&amp;nbsp;eu falo&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Voc&amp;#234; &amp;#233; o filho do meu cora&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113802203987753288?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113802203987753288/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/tormento.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113802203987753288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113802203987753288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/tormento.html' title='Tormento'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113786022276899360</id><published>2006-01-21T14:17:00.000-02:00</published><updated>2006-01-21T15:39:51.243-02:00</updated><title type='text'>Circus - Zero Por Cento</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;U&gt;Pe&amp;#231;a Teatral em Cinco Atos&lt;/U&gt;&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;!--StartFragment --&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&amp;nbsp;Personagens : &lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;OL&gt;  &lt;LI&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Araujo - um cara ja sem paciencia&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/OL&gt;&lt;UL&gt;  &lt;LI&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Funcao : gerente adiministrativo e financeiro, na   carteira&lt;/FONT&gt;  &lt;LI&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Na pr&amp;#225;tica : testa de ferro, laranja, bombril,   resolvedor de pepinos, descascador de abacaxis, ouvinte de baboseiras   &lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&lt;OL&gt;  &lt;LI&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Antonio - primo do dono, filho de casal de primos,   louco de jogar pedra. &lt;/FONT&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/OL&gt;&lt;UL&gt;  &lt;LI&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Fun&amp;#231;&amp;#227;o : projetista/or&amp;#231;amentista&lt;/FONT&gt;  &lt;LI&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Na pr&amp;#225;tica : puxa-saco, pitaqueiro, intrometido,   primo, doido&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&lt;BR&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Ato 1:&lt;BR&gt;Antonio chega, revirando os olhos, na sala de Araujo e j&amp;#225; vai falando, sem ser autorizado: &lt;BR&gt;- Araujo, voc&amp;#234; &amp;#233; o m&amp;#225;ximo. Adoro voc&amp;#234;. Gerente igual voc&amp;#234; t&amp;#225; pra surgir. Sua compet&amp;#234;ncia me assusta. Deixa eu te falar : tou fechando uma proposta de fornecimento pra Bol&amp;#237;via e quero saber de voc&amp;#234; qual a carga tribut&amp;#225;ria da proposta. &lt;BR&gt;- T&amp;#225;&lt;BR&gt;- Quando voc&amp;#234; vai me informar ?&lt;BR&gt;- Agora. Al&amp;#237;quota ZERO pra tudo.&lt;BR&gt;- S&amp;#243; isso, nao tem mais nada ?&lt;BR&gt;- Zero.&lt;BR&gt;- T&amp;#225; bom&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ato 2 :&lt;BR&gt;Tres dias depois, Araujo reenvia para o Antonio um email do Departamento Cont&amp;#225;bil confirmando a informa&amp;#231;&amp;#227;o sobre o ZERO PORCENTO de imposto em que se diz: &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;"Caro Araujo,&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Conforme nossos entendimentos, confirmo a informa&amp;#231;&amp;#227;o sobre a tributa&amp;#231;&amp;#227;o das vendas efetuadas para a Bolivia. Aliquota ZERO. Favor verificar possibilidade de contratar consultoria especializada em exporta&amp;#231;&amp;#227;o. &lt;BR&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abra&amp;#231;os,&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Marcos&lt;BR&gt;&amp;nbsp;"&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ato 3 :&lt;BR&gt;Antonio recebe o email e devolve ao Araujo dizendo :&lt;BR&gt;- Se a al&amp;#237;quota &amp;#233; ZERO, qual o &amp;#237;ndice que vou informar na minha proposta ?&lt;BR&gt;N&amp;#227;o h&amp;#225; resposta do Araujo, por motivos &amp;#243;bvios &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ato 4 :&lt;BR&gt;30 dias depois, v&amp;#233;spera de f&amp;#233;rias, Araujo est&amp;#225; reunido com a &amp;#225;rea financeira e compras. Antonio chega, com o olhar vidrado e solta sem mais nem menos:&lt;BR&gt;- Araujo, sobre a tributa&amp;#231;&amp;#227;o de vendas pra Bol&amp;#237;via, voc&amp;#234; falou que &amp;#233; ZERO? &lt;BR&gt;- Falei&lt;BR&gt;- Ent&amp;#227;o, como vou dar desconto na proposta se a aliquota &amp;#233; ZERO?&lt;BR&gt;- Simples. N&amp;#227;o d&amp;#234; desconto. Informe somente o valor real.&lt;BR&gt;&lt;SCRIPT&gt;&lt;!--D(["mb","- Mas n&amp;#227;o posso, tenho que ter dois valores, com e sem impostos&lt;br&gt;- Negocie de outra forma, SOMENTE COM O VALOR NORMAL\r\n&lt;br&gt;- Quanto que vou aplicar ?&lt;br&gt;- Aplicar o que ?&lt;br&gt;- Imposto, uai &lt;br&gt;- Zero, Antonio, ZE-ZE-RO-RO&lt;br&gt;- Voce nao ta me entendendo&lt;br&gt;- Vc tambem nao&lt;br&gt;- Ta bom&lt;br&gt;&lt;br&gt;Ato 5&lt;br&gt;Antonio sai da sala do financeiro e vai pra sua propria mesa. De l&amp;#225;, liga pro dono da firma, em curso em S&amp;#227;o Paulo:\r\n&lt;br&gt;- Ze Carlos, sabe aquela proposta da Bol&amp;#237;via ? Pois &amp;#233;, tenho que informar ao cliente os impostos que incidem sobre a venda e&amp;#160; O ARAUJO N&amp;#195;O SABE. Nao, o CONTADOR TAMBEM NAO SABE.&lt;br&gt;",1]);D(["mb","&lt;span class\u003dsg&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br clear\u003d\"all\"&gt;&lt;br&gt;-- &lt;br&gt;\r\nAraujo, Atervaldo Gon&amp;#231;alves de &lt;br&gt;&lt;a href\u003d\"http://www.prosaicus.blogspot.com\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"&gt;www.prosaicus.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br&gt;\r\n\r\n&lt;/span&gt;",0]);D(["mi",0,2,"108e8eae0baa5ca7",0,"0","Hqad","Hqad","atervaldo@gmail.com","&lt;b&gt;Dannie&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Lucineia&lt;/b&gt; ...","20 Jan (22 horas atr&amp;#225;s)",["Dannie &lt;daniela.carneiro@gmail.com&gt;","Lucineia Miranda &lt;lulumiranda@gmail.com&gt;","Zeferino Scalabrini &lt;zscalabrini@terra.com.br&gt;"],[],[],[],"20/01/2006 15:44","Fwd: Circus","",[],1,,,"20 de Janeiro de 2006_15:44","Em 20/01/06, Hqad&lt;atervaldo@gmail.com&gt; escreveu:","Em 20/01/06, &lt;b class\u003dgmail_sendername&gt;Hqad&lt;/b&gt; &amp;lt;atervaldo@gmail.com&amp;gt; escreveu:","gmail.com",,["","",1],""]);//--&gt;&lt;/SCRIPT&gt;- Mas n&amp;#227;o posso, tenho que ter dois valores, com e sem impostos&lt;BR&gt;- Negocie de outra forma, SOMENTE COM O VALOR NORMAL &lt;BR&gt;- Quanto que vou aplicar ?&lt;BR&gt;- Aplicar o que ?&lt;BR&gt;- Imposto, uai &lt;BR&gt;- Zero, Antonio, ZE-ZE-RO-RO&lt;BR&gt;- Voce nao ta me entendendo&lt;BR&gt;- Vc tambem nao&lt;BR&gt;- Ta bom&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ato 5&lt;BR&gt;Antonio sai da sala do financeiro e vai pra sua propria mesa. De l&amp;#225;, liga pro dono da firma, em curso em S&amp;#227;o Paulo: &lt;BR&gt;- Ze Carlos, sabe aquela proposta da Bol&amp;#237;via ? Pois &amp;#233;, tenho que informar ao cliente os impostos que incidem sobre a venda e&amp;nbsp; O ARAUJO N&amp;#195;O SABE. Nao, o CONTADOR TAMBEM NAO SABE.&lt;BR&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;SPAN class=sg&gt;&lt;BR&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113786022276899360?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113786022276899360/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/circus-uma-pea-teatral.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113786022276899360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113786022276899360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/circus-uma-pea-teatral.html' title='Circus - Zero Por Cento'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113785800975820075</id><published>2006-01-21T13:40:00.000-02:00</published><updated>2006-01-21T13:40:16.706-02:00</updated><title type='text'>Sabado 21</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Delicioso &amp;#233; pensar em como vivemos, quando mesmo sabemos o que vamos ver, vamos ter. O mundo girando em torno de si, em torno do sol, e nas voltas do destino, nosso destino vai sendo tra&amp;#231;ado. Ser&amp;#225; o Or&amp;#225;culo de Deus a instruir todas as coisas? Ser&amp;#225; um No&amp;#233; contempor&amp;#226;neo construindo uma nova arca em que duas pessoas escapam do nonsense, das rotula&amp;#231;&amp;#245;es, do corriqueiro, do perfeitamente normal, se amamos ou se apenas somos amados, ou se amamos e n&amp;#227;o somos amados. Cada passo que se d&amp;#225; &amp;#233; um desafio, excitante e desconhecido como tem que ser, e nossas mentes se preparam, se formam, se armam para a grande batalha, o dia-a-dia em que aprendemos a ser n&amp;#243;s mesmos, ainda que com as limita&amp;#231;&amp;#245;es pertinentes &amp;#224; nossa natureza.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Nossas vidas ora se dividem, ora s&amp;#227;o coesas e ego&amp;#237;stas, mas sempre ser&amp;#227;o o nosso objetivo principal. Enquanto uns de n&amp;#243;s, escrevendo nas p&amp;#225;ginas da hist&amp;#243;ria a hist&amp;#243;ria de suas vidas, outros simplesmente vivem sem pensar muito, cada um com seu percentual de erros e acertos.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Nisso est&amp;#225; a grande sabedoria humana, de cada um ser quem quer ser.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;N&amp;#227;o falamos especificamente de quem quer que seja, mas falamos de n&amp;#243;s mesmos, e a experi&amp;#234;ncia metaf&amp;#237;sica nos ensinou que nada sabemos, e hoje ainda estamos na escola.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113785800975820075?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113785800975820075/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/sabado-21.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113785800975820075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113785800975820075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/sabado-21.html' title='Sabado 21'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113762974218169025</id><published>2006-01-18T22:15:00.000-02:00</published><updated>2006-01-18T22:15:42.253-02:00</updated><title type='text'>Inspiration</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;My eyes are droping a kind of tears&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;I can say nothing to kill the missing&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;You left to me tonight, along the time&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;I see you, but you don't hear me&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;I touch you, but you don't smell me&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;I love you, and I think you love me too&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;How many days I'll be stopped in this cave&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Working to get the ticket&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;To ride toward your tanned arms&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;My heart is away, have you seen it?&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Some words can be displayed meanwhile&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;I dream&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;But when I awake every morning&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;The flavor of your kiss is envolving me&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;In my bed there's someone &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;And the name of her is Loneliness&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;In a short piece of life, the time&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Will surrender, and your head will be&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Over my shoulders, listening to the music&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;The night plays for us&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113762974218169025?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113762974218169025/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/inspiration.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113762974218169025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113762974218169025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/inspiration.html' title='Inspiration'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113758679951975228</id><published>2006-01-18T10:19:00.000-02:00</published><updated>2006-01-21T11:53:17.253-02:00</updated><title type='text'>O Resgate de Giselda - Parte 2</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;Giselda ligou pro Corpo de Bombeiros de Londres.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;- Hi, people. It's me, Giselda, from Brazil. I am locked in my house. Please, help-me !&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;- Ok, Miss Gizele. We are going out. Don't move. We'll rescue you, soon.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;- Thank you.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;Por coincid&amp;#234;ncia, dessas que acontecem em filmes, o sargento que recebeu o chamado &amp;#233; um f&amp;#227; incondicional de uma certa Gisele brasileira. Ligou os fatos : Gisele + Brazil =  oba !!!.&amp;nbsp;Berrou ent&amp;#227;o ao seu destacamento, em ingl&amp;#234;s, obviamente :&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;- Temos um resgate a fazer neste momento, trata-se de uma brasileira. Deixem comigo que assumo pessoalmente o caso.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;     Enquanto isso, no Brasil, o namorado da Giselda entrara em contato com o Itamarati, que imediatamente acionou o consulado brit&amp;#226;nico no Brasil e o chanceler brasileiro em Londres. Num esfor&amp;#231;o conjunto in&amp;#233;dito desde o atentado que vitimou um inocente no metr&amp;#244; londrino, os dois paises mobilizaram a policia federal brit&amp;#226;nica e, a pedido da rainha.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Sendo assim, dois dos melhores agentes da Scotland Yard foram designados para acompanhar o caso, com relat&amp;#243;rios a cada quarto de hora, com c&amp;#243;pia para o pal&amp;#225;cio de Buckingham.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;Algum tempo depois, o sargento Jack, do corpo de bombeiros, irrompeu com seu destacamento na rua calma onde morava Giselda. Toda a vizinhan&amp;#231;a, se &amp;#233; que ficou algu&amp;#233;m em casa naquela manh&amp;#227;, acorreu para verificar, bem &amp;#224; maneira inglesa, discretamente sem perder a pose.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;O helic&amp;#243;ptero da pol&amp;#237;cia despejou seus homens atrav&amp;#233;s de escadas flexiveis. Estes logo se posicionam estrategicamente.&amp;nbsp;A Scotland Yard, com seus impec&amp;#225;veis agentes, trata de abordar o sargento Jack, que se mostra surpreso com tanta repercuss&amp;#227;o do caso. Ca&amp;#231;as come&amp;#231;aram a sobrevoar o bairro, mantendo os olhos fixos no quarteir&amp;#227;o onde se dera o fato.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;A imprensa inglesa (leia-se tabloides sensacionalistas) logo acorreu, &amp;#225;vida de not&amp;#237;cias. O julgamento de Saddam Hussei foi esquecido, o casamento de Elton John sequer foi mencionado, o frustrado sequestro do ca&amp;#231;ula de Tony Blair mereceu duas linhas, mas as unidades partiram pro local do evento, transmitindo ao vivo a opera&amp;#231;&amp;#227;o de salvamento de Giselda. A BBC noticiou em edi&amp;#231;&amp;#227;o extraordin&amp;#225;ria:&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;- Brazilian Gisele locked at house !&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Nossa Giselda, sem saber do que despertara seu pequeno incidente dom&amp;#233;stico, continuava procurando a chave em todos os lugares poss&amp;#237;veis, e at&amp;#233; nos imposs&amp;#237;veis. Repassara centenas de vezes todos os acontecimentos da noite anterior, quando chegara do trabalho. Lembrava minuciosamente do que falara, com quem, em que momento. Se acreditasse em terapia da regress&amp;#227;o estaria bem perto de ter feito uma regress&amp;#227;o ao dia anterior, mas nada disso lhe valera encontrar a bendita chave. J&amp;#225; pensava seriamente em colocar uma c&amp;#243;pia da mesma embaixo do capacho na porta, para o caso de esquecer ao chegar, mas ainda n&amp;#227;o pensara no que fazer numa situa&amp;#231;&amp;#227;o como a atual. No a&amp;#231;ucareiro ? N&amp;#227;o, todos na casa usavam ado&amp;#231;ante. No arm&amp;#225;rio do banheiro? Decididamente banheiro n&amp;#227;o era lugar de chave alguma. Por fim, exausta&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Na verdade, &amp;#233; bom que se esclare&amp;#231;a, todos os ingleses envolvidos estavam certos de que se travava de Gisele, aquela brasileira modelo que&amp;nbsp;tinha pouco da nossa Giselda, esta sim, um &amp;#237;cone da beleza trigueira, cujos cabelos descendo em cascatas rebeldes e pousando suavemente sobre os ombros morenos. As duas tinham como &amp;#250;nico ponto em comum a nacionalidade.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Isto explicado, voltemos ao caso, antes que este narrador perca o fio da meada.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;Em poucos instantes, os homens da opera&amp;#231;&amp;#227;o salvamento estavam em toda parte. Os quarteir&amp;#245;es foram fechados. Ningu&amp;#233;m entrava ou sa&amp;#237;a sem ordens de Blair, o primeiro-ministro, n&amp;#227;o o chefe de pol&amp;#237;cia.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;O sargento Jack, aquele do corpo de bombeiros, estava neste momento &amp;#224;s turras com os dois agentes federais, cada um requisitando para si a&amp;nbsp;jurisdi&amp;#231;&amp;#227;o&amp;nbsp;do caso.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;- Trata-se de um incidente internacional - falava o Agente Bond, James Bond, muito nervoso, estranho para um ingl&amp;#234;s.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;- Nada disso, meu chapa. Incidente local, habitante da cidade em apuros.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" size  =2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113758679951975228?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113758679951975228/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/o-resgate-de-giselda-parte-2.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113758679951975228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113758679951975228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/o-resgate-de-giselda-parte-2.html' title='O Resgate de Giselda - Parte 2'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113750559793906025</id><published>2006-01-17T11:46:00.000-02:00</published><updated>2006-01-18T14:08:28.973-02:00</updated><title type='text'>Crepusculo</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&amp;#201; noite&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Na vidra&amp;#231;a turva a neve bate sem parar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;S&amp;#227;o como gotas de algod&amp;#227;o me assustando&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Mais uma vez o c&amp;#233;u cinzento se cobre de grossas nuvens negras.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;N&amp;#227;o faz sentido&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Nada faz sentido&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Estou assentado no ch&amp;#227;o, na sala&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Ao meu lado o telefone destru&amp;#237;do&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;pegadas de sangue em dire&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; cozinha&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;A m&amp;#250;sica da rua vem romper a monotonia da nevasca&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;N&amp;#227;o sei o que me atingiu&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;N&amp;#227;o consigo ver nada direito&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Meu corpo agora mergulha lentamente num torpor&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Como se eu tivesse tomado algumas ta&amp;#231;as de vinho&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;N&amp;#227;o h&amp;#225; como chamar ningu&amp;#233;m&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Ningu&amp;#233;m me ouvir&amp;#225;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;As sombras me envolvem, mas n&amp;#227;o s&amp;#227;o as noturnas, pois ainda &amp;#233; dia&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Tento mexer meus p&amp;#233;s, nao consigo. Pesam toneladas&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Uma sonol&amp;#234;ncia incontrol&amp;#225;vel me assalta&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Lembro de tudo o que passei na vida&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Muita coisa valeu a pena&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Outras coisas nao&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Nao consigo mais pensar&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Meus olhos se fechando&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Vou perdendo a no&amp;#231;&amp;#227;o de profundidade&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;N&amp;#227;o sou eu mais aqui&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113750559793906025?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113750559793906025/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/crepusculo.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113750559793906025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113750559793906025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/crepusculo.html' title='Crepusculo'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113742550311591274</id><published>2006-01-16T13:31:00.000-02:00</published><updated>2006-01-21T22:06:27.636-02:00</updated><title type='text'>Prosaicus</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;!--StartFragment --&gt;&amp;nbsp;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Estava eu pensando, e pensando eu entendi que pra entender eu n&amp;#227;o precisava pensar. N&amp;#227;o posso mudar as coisas como nasceram, n&amp;#227;o posso deixar de ser eu, o vision&amp;#225;rio imberbe que se aventura pelos rec&amp;#244;nditos mal-falados das paix&amp;#245;es.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Para onde vou neste momento? Se eu soubesse dizer, na certa tra&amp;#231;aria planos mirabolantes, estrategicamente perfeitos, e n&amp;#227;o vacilaria em palmilhar cada um dos caminhos diante de mim, como se fossem cabalmente verdadeiros.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Mas n&amp;#227;o. Minha vida est&amp;#225; associada ao que &amp;#233; a minha emo&amp;#231;&amp;#227;o, e eu alimento esse ego&amp;#237;smo todos os dias.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Quem me amar&amp;#225; nesses dias?. Decerto que sei a resposta. &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Mas as respostas definitivas, que Deus escreveu para mim, or&amp;#225;culo de mim mesmo, vem a cada instante enrugando a minha pele no toque &amp;#225;speo da realidade que eu vivo. Mas &amp;#233; tamb&amp;#233;m o sopro g&amp;#233;lido nesse calor tropical de minha alma.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Tenho algumas palavras a dizer.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Mas as palavras s&amp;#227;o t&amp;#227;o numerosas que acabar&amp;#227;o em nonsense. Terei dito intermin&amp;#225;veis mon&amp;#243;logos sem no entanto definir o meu papel aqui nesta terra, onde a minha semente foi e ainda ser&amp;#225; lan&amp;#231;ada, gerando seres infinitamente parecidos comigo, tolos e f&amp;#225;ceis.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Mas n&amp;#227;o sou t&amp;#227;o f&amp;#225;cil assim, me dir&amp;#227;o alguns. A paix&amp;#227;o que retorce o meu peito acontece uma vez s&amp;#243;, e se apaga se ferida, ent&amp;#227;o me atira ao limbo onde permane&amp;#231;o para sempre at&amp;#233; ser resgatado.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Presentemente eu vivo, e isso &amp;#233; permanente. Vivo na mem&amp;#243;ria daqueles &amp;nbsp;que por uma raz&amp;#227;o ou outra n&amp;#227;o parametrizaram a minha passagem com os nefastos vil&amp;#245;es da hist&amp;#243;ria. Vivo na mibha concep&amp;#231;&amp;#227;o particular de que sou t&amp;#227;o fact&amp;#237;vel de ser feliz quanto qualquer outro, n&amp;#227;o importa qual bizarro seja o caminho que eu percorrer para isso, desde que eu mesmo n&amp;#227;o o considere bizarro.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Sinto um leve torpor que me inebria, trazendo-me o cheiro ocre londrino, sa&amp;#237;do de uma hist&amp;#243;ria antiga. Estou passeando pelas ruas sombrias, mas meu cora&amp;#231;&amp;#227;o foi aclareado pelo despertar de um novo mil&amp;#234;nio, n&amp;#227;o aquele que rege todos os seres, mas a minha pr&amp;#243;pria &amp;#233;poca.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Sou eu escrevendo as p&amp;#225;ginas do meu romance, em que sou protagonista, mas um perfeito coadjuvante, pois nada farei se ficar sozinho. N&amp;#227;o garanto que saiam perfeitas, mas garanto a genuidade, a veracidade, a honestidade de minha vida.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;Interessa a certas pessoas. A outras n&amp;#227;o. N&amp;#227;o importa.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face=Arial color=#000000 size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Arial" color  =#000000 size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" color=#000080 size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;presePowered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113742550311591274?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113742550311591274/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/prosaicus.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113742550311591274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113742550311591274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/prosaicus.html' title='Prosaicus'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113672206500812116</id><published>2006-01-08T09:46:00.000-02:00</published><updated>2006-01-18T14:25:00.136-02:00</updated><title type='text'>Princesas Julie e Emmy e a Goiabeira Real</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/Imagem%20042.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/Imagem%20042.jpg" border="0" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt; Num reino muito distante chamado Mallaka, o Rei Charles partiu pra guerra. Precisava conquistar novos dom&amp;#237;nios, estabelecer riquezas e, mesmo que pesaroso de deixar a fam&amp;#237;lia real, seguiu o seu caminho. Ficaram as princesas Emmy e Julie com a rainha. Como toda crian&amp;#231;a daquele reino, tinham suas tarefas a cumprir, iam &amp;#224; escola, ajudavam &amp;#224; mam&amp;#227;e com os cuidados do pal&amp;#225;cio mas, quando tinham uma folga, corriam para a Goiabeira Real, o seu lugar preferido. Esta goiabeira real, contavam as lendas, tinha sido uma princesa lind&amp;#237;ssima h&amp;#225; muitos anos mas, por sua infelicidade, uma bruxa m&amp;#225;, vinda do oriente, a transformara em uma goiabeira, tomando-lhe assim o objeto de seu amor.. Numa &amp;#233;poca em que as invejas e porfias eram uma praga naquele mundo, a inoc&amp;#234;ncia e a pureza das princesas Emmy e Julie sobrepujavam todo o mal que poderia existir na natureza humana. As princesas eram as melhores na escola aprendiam coisas novas, conheciam pessoas interessantes, se enchiam de ricos conhecimentos, mas guardavam no seu cora&amp;#231;&amp;#227;o, com um grande tesouro, a imagem seu querido papai. Nos intervalos das batalhas, por&amp;#233;m, o rei Charles as visitava, percorrendo com sua carruagem real e comitiva, uma grande dist&amp;#226;ncia . Ele sempre levava presentes para as suas princesas, mais o que mais as agradava era simplesmente a presen&amp;#231;a do rei. As princesas costumavam brincar no jardim no pal&amp;#225;cio e ali a Goiabeira Real, frondosa, majestosa, as acolhia com ternura e amor, protegendo-as e instruindo-as. Por muitos anos aquela &amp;#225;rvore tinha visto reis, pr&amp;#237;ncipes, princesas e rainhas, vit&amp;#243;rias, conquistas e dores. Por iisso acumulava tanta sabedoria que podia ser considerada or&amp;#225;culo. Mas, por um capricho do destino, somente as princesas e suas amigas sa desfrutavam de tanta sabedoria daquela &amp;#225;rvore milenar. Nas tardes reais as princesas brincavam ao redor da goiabeira, comiam de seus frutos vermelhos e suculentos, inventavam jogos e algazarras, at&amp;#233; que chegasse a hora de voltarem ao pal&amp;#225;cio para fazerem os deveres de casa e dormirem.. Certo dia, as princesas Emmy e Julie foram surpreendidas quando chegaram ao seu lugar preferido. A goabeira jazia tombada no ch&amp;#227;o, morta. As princesas logo o chamaram a rainha, e esta determinou que os cientistas e agr&amp;#244;nomos do Reino examinassem a &amp;#225;rvore tombada. Come&amp;#231;aram as lendas no reino. Teria sido um ataque alien&amp;#237;gena? Algum animal da floresta encantada? Algum vil&amp;#227;o misterioso? A bruxa malvada ? Os duendes maus ? Os monstros que atacavam criancinhas que nao gostavam de leite e verduras ? Mas, ap&amp;#243;s exaustivos, por&amp;#233;m minuciosos estudos, s&amp;#225;bios e magos reais constataram que a Goiabeira Real havia morrido de velhice. Isto consternou profundamente as princesas. Como elas agora iriam se divertir?. A quem contariam os l&amp;#250;dicos segredos de sua inf&amp;#226;ncia, quem lhe ensinaria os profundos segredos do universo?. Quem lhes abriria as excitantes aventuras de todos os s&amp;#233;culos?. Foi decretado feriado para as cerim&amp;#244;nias f&amp;#250;nebres da &amp;#225;rvore real. Os corneteiros, vestidos a rigor com seus bon&amp;#233;s vermelhos adornados com correntinhas douradas, os guardas palacianos, o cortejo seguia pelas ruas douradas do pal&amp;#225;cio.&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113672206500812116?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113672206500812116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/princesas-julie-e-emmy-e-goiabeira.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113672206500812116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113672206500812116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/princesas-julie-e-emmy-e-goiabeira.html' title='Princesas Julie e Emmy e a Goiabeira Real'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113647499102177383</id><published>2006-01-05T13:23:00.000-02:00</published><updated>2006-01-18T14:36:12.216-02:00</updated><title type='text'>O que sustenta o mundo</title><content type='html'>&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Mesmo com a vis&amp;#227;o embotada pelo cansa&amp;#231;o da hora, os m&amp;#250;sculos lassos, uma parte de mim retesada e viva, o alvorecer bem perto, a chuva passou. Na minha vidra&amp;#231;a a solid&amp;#227;o n&amp;#227;o bate mais, assustando-me como se eu fora o &amp;#250;ltimo dos moradores da terra. Entao vejo aquilo que &amp;#233; meu interesse, e os meus sentidos se agu&amp;#231;am. Em ta&amp;#231;as hom&amp;#244;nimas, lutam para se libertarem, para serem vistos, tocados e sentidos. Mas s&amp;#227;o retidos, apertados, oprimidos, censurados, distanciados. Sou o seu libertador, mas nao os alcan&amp;#231;o, pois meus bra&amp;#231;os s&amp;#227;o curtos e minha vontade crescente. Entre frustrado e infeliz, sou feliz , no entanto. Sem querer explicar nada, apenas viver esse momento sublime de &amp;#234;xtase. E logo adormecer. Sozinho. Como sempre.&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113647499102177383?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113647499102177383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/o-que-sustenta-o-mundo.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113647499102177383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113647499102177383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/o-que-sustenta-o-mundo.html' title='O que sustenta o mundo'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113647313329525420</id><published>2006-01-05T12:52:00.000-02:00</published><updated>2006-01-05T12:58:53.316-02:00</updated><title type='text'>Almoço com a sogra</title><content type='html'>Ele, de bermuda e camiseta, já meio calvo, com a esposa a tiracolo, caminha impavidamente pelo restaurante e sussurra algo ao garçom, um gigante de dois metros de altura. O garçom passeia o olhar em volta, experiente. Olha o casal, olha as crianças, e por fim, a sogra. Sugere, então, em voz baixa e polida, que se juntem três mesas bem no meio do salão. Incontinenti, faz a mudança necessária e fica, por um instante, paralisado, observando como a família vai se acomodar. O casal fica no canto, em frente ao espelho, e de frente pro resto do Shopping. Ao seu lado, afastado umas duas cadeiras, está o filho mais velho. Nós o chamaremos de Rafael, pois todo adolescente de 15 anos se chama, indefectivelmente, Rafael.&lt;br /&gt;Do outro lado da tira de mesas, em frente aos pais e, portanto, no canto, diante do espelho e de costas para o shopping, está o caçula, que por ter uns 10 anos, deve se chamar Felipe.&lt;br /&gt;No canto oposto, no mesmo lado em está Felipe, está a sogra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------ to be continued -------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113647313329525420?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113647313329525420/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/almoo-com-sogra.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113647313329525420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113647313329525420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/almoo-com-sogra.html' title='Almoço com a sogra'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113619267530567589</id><published>2006-01-02T07:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-02T14:41:55.216-02:00</updated><title type='text'>Adoradores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/adoradores.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/adoradores.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo sobressaltado, sentindo uma certa pestilência no ar. Resultado de um sonho mau. O telefone toca, uma voz automática me chama pelo nome completo e me sugere que eu preste atenção no que vou ouvir. Mas não é do próprio aparelho, é um carro de som, convocando a população masculina para se alistar nas fileiras das forças armadas. Estranho é que o convite é feito com uma exigência de se pagar certa quantia pela inscrição. Alistamento militar gratuito já é uma hipocrisia, pago então....&lt;br /&gt;Por uma estranha contingência, apenas os homens conseguem ouvir a mensagem. Pelo que observo, não houve aquiescência de ninguém até este momomento. Cada um com sua guerra particular.&lt;br /&gt;Pensando nisso, sinto ainda o peito oprimido, como se pressentisse que alguma coisa estava fora de controle. E a minha mente repassou em revista todos os meus amigos, poucos em número, porém grandiosos em qualidade.&lt;br /&gt;Meu coração me ordena que eu visite um deles, Marcone. Um comerciante normal, com a vida ajustada, pregador de uma igreja neoliberal pós-moderna, seja lá o que isso significa. Conheci-o na dita igreja, onde fui mitigar alguns dos meus numerosos pecados, até descobrir que dos meus pecados entendo eu e Deus.&lt;br /&gt;Marcone havia se mudado para um sítio, onde vivia sozinho, compondo canções gospel, vivendo a vida como imaginava que poderia ser uma  vida saudável e feliz. &lt;br /&gt;Algumas vezes eu o visitava, e a sua sabedoria ilimitada me deslumbrava. Sua esposa se desdobrava em mimos para comigo, preparando suculentos pratos que sabia ser da minha preferência.&lt;br /&gt;O licor de jabuticaba era sua especialidade. Doce, encorpado e translúido, era um prazer saborear, à sombra das mangueiras, todo aquele esplendor.&lt;br /&gt;No sítio de Marcone havia um pequeno pomar, totalmente eclético, onde se podia encontrar desde o exótico caqui até o nauseante pequi, só pra rimar.&lt;br /&gt;O caminho até o sitio era orlado por belíssimas árvores.A alameda de ipês (que eu mesmo ajudei a plantar), dava a impressão de estar indo em direção ao nirvana. Não posso me esquecer dele, pois lutou ao meu lado numa guerra sem qualquer tipo de senso moral ou patriótico, como eu mesmo não seria capaz. Sigo o impulso de visitá-lo. É uma caminhada prazerosa, o perfume das flores do campo desintoxicando os meu pulmões. Não sei porque, mas me sinto totalmente revigorado. Nem me lembro da loucura da noite anterior, quando foi a comemoração de ano novo, as pessoas se embebedando cuidadosamente irresponsáveis, aproveitando o dia para serem exatamente o que são. Não as reprovo. Cada um com suas particularidades, algumas até mesmo coletivas.&lt;br /&gt;No caminho, numa bifurcação da alameda está a casa de Jennifer, uma moça bonita da cidade, professora formada, cuja dedicação às crianças a encheu de notoriedade e carinho por parte da população. Resolvi dar um alô, pois minhas relações com ela são muito boas, embora não sejamos mais amantes.&lt;br /&gt;Encontro-a pendurada numa trave, o pescoço amarrado por um fio e isso me choca. Corro para ela e tento retirá-la daquela posição ridícula, mas me surpreendo com a sua reação.&lt;br /&gt;- Não faça isso, Homer ! Afaste-se de mim!&lt;br /&gt;- Não estou entendendo, Jennifer!&lt;br /&gt;- Não se intrometa - falou, duramente - é um assunto meu.&lt;br /&gt;- Você quer se matar? Ficou louca ?&lt;br /&gt;- Contrário. Quero viver. Estou me purificando.&lt;br /&gt;- Já sei, ficou até tarde vendo People&amp;Arts, e agora quer imitar alguma coltura aborígene que pratica a autoflagelação.&lt;br /&gt;- Que discurso cansativo. Quer fazer o favor de me deixar em paz ?&lt;br /&gt;- Ok, você que sabe.&lt;br /&gt;Saio dali apreensivo. Ela mora sozinha. Seu único vizinho é Marcone. Antes de deixá-la, porém, fico sabendo que ela se penitencia por ter cedido ao assedio de seu namorado, e também se amarrou, pelo pescoço, aquele travessão. Seu ritual de purificação é no mínimo macabro, mas ela fez questão de me manter fora dele. Ainda asim, argumento que não é exatamente essa a forma de chamar a atenção de Deus, mas ela está firme em seus propósitos. Alguma coisa deve ter acontecido. Ou ela bateu com a cabeça ou um asteróide caiu nos campos próximos, como num filme de ficção.&lt;br /&gt;Ainda assim, não hesito em chamar a polícia.  Ligo para o delegado Antunes, que não se encontra, foi a uma reunião na sede da Maçonaria. Deixo recado com o cabo Arnaldo e lhe peço que mande alguém atender a Jennifer. Alguma coisa no meu coração começa a tomar forma, e é uma angústia inexplicável.&lt;br /&gt;Em alguns passos eu já estou no sítio do Marcone.&lt;br /&gt;Marcone no seu sitio na estrada velha, amarrado a coluna de madeira por um fio de aço que lhe sai da orelha, magro e abatido, mas com um sorriso simplório nos lábios. Não parecia bem, no geral. &lt;br /&gt;- Meu amigo, o que está acontecendo com você ? - pergunto&lt;br /&gt;- Comigo? Nada além de experimentar o nirvana - responde, numa voz rouca.&lt;br /&gt;- Quem fez isso com você ?&lt;br /&gt;- Isso o que ?&lt;br /&gt;- Quem o amarrou dessa maneira ? Há quanto tempo? Qual o motivo?&lt;br /&gt;- Ninguém me amarrou. Eu mesmo o fiz, para me purificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------- to be continued -----------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113619267530567589?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113619267530567589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/adoradores.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113619267530567589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113619267530567589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2006/01/adoradores.html' title='Adoradores'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113564985878918935</id><published>2005-12-27T00:16:00.004-02:00</published><updated>2011-11-19T19:11:47.819-02:00</updated><title type='text'>O Resgate de Giselda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R99imGiySqo/TsgbjwJv_HI/AAAAAAAABL4/eOQuZJN67tQ/s1600/giselda.0.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="204" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-R99imGiySqo/TsgbjwJv_HI/AAAAAAAABL4/eOQuZJN67tQ/s320/giselda.0.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giselda, uma moça bonita, morena, inteligente e espirituosa. Mudou-se par Londres. Saiu de Belo Horizonte, ajuntando na mala todas as suas esperanças, seus medos, suas dificuldades e aptidões, deixando em stand-by as profissão de professora, pouco prestigiada neste país, e ganhou o mundo. No seu coração estava a sede de conquista, a possibilidade do ilimitado, a necessidade de se superar. Deixou uma família linda e maravilhosa que, apesar da saudade, a apoiou no seu projeto. -Ela sempre sonhou em ir pro exterior - confessa Dona Zilda, a mãe, entre saudosa e orgulhosa, uma baiana forte e simpática, como normalmente são as baianas. Com um franco sorriso e fartos cabelos encaracolados, Giselda foi distribuir simpatia em Londres, presenteando os carismáticos britânicos com o melhor da beleza trigueira deste nosso país continental. A pele morena era como uma placa em néon :”sou brasileira", mas o seu olhar firme e determinado era a própria obstinação. Como era de se esperar, o grande sorriso conquistou os sisudis ingleses e Giselda ficou lá. A saudade dos que a amam teve que ser revista. Ficou um tempo silenciosa, até se situar. Hoje, estabilizada e feliz, trabalhando, divertindo-se e magnanimamente se enchendo da cultura mundial concentrada nos nichos londrinos, ela se realiza. Com pouco tempo chegaram as fotos da Giselda posando na Trafalgar Square, diante do Parlamento, Big Ben, Távola Redonda, os lugares de sempre.... Londres ficou ofuscada pela sua presença marcante na cidade. Morando na região do cruzamento das Ruas Royal com Carlisle, bem perto da Westminister Bridge e às margens do Tamisa, todos os dias acorda bem cedo e vai ao trabalho, como realmente se espera de alguem com a sua disposição. Mas num dia qualquer de trabalho, às vésperas do fim do ano, em que nada poderia acontecer para quebrar a rotina de Giselda, ela acorda despreocupada. Como sempre, planeja seu dia, coisa que não é próprio das mulheres, elas que perdoem este humilde narrador. Vai trabalhar daqui a pouco. Vestida com um pijama com um cachorrinho amarelo estampado (o preferido dela), apesar do frio da cidade, faz sua oração matinal, pedindo a proteção de Deus, que a olha embevecido, o grande coração pingando de amor por ela. Caminha Giselda para o banho, como sempre faz. O ritual, como se sabe, é igual para todas as mulheres, conforme descrito minuciosamente num site, por um brilhante e desconhecido autor, que aqui transcrevemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tira a roupa no quarto e as separa delicadamente, sendo que algumas serão colocadas no cesto de roupa suja, segundo a tonalidade das cores.&lt;br /&gt;Coloca o robe e caminha calmamente até o banheiro. &lt;br /&gt;Se no caminho encontrasse o namorado ou marido, cobrriria o corpo e sairia correndo para o banheiro. &lt;br /&gt;No banheiro, fecha a porta, tira o robe e pára diante do espelho. &lt;br /&gt;Analisa o corpo. Força a barriga para fora para poder se queixar que está mais gorda do que realmente está. &lt;br /&gt;Tira todos os brincos, jóias, bijuterias e deixa organizadamente na pia. &lt;br /&gt;Antes de entrar no box, organiza a toalha para o rosto, a toalha para os braços e pernas, a do cabelo, etc... &lt;br /&gt;Abre o chuveiro e aguarda calmamente a água esquentar, espera o ponto ideal. &lt;br /&gt;Lava o cabelo com shampoo de abacate/mel com 83 vitaminas. &lt;br /&gt;Repete o processo de lavar o cabelo com o shampoo de Camomila com 105 vitaminas. &lt;br /&gt;Enche o cabelo com condicionador Próativo de babosa com mais de 100 proteínas e deixa por 15 minutos. &lt;br /&gt;Lava o rosto com uma mistura de pêssego por 10 minutos ate que o rosto fique vermelho. &lt;br /&gt;Lava o resto do corpo com sabão de nozes e morango para o corpo. &lt;br /&gt;Tira o condicionador do cabelo. Este processo leva 10 minutos. &lt;br /&gt;Ela deve estar segura de que todo o condicionador foi retirado. &lt;br /&gt;Depilação de axilas, pernas e a área do biquíni. &lt;br /&gt;Fecha o chuveiro. &lt;br /&gt;Escorre toda a água dentro do box. &lt;br /&gt;Sai do box e se seca com todas as toalhas já mencionadas. (uma delas é do tamanho da África) &lt;br /&gt;Coloca uma toalha super absorvente na cabeça. &lt;br /&gt;Revisa mais uma vez o corpo em busca dos detalhes. &lt;br /&gt;Passa creme para o rosto, para a barriga, loção para o corpo, perfume, loção, creme para os pés, cotovelos, bumbum, mãos, desodorante, etc, etc, etc. &lt;br /&gt;Coloca algumas das jóias/bijouterias e pega as outras. •&lt;br /&gt;Já morrendo de frio, coloca o robe e retorna ao quarto.&lt;br /&gt;Se encontrasse o namorado/marido pelo caminho, se cobriria mais ainda e sairia correndo para o quarto.&lt;br /&gt;1:30 horas depois está vestida.&lt;br /&gt;Desta vez acontece o inusitado. Enquanto ela tomava se banho rápido de uma hora e meia, todos os outros moradores da casa saíram, como era de se esperar em uma casa em que, os que não trabalham de fato, tem a escola como se compromisso diário. E a nossa Giselda não se dá conta de que está sozinha e trancada dentro de casa antes que isto seja terrivelmente evidente. Primeiro precisou tomar o seu breakfast de pão de queijo com goiabada, só pra não quebrar a tradição mineira. Feita a terrível constatação, começa então a busca de uma solução. Primeiro volta ao quarto onde dorme e revira as gavetas. Revirar é uma forma de dizer: Separa metodicamente todo o que encontra lá, conferindo peça por peça, tentando em vão encontrar a chave. Confere as 65 bolsas, e em qualquer delas encontra o que procura. Olha embaixo da cama, no peitoril da janela, nas ranhuras do aquecedor, um modelo vitoriano e eficiente. Senta-se na cama e tenta reviver os seus últimos instantes com a chave, na noite anterior. Foi a mesma noite em que placidamente dormiu no ônibus, confiante que no ponto final acordaria, o que não aconteceu, obrigando o condutor a fazer macaquices para acordá-la. Não se lembra de nada desde então. Vamos ver. Chegou, tomou um banho daqueles, fez um chá inglês e.... eureka! Está na cozinha, pensa, animada. E, na cozinha, depois de revirar os armários, conferir a chaleira (nem tão vitoriana assim), chega à conclusão que não está ali a bendita chave. O tempo passando. Atrasada no emprego, o que é uma temeridade em Londres, como é em qualquer lugar do mundo. Volta à sala, retira as almofadas do sofá e se acomoda nele, tentando recapitular o momento em que ali se assentou para ver televisão. Nesse instante sente algo tilintando ao alcance de sua mão, e abre um sorriso largo de satisfação. É uma chave. Apalpa-a, confere. Decepção, não é A CHAVE. Pensa em chamar os bombeiros, mas ainda há tempo antes de se desesperar. Confere cada cômodo e cada canto, nada. Neste momento já se encontra suada e exausta. Pensa em tomar outro banho, mas desiste, pois no momento é prioridade encontrar o que procura. Resolve ligar para o homem da casa. Ele não se encontra. Não, não vai voltar agora. Sim, foi a um lugar distante, no outro lado da cidade. Telefona então para a dona da casa, que atende preocupada: - O que aconteceu, Gi ? - Vc nem vai acreditar, Lo. - Tente me contar então... - Estou em casa. - Uau, folga hoje? - Antes fosse, Lo. - Não me diga que foi demitida. - Também não é para tanto - Fala logo, ta me deixando preocupada - Estou presa em casa, não sei onde guardei a minha chave. - Não acredito. Você é tão certinha e organizada. O que houve? - Não sei mesmo. Como eu faço agora ? - Eu não posso ir até você – escusou-se a outra – tenho muito trabalho agora de manhã aqui na loja e não poderei me ausentar. Chame meu marido. - Ele está fora da cidade. - Menina, que enrascada! Ligue pra empresa e avise que vai chegar tarde, ou que nem vai. - Eu fiz isso, mas não me sinto à vontade. - Ora, Gi, ninguém se sente. Sugiro que fique em casa. - Não posso. Hoje tenho que liberar tudo o que acumulou de sexta-feira pra cá. - Vamos combinar então. Se eu conseguir um jeito aqui, te ligo e vou até aí com o hábeas corpus. - Obrigada, Lo. Você é ótima Giselda então refaz todo o seu caminho procurando o precioso objeto. Apela para o vizinho. Ele também não está em casa. Mesmo porque não é hora de ninguém estar em casa, somente Giselda. Lembra-se, no seu mudo desespero, da música de Raul Seixas: o dia em que a terra parou. Ninguém está onde deveria, naquela manhã. Começa a gritar pela janela. Passa um ancião, espairecendo, e sequer olha na direção dela. Na certa, sua mente está perigosamente mergulhada no passado, pensa ela. O garoto, provavelmente matando aulas àquela hora, caminha displicentemente diante de sua janela, sem lhe dar a mínima atenção. Começa a fazer mentalmente uma lista de quem poderia ser convocado para lhe dar a liberdade. Colegas de trabalho, polícia, bombeiros, Príncipe Charles. Ninguém teria a chave para lhe emprestar, portanto não adianta chamar qualquer um deles. A polícia? Prefere esperar mais. Pode ser que a polícia metropolitana chegue atirando pra depois lhe perguntar o que realmente aconteceu. Chama os bombeiros, por fim. Não são eles os heróis do calendário, os que socorrem necessitados, salvam gatinhos de árvores? Ela não é uma gatinha em apuros :? Pois então. Mas um fato estranho estava para acontecer. A sua ligação para os bombeiros, por uma anomalia instantânea de um satélite de comunicação, coisa que não tem explicação, foi . --------------- to be continued ----------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113564985878918935?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113564985878918935/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/o-resgate-de-giselda.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113564985878918935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113564985878918935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/o-resgate-de-giselda.html' title='O Resgate de Giselda'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-R99imGiySqo/TsgbjwJv_HI/AAAAAAAABL4/eOQuZJN67tQ/s72-c/giselda.0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113495888682395183</id><published>2005-12-19T00:02:00.000-02:00</published><updated>2006-01-02T15:40:39.176-02:00</updated><title type='text'>Fim de noite</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/fimdenoite.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/fimdenoite.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo tombado no chão, o gelo derretido de uma farra solitária, os olhos ardendo diante da luz insuficiente da sala (quase escreveu bruxuleante, como gostaria, né ?), a toalha amarrada na cintura, ele pensava no que tinha acontecido. Era pra ser um dia calmo, na pasmaceira modorrenta de todo domingo, mas acordou com os trovões à sua janela, a chuva caindo pesada e constante.&lt;br /&gt;Pestando mais atenção aos ruídos do dia ele pôde distinguir, sobressaltado, que gritos de terror ecoavam lá fora. Era uma guerra de nervos. Pessoas desesperadas sendo devoradas pelo horror da guerra. Foi então que percebeu que os trovôes não o eram simplesmente, mas eram os canhões que espoucavam (onde já se viu guerra com canhões? isso é coisa da idade média!), enquanto os caças despejavam seus mísseis sobre a cidade indefesa. &lt;br /&gt;O prefeito havia sido raptado e o poder tinha sido substituído pelas forças inimigas. Um general calvo (sem preconceitos, por favor), berrava num megafone (cadê a internet?) se auto-intitulando governador da província (provìncia? por favor, me poupe, você bebeu o que?)&lt;br /&gt;O quartel general das forças de ocupação (tem visto muito filme baixado em DIVX) tinha sido estabelecido no edifício JK (tinha que ser ele, tadinho, só pela má fama que sempre carregou injustamente, agora paga o pato). As crianças tinham sido agrupadas onde funcionava a polícia, no prédio (tá parecendo a história do Pink Floyd - The Wall. Só falta alguem cantar 'Leave those kids alone').&lt;br /&gt;Olhou no fundo do copo (devia ser onde ele conseguia tanta informação). Sentiu que nao estava bem. Não ele, mas o copo. Vazio, definitivamente. Tinha acabado a última garrafa de Martini, que sobrara do ano anterior, de tanto que ele bebia. Era um Martini antigo, comprado na promoção do Champion, quando este existia. Nada se comparando às beberagens do Rio no último reveillon. &lt;br /&gt;- Será que fiquei louco? - pensou (interessante como eu sei o pensamento dele)&lt;br /&gt;- E quem não é? - consolou-se&lt;br /&gt;Ligou a televisão, mas nao havia transmissão normal. Todos os canais transmitiam a imagem nefasta do general careca, que explicava que a cidade fora julgada e executada pelos seus numerosos pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---- vou dar um tempo com a história ---- não estou entendendo mais nada e já passou de meia noite - o sono chegou. Amanhã a gente vê como termina isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113495888682395183?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113495888682395183/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/fim-de-noite.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113495888682395183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113495888682395183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/fim-de-noite.html' title='Fim de noite'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113476881603471785</id><published>2005-12-16T18:47:00.000-02:00</published><updated>2006-01-03T07:08:33.950-02:00</updated><title type='text'>Um dia de fúria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/MVC-608S.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/MVC-608S.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/Auto1_32.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/Auto1_32.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de ter visto um filme há muito tempo (não vou dizer quanto pra ninguem especular minha idade, embora eu não esconda que sou um garoto), em que um pacato cidadão, indo para o seu trabalho, acabava se envolvendo em vários acontecimentos inusitados, tornando-se uma máquina de matar.&lt;br /&gt;Não vou me inspirar no filme. Aliás, nem sei porque eu o citei aqui nesse post (antes era crônica, agora se chama post), mas um dia de fúria (era o nome do filme) não tinha final feliz.&lt;br /&gt;Paralelamente, e invariavelmente, depois do desjejum diário (de que nem sempre eu me lembro) ando os quatro quarteirões que me separam do trabalho. Que me invejem os mortais, mas eu vou a pé para o trabalho e ainda almoço em casa!! Isso é Belo Horizonte !!!&lt;br /&gt;Pois bem, chego primeiro, abro a firma e a primeira providência é fazer um backup do software de gerenciamento que eu mesmo criei. Não confio no backup automático do servidor. Esse software tem uma história. Eu o construí em pleno vôo, quando cheguei à empresa e encontrei registros financeiros e contábeis feitos a caneta em arcaicos livros pretos. &lt;br /&gt;Minha função: gerente administrativo e financeiro. É um conceito vago a administração. Muito difícil de fazer as pessoas entenderem. Houve época em que me invejavam, pois o meu cargo tinha um certo nome, eu andava com um carro da empresa, etc., mas depois, quando passei a ganhar a metade do salário do meu funcionário mais idiota, ninguém mais se interessou em me destronar.&lt;br /&gt;Normalmente, depois do backup, eu crio algum módulo adicional. Hoje mesmo criei um analisador de produtos vendidos, um calculador de ICMS a recolher, um transferidor de saldo bancário, além de uma série de outras coisinhas miúdas de quem nem me recordo.&lt;br /&gt;Feito o backup (ainda estamos nele), a próxima meia hora fica por conta de me levantar e abrir o portão eletrônico (afinal a empresa é de eletrônica) para os funcionários. Dois deles chegam invariavelmente atrasados, mas um é primo do dono, e a outra é a preferida do dono, portanto, não posso mexer.&lt;br /&gt;Pronto. Chegaram todos. São 9:00. O tal primo fala em voz alta sobre a novela da noite anterior. A minha sala é exclusiva, mas tenho que aturar esse papo furado sobre novela e, pior, futebol. É uma pessoa que apregoa que a necessidade básica de um homem é futebol. Sim, ele é doido.&lt;br /&gt;Recebo uma ligação de São Paulo. Uma senhorita muito educada me ameaça com seu departamento jurídico porque eu ainda não registrei o nome comercial da empresa no INPI. Tem mais gente interessada.&lt;br /&gt;O contador liga me pedindo instruções sobre como proceder com o ICMS, uma vez que está sendo ajustado de última hora.&lt;br /&gt;Uma grande companhia mineradora me liga de São Luís, no Maranhão, me dizendo que existem peculiaridades nunca vistas antes para o pagamento de faturas emitidas contra a tal empresa.&lt;br /&gt;O funcionário em Rio Piracicaba-MG me liga dizendo que a empresa em que ele está prestando serviços se recusou a deixá-lo entrar, e continua aguardando na portaria uma atitude minha.&lt;br /&gt;O dono da empresa chega de surpresa e me sugere fechar a empresa filha, imediatamente. Argumento alguma coisa, mas ele não aceita. Já tomou conselho com outro.&lt;br /&gt;O advogado da empresa liga querendo marcar reunião comigo. Pergunto o assunto, nada, é só uma reunião de rotina.&lt;br /&gt;A funcionária grávida me chama porque uma nota fiscal enviada para Salvador está retida na transportadora, lá naquela cidade. Motivo: existe uma particularidade baiana quanto a faturar contra hospitais, e eu tenho que contornar o problema junto à Secretaria de Fazenda da Bahia, que inexplicavelmente não funciona antes das 14:00h.&lt;br /&gt;A senhora dos serviços gerais começa então a contar uma longa história dos tempos em que ela era moça.&lt;br /&gt;Enquanto leio os emails, recebo a visita de outro funcionário que se queixa de que o projeto que lhe passaram para executar está totalmente diferente do real, e que assim nao consegue produzir com qualidade.&lt;br /&gt;Recebo um email de New York, da porto-riquenha que gosta de falar. Evito ligar pra ela, pois não gosto da lingua espanhola (apesar de minha ascendência) e ela é muito prolífica em palavras quando se trata de falar inglês.&lt;br /&gt;Normalmente eu comunico a ela que fechamos um pacote com uma grande empresa multinacional e que ela foi escolhida como fornecedora.&lt;br /&gt;Ela sempre acredita.&lt;br /&gt;Ligo para Sorocaba, numa empresa de engenharia, que me deve documentos sobre arrecadação de INSS de 2003 !&lt;br /&gt;Nunca me atendem com boa vontade.&lt;br /&gt;A garota do financeiro me liga, no ramal, explicando que não sabe quanto tem que pagar de gratificação aos funcionários em viagem, quais os reembolsos devidos, etc.&lt;br /&gt;No meu sistema de gestão está agendado : Araujo, vou me atrasar pois tenho que levar a filha à festa da escola.&lt;br /&gt;Recebo um telefonema de uma empresa paulista me informando sobre curos de rede, para os quais pretendo enviar um ou dois funcionários.&lt;br /&gt;Sou também um beta tester do novo formulário de nota fiscal que encomendei e que acabou de chegar. Então, toda nota fiscal eu mesmo imprimo, para conferir a diagramação e acertar no software. Hoje surgiu um problema. Foi emitida uma nota com todos os dados do cliente, exceto o CNPJ e inscrição estadual, que são indispensáveis nesse tipo de documento. Resultado: criei um relatório que ignora todas as outras informações e imprime apenas as desejadas.&lt;br /&gt;Me ligam do Rio de Janeiro. Um empresário de lá me convida a passar o final de ano com a família dele. Irrecusável, mas vou pensar. No ano passado foram dois barris de chopp e cinco caixas de cerveja, pra quem não bebe bem quando está deprimido.&lt;br /&gt;Outro funcionário me liga de Carajás dizendo que houve um problema com a licença do software que está instalando na rede do cliente. &lt;br /&gt;Outro liga de uma cidade do interior de Minas querendo saber quanto e quando vai receber de férias.&lt;br /&gt;Acabei de criar uma rotina no software que me permite saber quem está cotando pra quem e por quanto.&lt;br /&gt;Esse software foi destruído por algum agente nocivo e desconhecido, faz menos de um mês. Tive que recriá-lo do nada. Antes ele até conversava com os usuários, usando a tecnologia MsAgent da Microsoft. Agora está bem mais espartano, mais eficiente e confiável. Mas sempre alguem reclama alguma coisa e isso é corrigido imediatamente.&lt;br /&gt;A funcionária das compras quer que o programa informe a ela o que ela cotou, com quem, por quanto e em que época. A outra quer que o documento, se assim for a opção, seja impresso em inglês.&lt;br /&gt;Outra me pede a classificação fiscal de produtos importados dos Estados Unidos. A moça de N. York nem faz idéia do que seja isso.&lt;br /&gt;Estamos na hora do almoço.&lt;br /&gt;Todas pedem sanduíches, pois vou passar perto da lanchonete preferida do bairro.&lt;br /&gt;Após o almoço, a mesa entulhada de papéis das mais diversas naturezas, recebo a chave de um carro que estava em viagem. Consigo resolver o problema do INSS de 2003, e encaminho a documentação escaneada para o contador, que me liga de volta querendo saber se as férias de uma funcionária serão pagas em dobro.&lt;br /&gt;Vem então o camarada que tem como necessidade básica é futebol e doidamente me fala que fechou grandes negócios em algum lugar do mundo. Sei que é bravata e finjo escutar. Ele não fecha negócios, mas enche a paciência dos clientes, estes sim, a ponto de não fecharem mais com a gente. Me elogia, falando que sou o melhor administrador que ele já conheceu na vida, mas eu o evito, pois ele é traiçoeiro como uma cascavel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113476881603471785?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113476881603471785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/um-dia-de-fria.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113476881603471785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113476881603471785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/um-dia-de-fria.html' title='Um dia de fúria'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113433861229211435</id><published>2005-12-12T02:35:00.000-02:00</published><updated>2005-12-12T19:20:38.220-02:00</updated><title type='text'>JavaMan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/JavaMan.1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/JavaMan.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;public static void main(String args[]){&lt;br /&gt;        DaddyLovesYou sample = DaddyLovesYou();&lt;br /&gt;}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos momentos passamos juntos. Você aparece de repente, sem avisar, não me fala nada. Senta-se diante de uma tela, a mesma que tem sido testemunha viva de meus desvarios e medos. Então você assume a minha casa, a minha vida, muda a minha rotina. Enche meu tempo com essa ternura que por anos eu guardei. Gosta de ver os filmes que eu pacientemente acumulo para que você veja. Estou aprendendo Java para poder conversar com você na mesma língua. Nada se parece com a nossa história de dBase III, Visual Basic e Delphi.&lt;br /&gt;Somos parecidos, temos um refinado paladar musical, desconfiamos de comida caseira, fugimos do convencional, falamos pouco, nossa alma angustiada procura incessantemente, dia e noite, satisfazer nossa curiosidade acerca de tudo. Regularmente recebo seus links, são as suas descobertas que deseja compartilhar comigo. Eu, em contrapartida, lhe dou o que tenho de mais genuíno, esse carinho incondicional, esse orgulho totalmente racional.&lt;br /&gt;Mas você é orgulhoso também. Acha-se o máximo, e não é menos do que isso. Certa vez eu li que você me acha um super-homem. Sou seu herói, mas você é o tipo de fã que não se manifesta. Como eu iria saber então, se não fosse por acaso revistando seu velho HD de 40 Gigabytes, na época em que existiam HDs de 40 Gigabytes?&lt;br /&gt;Ontem chegou de manhã na minha casa, onde consumo os meus dias sozinho. Fechou as cortinas, arrastou a cadeira vermelha, postou-se diante do meu computador e começou a investigar as notícias do mundo Java. Pouca coisa me falou, mas a nossa linguagem não se expressa através de palavras, mas de algoritmos.&lt;br /&gt;Talvez eu o tenha gerado assim, com uma lógica indecifrável para muitos. Hoje você que éo meu herói, meu gênio brilhante em quem imprimi os meus sonhos. Logo vou passar, e a dimensão que me espera será um berço esplêndido para alguém que experimentou o nirvana de ter alguem como você, amigo e confidente.&lt;br /&gt;Não vou escrever mais, pois você sabe que tenho uma defeito de nascença. Se eu começar a escrever sobre você, pararei somente quando as minhas cãs descerem ao chão e a luz se limitar a apenas uma réstia em olhos cansados.&lt;br /&gt;Desejo a você toda a felicidade que está preparando, e mais aquela porção que Deus reservou como prêmio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113433861229211435?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113433861229211435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/javaman.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113433861229211435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113433861229211435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/12/javaman.html' title='JavaMan'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113252536783812256</id><published>2005-11-20T20:22:00.000-02:00</published><updated>2006-01-02T16:59:45.096-02:00</updated><title type='text'>Noite alucinante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/noite.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/noite.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;Quando recebi aquele tiro, vi que o gin&amp;#225;sio rodopiava ao meu lado. Eu n&amp;#227;o conseguia divisar. As luzes continuavam firmes, como para registrar o quadro grotesco que se assenhorava de n&amp;#243;s naquele momento. N&amp;#227;o cheguei a cair, pois a bala passou de rasp&amp;#227;o. Mas a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de impot&amp;#234;ncia diante da necessidade b&amp;#225;sica de auto-preserva&amp;#231;&amp;#227;o me deixava exasperado. Foi como um soco de um pugilista, o ch&amp;#227;o para mim era o tablado vazio, as arquibancadas desertas, a brisa nua entrando pela porta entreaberta. Meu agressor j&amp;#225; se evadira, absolutamente seguro de ter dado cabo de minha vida. Ainda cambaleando, tateei o ch&amp;#227;o, sentindo o cheiro do nada que parecia despencar sobre mim.Procurei minha amiga Mariko, que tinha sido arrebatada naquele momento t&amp;#227;o doloroso e, inadvertidamente, vi-a equilibrando-se sobre a ponte, no alto, bem perto do teto do gin&amp;#225;sio. N&amp;#227;o houve tempo de pensar como tinha chegado ali. Alguem movimentava a ponte. Vi seu olhar angustiado em minha dire&amp;#231;&amp;#227;o e um sopro de voz me dizendo para me abaixar, quando ela caiu. Alguem, intencionalmente, a jogara do alto. Gritei desesperado e corri para, numa tentativa pat&amp;#233;tica, amparar seus 54 quilos, mas nao consegui. Ela chocou-se violentamente com o ch&amp;#227;o, mas algo terr&amp;#237;vel ainda estava para acontecer.&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;Enquanto eu corria para socorr&amp;#234;-la, veio uma tampa de ferro, bem do alto, e a atingiu em cheio no pesco&amp;#231;o, separando sua cabe&amp;#231;a morena do restante do corpo. Horrizado corri para ela, tomei-a nos bra&amp;#231;os, ainda pude vislumbrar um meio sorriso, e ela tombou inerte. &lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;Seu corpo ainda quente jazia nos meus bra&amp;#231;os. Nossos agressores tinham sumido. Havia um sil&amp;#234;ncio mortal. Uma esp&amp;#233;cie de v&amp;#225;cuo. O ar nao se movimentava. Eu temia respirar e ferir minha amiga, que no entanto jazia morta nos meus bra&amp;#231;os impotentes. Deixei que as l&amp;#225;grimas acorressem, e num lapso de mem&amp;#243;ria, vi os muitos momentos de alegria que desfrutamos juntos, agora interrompidos por um ato vil e covarde.&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;N&amp;#227;o sei quanto tempo fiquei ali, com o cora&amp;#231;&amp;#227;o em frangalhos. Sei que minha alma queria se apegar aquele corpo, faz&amp;#234;-lo meu, parte de mim, devolver-lhe a vida, torn&amp;#225;-lo pensante, forte e pulsante. Mas fugiram de mim as for&amp;#231;as. Novamente as coisas dan&amp;#231;avam ao meu redor. Ent&amp;#227;o desmaiei.&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;HqaD&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113252536783812256?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113252536783812256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/noite-alucinante.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113252536783812256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113252536783812256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/noite-alucinante.html' title='Noite alucinante'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113196570511816148</id><published>2005-11-14T08:55:00.000-02:00</published><updated>2005-11-20T21:28:54.593-02:00</updated><title type='text'>Make me fall in love</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/imageas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/imageas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/images.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/images.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;I know you hide yourself behind the square, since I ever think I'm locked in my cave. I don't care to catch your eyes, or to smell you neck, or to taste your lips. What is the color of your words, the weight of your breasts, the dimension of your love.&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;It's sad to know your name do not exist, where are you coming from, what kind of love you have to give me.&lt;/DIV&gt;&lt;DIV align=right&gt;&lt;FONT FACE="VERDANA" COLOR="#000080" size=1&gt;&lt;I&gt;I know Powered By &lt;A HREF="http://www.qumana.com" TARGET="_blank"&gt;Qumana&lt;/A&gt;&lt;/I&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113196570511816148?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113196570511816148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/make-me-fall-in-love.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113196570511816148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113196570511816148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/make-me-fall-in-love.html' title='Make me fall in love'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113124570538212153</id><published>2005-11-06T00:55:00.000-02:00</published><updated>2005-11-21T06:53:09.356-02:00</updated><title type='text'>Penumbra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/penumbra.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/penumbra.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A penumbra que envolve o meu latifúndio me traz a angústia da solidão voluntária que abracei há dois anos. Confesso que me escondi durante esse tempo todo, fugindo aos meus amigos, que antes fugiram de mim, tornando-me invisível aos meus filhos que tão ostensivamente me ignoraram, resvalando-me nas mulheres que tão diligentemente tentaram me demover dessa obcecada loucura.&lt;br /&gt;Admito, por fim, que a clausura em que me encontro, vim a ela com meus próprios pés. A chave não sei onde perdi. Por isso eu sei que nenhum remorso eu tenho direito de sentir, nenhuma compaixão eu posso manifestar, pois escolhi este caminho doloroso para purgar as minhas culpas de não ter vivido.&lt;br /&gt;É de minha total responsabilidade a falta de interesse pela vida, quando o meu dia é atravessado na morosidade de quem espera. Logo amanhecerá o dia e nada será conclusivo, e isso me interessa sobremaneira.&lt;br /&gt;No chuveiro eu acho graça. &lt;br /&gt;Gerencio duas empresas, não instalo sistemas de rede. E hoje eu deveria estar aprendendo a instalar sistemas de gerenciamento de redes de uma grande empresa estatal, para onde estou destinado a ir na próxima semana. São Luís e Carajás. Maranhão e Pará. São os desafios do meu cotidiano. Mas há algo muito mais importante que eu deveria estar aprendendo: amar novamente.&lt;br /&gt;Perdi a consciência do que é o amor, e sou eu mesmo que por tantas vezes, em quantas linhas e inúmeros versos enalteci esse câncer maligno que se chama amor, que consome docemente cada ser humano, levando-o a morrer mil vezes.&lt;br /&gt;Há tempos eu não morro assim. A minha imortalidade decorre da falta de amor. Há quem mereça. As pessoas especiais que me cercam todos os dias, as que se movem ao meu redor com interesses tão claros como a luz do dia, as almas puras que expurgam a morte das minhas veias... mas não posso amar cada uma delas, ou as mataria também.&lt;br /&gt;Há muita vida lá fora. Minha cidade apaixonante, minha Belo Horizonte querida, por ela eu deixei tudo, para viver um amor imortal, esse sim. Nos últimos vinte e sete anos eu amei Belo Horizonte, mesmo deixando-a tantas vezes. Envelheci aqui nesta cidade. Amadureci o meu intelecto, enterrando na cidade os meus sonhos pacifistas, as lideranças estudantis, a inteligência inata, a vontade de saber sempre mais.&lt;br /&gt;Em alguns momentos eu persegui um amor. Mas se dissolveu. Parte em Londres, parte em Pará de Minas, parte em Belo Horizonte, parte em algum lugar da terra, sem jamais se concretizar como aquele amor definitivo e louco que nos fazem, homens, meninos imberbes.&lt;br /&gt;Acho q o vinho já me sobe pela cabeça. Minhas palavras tendem a sairem aos borbotões, como o sangue quente de uma veia partida, derramando vida sobre a terra inerte. Desta vez, inerte é o silêncio que me envolve.&lt;br /&gt;Nem as sombras do meu passado me visitam. Por isso não me incomodam mais. A incerteza do futuro é a mesma que sempre dormiu comigo. Mas o presente insosso é algo inusitado e terrível.&lt;br /&gt;Amanhã serei novamente eu. Assistirei ao meu programa preferido na televisão, às oito horas da manhã de domingo, e me prepararei para me encher de conhecimentos que nao sei se algum dia usarei. Não lamento a sorte, pois fui dotado de uma sede angustiante de conhecer coisas.Por isso sou cada dia menos eu, viajando por galáxias nebulosas, de ar rarefeito, sem atmosfera, até.&lt;br /&gt;Não me conheço.&lt;br /&gt;Não sou mesmo esse velho rabugento que se esconde atrás da tecnologia. Sou um menino que sonha em correr na chuva, beijar a primeira namorada, escrever um tolo poema de amor e continuar viajando, viajando.&lt;br /&gt;Talvez eu amanheça morto, hoje. Mas não creio nisso, pois o meu chamado nao é para a morte. E ninguém sabe mais sobre isso do que eu mesmo. Ningueém entende isso mais do que eu entendo. &lt;br /&gt;Às vezes me sinto fugindo para Nínive, quando a minha redenção está em Társis.&lt;br /&gt;Ou então estou realmente louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113124570538212153?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113124570538212153/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/penumbra.html#comment-form' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113124570538212153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113124570538212153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/penumbra.html' title='Penumbra'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113097794079813483</id><published>2005-11-02T14:17:00.000-02:00</published><updated>2005-11-21T07:00:06.696-02:00</updated><title type='text'>Mimosa Live !</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/BXK1610_29800.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/BXK1610_29800.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de finados. É uma utopia dizer que meus mortos me trazem saudades, pois não os tenho. À exceção de meus antigos correligionários, poetas, planos, sucessos e dores, tudo continua vivo, e isso eu posso sentir nas minhas veias que ainda transportam a inquietude de minha alma, como se fosse um moto contínuo. Em alguns dias, menos do que eu espero, há de cessar essa atividade febril. Mas enquanto isso, ainda realizarei grandes feitos, se não para mim mesmo, mas para uma parcela da humanidade que me assiste, me ouve, me lê e me detesta.&lt;br /&gt;Morreu o passado. Nele habitava Mimosa, a vaca malhada. Não consegui um retrato melhor do que este. Era um sonho de profissão, a zootecnia como opção, a agricultura como paixão, a agronomia como libação. E em sonhos psicodélicos que alvoroçavam a mente de um adolescente irrequieto, Mimosa era a personificação do esquisito, do inalcançável, do irreal, do imaginário e do maluco, tudo isso que fazia parte do meu dia a dia. Foi tema de alguns poemas sanguíneos e lúdicos.&lt;br /&gt;Hoje então me lembrei, quando sozinho no meu latifúndio, precisei extrapolar os meus limites de sanidade para reviver aquilo que faz parte de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113097794079813483?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113097794079813483/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/mimosa-live.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113097794079813483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113097794079813483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/11/mimosa-live.html' title='Mimosa Live !'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113031943177215526</id><published>2005-10-26T07:37:00.000-02:00</published><updated>2005-11-22T21:17:01.466-02:00</updated><title type='text'>Tiao x Bandido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/tiaobandido.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/tiaobandido.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até parece novela, mas a batalha épica entre o peão Tião Inácio, o estereótipo do povo brasileiro, contra o touro filósofo Bandido abalou a nação dos crédulos em qualquer modelo político.&lt;br /&gt;De um lado, um brasileiro que ganha a vida com suor e dignidade, tentando sobreviver nesse caos de corrupção, malversação, engodos, roubalheiras que é o curral político do país. Por outro lado, o próprio governo, um touro que no seu curral determina o rumo dessa novela triste que não tem mais fim. Agora com a febre aftosa, é um perigo ainda maior mantê-lo no poder.&lt;br /&gt;Na primeira chifrada do boi, o cidfadão-Tião viu sua renda se esvair. Com o cipoal de impostos, taxas e tributos que paga normalmente, foi doloroso sentir a chifrada da certeza de que seu dinheiro alimentava contas no exterior, quando nao sustentava uma quadrilha arranchada em Brasília.&lt;br /&gt;Nesse caso, não adianta Nossa Senhora Aparecida continuar aparecendo. É mister que cada um tome consciência da gravidade dos fatos e faça o seu papel, aquele para o qual nasceu ou foi eleito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113031943177215526?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113031943177215526/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/tiao-x-bandido.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113031943177215526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113031943177215526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/tiao-x-bandido.html' title='Tiao x Bandido'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-113015839584519154</id><published>2005-10-24T10:53:00.000-02:00</published><updated>2005-11-22T21:36:23.913-02:00</updated><title type='text'>Referendo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/fogaobranco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/fogaobranco.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente o meu país, uma republiqueta encravada na América Latina, instituiu o referendo popular para definir a vontade dos eleteitores em relação à comercialização ou não de fogões brancos. Claro que tal coisa somente acontece em países onde realmente a opinão pública é levada a sério. Mas este humilde cronista de plantão resolveu fazer algumas considerações a respeito desse tão apaixonante tema:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1º - O perigo de se usar fogões brancos - para isso pagamos altos salários aos deputados, para discorrerem sobre assuntos do interesse nacional. Haja visto que fogões brancos são os responsáveis pela violência urbana, um mal que se alastra de forma incontrolável pelo país adentro, de norte a sul, não distinguindo classe social, raça ou religião. O homem que chega em casa com a predisposição animal de jantar e não encontra anda pronto, e o fogão impecavelmente branco, logicamente será levado a dar umas bifas na esposa, companheira, empregada, namorado. Isso é até natural, nesse contexto. O filho, por sua vez, depois de colocar o tênis (comprado na melhor boutique de calçados do shopping, tendo custado oolho da cara) na máquina de lavar e, uma vez limpo, colocado o seu objeto de desejo pra secar no forno do fogão branco, a empregada Ermenegilda, desavisada, distraída e incompetente, assou o bolo do café da manhã de domingo junto com o tênis. O filho então se viu obrigado a estrangular a empregada. E assim são os casos corriqueiros de violência doméstica que espoucam em nosso cotidiano. Tem também o caso em que o homem atirou o fogão branco pela janela, atingindo um transeunte, que jamais imaginaria sendo atingido por um fogão daquela estirpe, caído do céu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2º - Os traficantes de fogão. Uma classe sorrateira e esperta, que tem atravessado as fronteiras em vôos fretados, descarregando fogões brancos chineses nas florestas no nosso amado país e mais tarde utilizando rotas predefinidas para espalharem seu afã de enriquecimento ilícito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-113015839584519154?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/113015839584519154/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/referendo_24.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113015839584519154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/113015839584519154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/referendo_24.html' title='Referendo'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112998064858762998</id><published>2005-10-22T09:30:00.000-02:00</published><updated>2005-11-22T21:10:25.393-02:00</updated><title type='text'>Sexta-Feira 14</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/sf14.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/sf14.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou suando frio, os nervos tensos, a preocupação estampada na forma de rugas que insistiam em se tornar perenes, apesar da idade que ele ostentava. Nada daquilo fazia sentido pra ele, no momento em que esfregou os olhos, olhou para o despertador ao seu lado. Ainda eram 5:12 da manhã. Olhou através da cortina translúcida, cor de goiaba, a luz bruxuleante da aurora invadia a sua privacidade tantas vezes violada. Levantou-se como se estivesse bêbado, caminhou titubeando até a janela, abriu-a pela metade, aspirou com força o ar de fora do apartamento. Não havia muito o que respirar. Logo ao lado passava a BR que levava ao Rio de Janeiro e Vitória, as ambulâncias começavam a ostentar a sua passagem rasgando o silêncio com suas sirenes estridentes. Levavam restos humanos para serem restaurados.&lt;br /&gt;Como eu próprio - pensou.&lt;br /&gt;Aprumou o corpo, ainda seminu e deixou-se envolver pelas gotas de água fria que jorravam em cascata do chuveiro. Foi quando notou que havia um cheiro dif&lt;br /&gt;erente no ar. Procurou segui-lo, nada encontrando. Visitou cada cômodo do apartamento, sem nada localizar. Bobeira minha - concluiu.&lt;br /&gt;Fez um café bem forte. Reparou que nao havia mais que três bolachas para o desjejum, mas nada disso o preocupou. Continuava sentindo o cheiro forte. Não vinha lá de fora. Cheirou o próprio corpo. Nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112998064858762998?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112998064858762998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/sexta-feira-14_22.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112998064858762998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112998064858762998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/sexta-feira-14_22.html' title='Sexta-Feira 14'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112897256406167852</id><published>2005-10-10T16:29:00.000-03:00</published><updated>2005-11-22T21:24:04.876-02:00</updated><title type='text'>Espelho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/Anderson%20005_cr.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/Anderson%20005_cr.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez em que ele me via, escondia o rosto. Parecíamos dois estranhos, mesmo sendo parte um do outro. Ele era a minha voz e eu a dele. De cada lado da rua, cada um seguia o seu caminho, à sua própria maneira. Era inusitado pensar como éramos tão diferentes, mas com algo genuinamente comum: a obstinação e o orgulho. Genioso e genial, brilhante e obscuro, ágil e lerdo, uma coleção de antígonas que poderiam nos levar a qualquer lugar, tamanha era a incerteza do nosso caminho. A inteligência que aflorava era proporcional à burrice nas atitudes, e isso o faziam cada dia mais parecido com o seu criador. Mas as marcas indeléveis de sua indeferença calaram fundo, tornando-me cada dia mais introspectivo, amargurado,  acabrunhado e infeliz. Não lhe parecia importante saber ou deixar de saber do meu paradeiro. Mas pra mim era essencial conquistá-lo pra junto de mim, pois na verdade ele era uma extensão da minha personalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112897256406167852?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112897256406167852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/espelho.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112897256406167852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112897256406167852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/espelho.html' title='Espelho'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112893590936053299</id><published>2005-10-10T06:18:00.000-03:00</published><updated>2005-10-13T11:51:40.883-03:00</updated><title type='text'>Nao quero te encontrar</title><content type='html'>&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Segoe UI"&gt;&lt;IMG alt="" hspace=0 src="D:\morte.jpg" align=baseline border=0&gt;                                                                                                                   &lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&lt;FONT face="Segoe UI"&gt;Enquanto meus olhos fogem &amp;#224; tua figura grotesca, que aos poucos vem se aproximando de mim, trazendo-me a lembran&amp;#231;a de minhas perdas e indecis&amp;#245;es, aos poucos vou me enamorando de ti, cuja aura me envolve completamente nesse manto noturno, na nossa alcova n&amp;#227;o h&amp;#225; mais ningu&amp;#233;m, apenas teu h&amp;#225;lito f&amp;#233;tido rescendendo a coisas que jamais voltar&amp;#227;o e um futuro que jamais acontecer&amp;#225;. Ent&amp;#227;o me deixo prender pela atra&amp;#231;&amp;#227;o de teus argumentos, ficando &amp;#224; merc&amp;#234; de teu poder. Fica, por&amp;#233;m, somente uma parte de mim. A outra, desde muito tempo te deixou, buscando a luz do conhecimento, a experi&amp;#234;ncia do deslumbramento, a paz da solid&amp;#227;o, a ren&amp;#250;ncia do abandono, a morte dos sentidos, o renascer da f&amp;#233;.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;DIV&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112893590936053299?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112893590936053299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/teste.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112893590936053299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112893590936053299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/teste.html' title='Nao quero te encontrar'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112839380701209234</id><published>2005-10-04T03:35:00.000-03:00</published><updated>2005-11-02T23:25:13.010-02:00</updated><title type='text'>Entre Quatro Paredes</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;IMG height=180 alt="" hspace=0 src="E:\Imagens\4paredes.jpg" width=316 align=baseline border=0&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;O sil&amp;#234;ncio sepulcral de minha toca me confunde. A luz f&amp;#225;tua come&amp;#231;a a me cansar os olhos enquanto meus dedos deslizam insolentemente pelo teclado, acariciando as palavras e arrancando delas express&amp;#245;es intelig&amp;#237;veis. Daqui a pouco vou dormir, j&amp;#225; &amp;#233; hora. N&amp;#227;o sei se me levantarei desse sono, se mergulharei para sempre no nonsense da vida, na par&amp;#243;dia malfeita de uma novela de &amp;#233;poca, na cr&amp;#244;nica urbana de um homem totalmente enredado em suas pr&amp;#243;prias teias. Minhas lembran&amp;#231;as v&amp;#227;o se desvanecendo lentamente. Meus filhos desapareceram, meus amigos nunca existiram, as ta&amp;#231;as de vinho que eu consumi h&amp;#225; muito j&amp;#225; adentraram a terra, deixando comigo apenas o gosto amargo de existir s&amp;#243;. Perdi a gra&amp;#231;a de me lamentar, me esqueci de como &amp;#233; sofrer, n&amp;#227;o recordo de como &amp;#233; amar, se amar &amp;#233; t&amp;#227;o intenso quanto esquecer. Meu &amp;#250;ltimo poema abortou h&amp;#225; meio s&amp;#233;culo, figura natimorta da minha vontade e insensatez. Mas ainda avan&amp;#231;o com passos tr&amp;#244;pegos em dire&amp;#231;&amp;#227;o ao meu futuro que, parece, me espera na pr&amp;#243;xima esquina. Sem profetas nem or&amp;#225;culos, minha obstina&amp;#231;&amp;#227;o de viver acima de tudo vai me propulsionando em dire&amp;#231;&amp;#227;o ao nada, e nada &amp;#233; o que desejo pensar agora, quando a loucura me encharca os pensamentos. Quem me conhecia, acaba de me perder. Quem me amou, que passe a me odiar. Quem me esqueceu, que continue me ignorando at&amp;#233; o s&amp;#233;culo vindouro. Preparo a minha vida com toda a meticulosidade louca de um guerreiro navajo, juntando ingredientes dessa salada infame que corrompe a moral, mas &amp;#233; assim que consigo enxergar a vida, nesse vai e vem de sentimentos tolos cujos nomes se ouve diariamente nos jornais e na televis&amp;#227;o. Adorme&amp;#231;o ent&amp;#227;o sobre a minha ins&amp;#244;nia, aguardando o novo amanhecer, quando tudo o que foi planejado h&amp;#225; de acontecer.&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112839380701209234?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112839380701209234/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/entre-quatro-paredes.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112839380701209234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112839380701209234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/10/entre-quatro-paredes.html' title='Entre Quatro Paredes'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112772476742658680</id><published>2005-09-26T05:49:00.000-03:00</published><updated>2005-09-28T20:18:38.506-03:00</updated><title type='text'>Zé Busceta e Dona Rosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/olimpiadas_da_manguaca.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/olimpiadas_da_manguaca.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;S&lt;/span&gt;aí de Belo Horizonte às 10:45. A manhã resplandecia com um bom presságio. As pessoas no centro se movimentavam freneticamente em busca de escapar do que caracterizava a capital mineira, antes que sentissem saudades. Desde a antiga praça do cimento, de que eu agora não me lembrava exatamente como passara a se chamar, os camelôs apregoavam passagens para Ipatinga, Valadares e Coronel Fabriciano. Um outro mais na frente vendia para Teófilo Otoni. Não se tratava de passagem rodoviária normal, mas a possibilidade de chegar mais rápido ou não chegar nunca, a bordo de uma van, dirigida por alguém a quem as pessoas tinham que confiar as suas vidas, numa cumplicidade mórbida.&lt;br /&gt;Aos poucos a cidade ficaria vazia, a exemplo do Rio de Janeiro no carnaval, o que não tinha importância para mim, uma vez que saía também, com destino a Pará de Minas.&lt;br /&gt;Com um chiclete azedo na boca, pouco depois me deixava absorver pelos prédios conhecidos e impessoais da Avenida do Contorno e Via Expressa. Já os vira tantas vezes que não me importava mais com eles. E eles corriam cada vez mais rápidos, ficando para trás, junto com seus infortúnios e prazeres.&lt;br /&gt;Aos poucos o carro ganhava a estrada. Começava a avaliar os cheiros que se manifestavam no interior do veículo e não havia nada neles que agradasse.&lt;br /&gt;De uma forma estranha me sentia aliviado em deixar Belo Horizonte, a quem amava como aquele que sem esperanças se entrega. Mas precisava experimentar se Belo Horizonte, amante profícua, me queria com igual intensidade. Pensava nisso ao passar por Contagem e, como sempre, ansiava por atravessar logo aquela fase.&lt;br /&gt;Quando o ônibus chegou em Betim, resolvi avisar que estava indo, contrariando a mim mesmo, pois planejara meticulosamente outro tipo de chegada diferente da anunciada. Queria mostrar que era educado e diferente. Parte de minha expectativa, porém, se mitigava naquele momento, pois eliminava o inusitado, e portanto não poderia surpreender nem menos a mim.&lt;br /&gt;Foi aí que conheci Dona Rosa e seu filho Zé Buscetta. Resolvi dar-lhe este nome, pois era o mesmo que ele gostava de gritar o tempo todo, completamente atordoado.&lt;br /&gt;Embarcaram em algum lugar de Betim. Ele completamente embriagado e ela completamente condescendente com o filho. Ele acercou-se do corredor do ônibus e encenou as caretas características de bêbado, sob o olhar atento da mãe. Ela se aproximou de mim. Pude vê-la com cuidado através dos óculos escuros. Era uma senhora de aparência saudável, porém humilde. Parecia reter consigo todos os mananciais de paciência que as mães costumam ostentar.&lt;br /&gt;Acercou-se de mim, sentando-se ao meu lado, não sem antes oferecer a cadeira para o filho, que se limitava a gritar que queria cachaça, olhando perdidamente algum ponto invisível acima de minha cabeça.&lt;br /&gt;Durante a viagem o que aconteceu era esperado. O filho saía de sua cadeira e vinha infernizar a mãe, gritando, provocando, proferindo palavras chulas, completamente fora de si.&lt;br /&gt;Não me lembro de onde desceram, mas é certo q num lugar qualquer o veículo vomitou aquele casal estranho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112772476742658680?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112772476742658680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/z-busceta-e-dona-rosa.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112772476742658680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112772476742658680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/z-busceta-e-dona-rosa.html' title='Zé Busceta e Dona Rosa'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112759262490349962</id><published>2005-09-24T17:09:00.000-03:00</published><updated>2005-10-10T13:30:14.050-03:00</updated><title type='text'>Mulheres Americanas</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;IMG height=124 alt="" hspace=0 src="E:\muie.jpg" width=156 align=baseline border=0&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Katrina, Ophelia, Rita. Por que ser&amp;#225; que os americanos d&amp;#227;o nomes de mulheres aos furac&amp;#245;es que vem com tudo, levam suas casas e carros e os deixam na lona?&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112759262490349962?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112759262490349962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/mulheres-americanas.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112759262490349962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112759262490349962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/mulheres-americanas.html' title='Mulheres Americanas'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112759250168611770</id><published>2005-09-24T17:07:00.000-03:00</published><updated>2005-10-10T13:32:10.316-03:00</updated><title type='text'>Mulher</title><content type='html'>&lt;P&gt;&lt;IMG height=118 alt="" hspace=0 src="E:\parque.jpg" width=180 align=baseline border=0&gt;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;A mulher &amp;#233; um parque de divers&amp;#245;es onde o brinquedo principal &amp;#233; a montanha russa&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112759250168611770?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112759250168611770/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/mulher.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112759250168611770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112759250168611770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/mulher.html' title='Mulher'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112759233830218354</id><published>2005-09-24T16:37:00.000-03:00</published><updated>2005-09-27T12:50:44.936-03:00</updated><title type='text'>Um dos filhos de Emilio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/Na%20rodovi%3F%3Fria%20de%20Montanha%20-%20jan%202004.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/Na%20rodovi%3F%3Fria%20de%20Montanha%20-%20jan%202004.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao cabe aqui a história dos filhos de Emilio, mesmo este que vos escreve estas mal traçadas linhas. Mesmo porque além deste, outros oito filhos vivos e uns quatro mortos, a prole de Emílio se espalhou pela Terra e se tornou incontrolável como Rita, o furacão . Mas podemos fazer uma brevissima apresentação. O mais velho é médico, o segundo é um aventureiro, o terceiro administra empresas, o quarto gerencia uma transportadora. Os outros eu nao sei direito. Parece-me que um deles mora em Portugal, é só o que sei.&lt;br /&gt;Pois bem, Emilio, descendente dos conquistadores mouros e dos indígenas machacalis. Dessa mistura espanhola e brasileira nasceu um homem comedido, sagaz, paciente e extremamente violento. Mas sua violência se expressava nos sonoros berros que ensurdeciam os desprevenidos pupilos de sua saga, tantos filhos aos seus cuidados.&lt;br /&gt;Conta-se que Emilio, aos doze anos, profundo conhecedor das florestas das três fronteiras (Minas, Espírito Santo e Bahia), foi contratado para conduzir um rico fazendeiro até uma certa cidade, para onde nao havia caminho. Durante dias e noites Emilio desbravou a mata, abrindo um caminho para seu ilustre contratante, chegando, porfim, ao destino planejado. O homem ficou tão encantado que lhe deu uma fazenda. Se me chamarem de mentiroso eu levo no local para provar. A fazenda existe até hoje, sinal da inteligência e resistência de Emilio. Por comodidade, sua recém-adquirida fazenda fazia divisa com a fazenda de Antonia Janes, sua mãe e, pro consequencia, avó deste humilde narrador.&lt;br /&gt;Convencionou-se chamar a fazenda de Paraíba. Não sei a origem de tal nome, qual a influência daquele estado nordestino na vida de Emilio.&lt;br /&gt;Certo é que ele conta sobre o primeiro par de sapatos aos quatorze anos. Sim, porque como acontece hoje, ter uma fazenda nao significa necessariamente ter dinheiro. O fantasma da liquidez, ou da falta dela, sempre assombrou os fazendeiros e empreendedores de um modo geral.&lt;br /&gt;Emilio se enrabichou por uma mulata de parar o trânsito. É verdade que na época o trânsito não passava de algumas carroças puxadas por plácidos bois. Os automóveis rareavam naquelas paragens. Ele conta que as pernas da mulata o fizeram perder o juizo. Numa cidade vizinha, de Minas, na mesma onde ele nasceu, essa mulata passou a tomar conta de seu pensamento e sua alma. Os volteios que ela dava com os quadris faziam Emilio se esquecer da roça que ele tinha deixado para trás. Vez por outra, inventava uma desculpa qualquer para ir a Nanuque visitar a mulata de cabelos sedosos e encaracolados, boca pequena e olhos... ah, os olhos da mulata pareciam invadir a alma de Emilio, ou de quem se pusesse diante deles. &lt;br /&gt;Surgiu uma complicação. A mãe da mulata era a temível Rosa, barraqueira de profissão e barraqueira por diversão. Sim, pois Rosa adorava armar um barraco. Por um "dê cá aquela palha" ela rodava a baiana, mesmo porque era baiana, como a filha mulata que encantava Emilio. A crônica nanuquense registra que Rosa, a futura sogra de Emilio, certa vez arrastou um policial pela genitália, quando esse a desrespeitou. Mas essa era uma das mais leves façanhas de Rosa. Mas não me permito falar dela e de seus almoços servidos ao ar livre, com que eu, tímido neto, me regalava, alheio às moscas que insistiam em compartilhar comigo os quitutes da vovó. Lamentavelmente Rosa morreu , bem velhinha e solitária, em sua residência no Rio de Janeiro, muitos anos depois, depois de resistir a assaltos, atentados, incêndios, miséria e fome. Tudo isso devidamente registrado pela lágrima discreta da mulata que encantava Emilio.&lt;br /&gt;Emilio achou por bem casar-se com a mulata. Arrastou-a para a fazenda e com ela construiu uma família.&lt;br /&gt;Viveram um amor intenso e despreocupado. A força de trabalho da mulata, somada à disposição de Emilio, aos poucos a fazenda foi se formando. A sede foi construiída sob palmeiras reais, o curral a poucos passos, e a farinheira, como nao podia deixar de ser, a um tiro de espingarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..... to be continued....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112759233830218354?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112759233830218354/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/um-dos-filhos-de-emilio.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112759233830218354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112759233830218354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/um-dos-filhos-de-emilio.html' title='Um dos filhos de Emilio'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112726242730609846</id><published>2005-09-21T01:27:00.000-03:00</published><updated>2005-10-10T13:35:31.443-03:00</updated><title type='text'>Operação Poseidon - Capítulo I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/poseidon.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;IMG height=124 alt="" hspace=0 src="E:\poseidon.jpg" width=183 align=baseline border=0&gt;&amp;nbsp;&lt;FONT face="Trebuchet MS" color=#0000ff&gt;Ca&amp;#237;a uma chuva fina naquela tarde. Os ventos sopravam indolentemente, salpicando agua do mar em quem se aventurasse a passar por aquele lado. Havia somente um homem com aquela disposi&amp;#231;&amp;#227;o, na pregui&amp;#231;a t&amp;#237;pica da hora. De aspecto rude, talvez pela barba cerrada que ostentava, emprestando-lhe um aspecto desleixado e feroz. Desceu do carro estacionado h&amp;#225; pouco, vestiu um sobretudo &amp;#224; inglesa, olhou em volta como se procurasse uma paisagem familiar, sorriu para si mesmo, e come&amp;#231;ou a caminhar lentamente, apesar da garoa. O motorista, empertigado, j&amp;#225; entrara novamente no carro de chapa branca e deixara o local. Ele amava o Rio de Janeiro. Nem a chuva que avan&amp;#231;ava ver&amp;#227;o adentro o fazia desistir desse amor incompreendido e plat&amp;#244;nico. Quando olhava as &amp;#225;guas da ba&amp;#237;a, se sentia como se fizesse parte da paisagem, e isso lhe trazia grande satisfa&amp;#231;&amp;#227;o. Por isso parou, cheirou o ar profundamente, sorriu novamente, e se dirigiu para um pr&amp;#233;dio antigo que era seu velho conhecido. Reparou que pequenas ondas batiam na parede de concreto, base daquele pr&amp;#233;dio. Alguns corais estava ali para demarcarem seu territ&amp;#243;rio. O homem conhecia muito bem aquele local. Caminhou, com passos resolutos, para a recep&amp;#231;&amp;#227;o. Um rapaz, trajando um impec&amp;#225;vel uniforme branco da marinha, o interpelou: - Pois n&amp;#227;o, senhor. - Ol&amp;#225;, cabo. Sou um amigo da Almirante Kenia. - A quem devo anunciar, senhor. - Castel. Fred Castel &amp;#233; meu nome. - Desculpe, senhor, mas a Almirante o espera? - Certamente que sim. Ela me chamou. - Nada me foi informado, senhor - tornou o sol&amp;#237;cito marinheiro - Pois n&amp;#227;o posso ajud&amp;#225;-lo. Sei o caminho. N&amp;#227;o precisa se incomodar. - Mas senhor... E Fred Castel j&amp;#225; entrava pelo corredor estreito que conhecia muito bem. Sabia onde este ia dar e, sem cerim&amp;#244;nia, continuou seu caminho, deixando para tr&amp;#225;s o perpelxo cabo. Ao fim de alguns passos, chegou &amp;#224; porta dos aposentos da Almirante. Bateu delicadamente, sem ouvir resposta. Esperou um pouco e bateu novamente. Nada. Torceu a ma&amp;#231;aneta e entrou. No interior do aposento reinava uma luz fraca. O ambiente estava praticamente na penumbra, mas ele conhecia muito bem onde pisar. Dirigiu-se ao bar, serviu-se despreocupadamente de uma generosa dose de u&amp;#237;sque, que sorveu de um s&amp;#243; gole, e preparou-se para a espera, quando ouviu um ru&amp;#237;do vindo de outra depend&amp;#234;ncia. Dirigiu-se para o local. Era o banheiro. Aproximou-se, sem qualquer tipo de cuidado para n&amp;#227;o chamar a aten&amp;#231;&amp;#227;o, acercou-se do box onde um vulto fazia movimentos r&amp;#237;tmicos atrav&amp;#233;s do vidro transl&amp;#250;cido. ---- to be continued ----------&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112726242730609846?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112726242730609846/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/operao-poseidon-captulo-i.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112726242730609846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112726242730609846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/operao-poseidon-captulo-i.html' title='Opera&amp;#231;&amp;#227;o Poseidon - Cap&amp;#237;tulo I'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112660640465306479</id><published>2005-09-13T11:07:00.000-03:00</published><updated>2005-09-13T07:15:15.990-03:00</updated><title type='text'>Comfortably Numb</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/comfort2.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/comfort2.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui brindado com uma das músicas que mais tocam o meu coração, a canção perfeita, que resolvi colocar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pink Floyd&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comfortably Numb&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hello.&lt;br /&gt;Is there anybody in there?&lt;br /&gt;Just nod if you can hear me.&lt;br /&gt;Is there anyone home?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come on, now.&lt;br /&gt;I hear you're feeling down.&lt;br /&gt;Well I can ease your pain,&lt;br /&gt;Get you on your feet again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relax.&lt;br /&gt;I need some information first.&lt;br /&gt;Just the basic facts:&lt;br /&gt;Can you show me where it hurts?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There is no pain, you are receding.&lt;br /&gt;A distant ship's smoke on the horizon.&lt;br /&gt;You are only coming through in waves.&lt;br /&gt;Your lips move but I can't hear what you're sayin'.&lt;br /&gt;When I was a child I had a fever.&lt;br /&gt;My hands felt just like two balloons.&lt;br /&gt;Now I got that feeling once again.&lt;br /&gt;I can't explain, you would not understand.&lt;br /&gt;This is not how I am.&lt;br /&gt;I have become comfortably numb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112660640465306479?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112660640465306479/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/comfortably-numb.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112660640465306479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112660640465306479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/comfortably-numb.html' title='Comfortably Numb'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112660501670679144</id><published>2005-09-13T10:30:00.000-03:00</published><updated>2005-09-13T06:50:18.490-03:00</updated><title type='text'>Morte e Vida Severina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/050912_capa_severinoA1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/050912_capa_severinoA1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, acabrunhado, que ainda não li João Cabral de Melo Neto, apesar de ter lido resenhas e resumos. Perdi o tesão pela minha novela preferida,a CPI DO MENSALÃO, uma vez que as coisas não saem do lugar, como se fosse uma rosca contínua. Suspeita-se, investiga-se, denuncia-se, defende-se, incrimina-se, tapeia-se. E de repente a figura número um não é o nosso atabalhoado presidente, cético, surdo, mudo e cego, mas a carismática criatura chamada simplesmente "Severino".&lt;br /&gt;Todo mundo ficou chocado quando ele, dando um banho no governo, assumiu a presidência da câmara, vulga "Parlamento". Todo mundo sabia que não se podia esperar grandes coisas de um homem com instintos nepotistas tão salientes. Todo mundo sabia que ele seria o sucessor do presidente em situações que assim exigissem.&lt;br /&gt;Mas ele continua no auge da fama. Agora como agente do mensalinho. E de repente os jornais televisivos não se referem mais ao mensalão. Perdeu a graça. E entendo porque: uma pessoa como Severino foi o que todos ali usaram para abafar o mensalão.&lt;br /&gt;Mas já estou cansado dessa história.&lt;br /&gt;Olho pra meus pé e pergunto-lhe: este é o meu país? Onde estão as pessoas decentes que outrora existiram? Onde estão as pessoas que seriam cópias morais perfeitas de meu pai e minha mãe?&lt;br /&gt;Considero-me perdido, como muitos brasileiros estão, nesse oceano de lama que se tornou a vida pública no meu país. Confesso que, se me perguntarem se sou brasileiro, é capaz de se ouvir que eu sou marciano.&lt;br /&gt;Pois bem. Tomei então algumas decisões para evitar o caos na minha mente, já muito combalida pelos meus fantasmas particulares:&lt;br /&gt;1 - Cancelei a assinatura do Globo&lt;br /&gt;2 - Não ligo mais a televisão, a não ser para o Globo Rural&lt;br /&gt;3 - Não comento sobre política, religião e sexo (abri uma exceção somente hoje)&lt;br /&gt;4 - Atiro uma rosa vermelha, daquelas que simbolizam o amor, para a Velhinha de Taubaté.&lt;br /&gt;E encerro aqui o meu assunto.&lt;br /&gt;Certamente meu irmão cartunista vai ler e postar um comentário:" Cadê o final da história, cadê a moral da história". A resposta: sei lá. Vamos esperar pra ver no que dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112660501670679144?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112660501670679144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/morte-e-vida-severina.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112660501670679144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112660501670679144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/morte-e-vida-severina.html' title='Morte e Vida Severina'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112645419761964418</id><published>2005-09-11T12:04:00.000-03:00</published><updated>2005-09-11T20:43:09.723-03:00</updated><title type='text'>Domingo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/campos.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/campos.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Ninguém tem mais paciência em escrever ou ler alguma coisa sobre os domingos. Eu também não vou cansar ninguem com esse assunto tão maçante. Então vou tecendo meu monólogo de hoje, trazendo à tona remininscências da época de estudante. Acordávamos tarde, na pasmaceira de uma manhã em Campos, no estado do Rio. A sombra nevoenta da preguiça aos poucos tornando os movimentos mecânicos. Alguem tinha quer ir à padaria e realizava-se uma espécie de roleta russa de padaria. Esta distava um quarteirão, mas era como se estivesse no Japão. Do outro lado da rua da padaria ficava o boteco onde era costume jogarmos sinucão. Nem uma coisa nem outra aos domingos. Era um dia exclusivo de dedicação a não fazer nada.&lt;br /&gt;Pensando bem, talvez não seja uma boa idéia escrever sobre domingo tão longe na época. Mesmo que aqui seja Brasil, e brasileiros não se preocupam TANTO com o passado de suas personagens como os americanos: "Extra, o presidente já ficou pelado quando bebê. Impeachment nele!!". &lt;br /&gt;Vou continuar de teimoso.&lt;br /&gt;Pois bem, onde é que eu estava? Ah sim, na padaria. O café, por mãos masculinas, não tinha graça nenhuma. Um dos rapazes da república era jeitoso com o fogão. Falava fino às vezes, mas fingíamos ignorar o fato, pra não render conversa.&lt;br /&gt;Dois poetas, um artesão, um agricultor, um político. Nas células vizinhas havia todo tipo de gente e lugar. E essa miscigenação era salutar, uma vez que discutíamos assuntos diferentes.&lt;br /&gt;Mas aos domingos, bem, aos domingos a tendência era ficar perambulando pela rua, sem nada pra fazer. Os mais corajosos se aventuravam a assaltar o pomar da escola, a uns quatro quilômetros dali. Havia os mais radicais, que colocavam uma cadeira à porta da casa e encostavam um radinho de pilha, daqueles que chiavam (hoje proleferam pra todo lado, imagino se alguem ainda compra), pra ouvir futebol.&lt;br /&gt;A tristeza de ouvir futebol no rádio não se comparava à expectativa de chegar ao fim de um dia tão apático, morto até.&lt;br /&gt;Num desses domingos, um de nós foi ao supermercado, no centro. Olhou todas as gôndolas e, por incrível que possa parecer, não encontrou nada do seu agrado. Dirigiu-se então à saída, quando foi abordado pelo segurança, um mulato de quase dois metros, como tem que ser todo segurança de histórias verídicas. Me contaram que nosso amigo se acovardou diante do porte da lei. Mas a delicadeza do segurança o cosntrangeram a ser gentil.&lt;br /&gt;- E aí, seu ladrãozinho. O que tá levando aí ? - perguntou o brutamontes&lt;br /&gt;- Eu? O senhor ficou maluco? Tá me ofendendo.&lt;br /&gt;- Você ainda não viu nada. Seu safado, gatuno.&lt;br /&gt;- Vou te processar, moço. Tá me caluniando. Tá todo mundo olhando pra cá.&lt;br /&gt;- Que olhem, seu gatuno de meia tigela.&lt;br /&gt;- O senhor sabe com quem tá falando? Sou estudante de agropecuária da Federal.&lt;br /&gt;- E eu com isso?&lt;br /&gt;- Você com isso porque sou de respeito.&lt;br /&gt;- Sei. Vams logo ali no reservado falar com o gerente.&lt;br /&gt;Não teve jeito. Nosso amigo foi levado ao gerente, um homem atarracado e de maus bofes, como diria Machado.&lt;br /&gt;- Então o senhor é o estudante que foi apanhando roubando na loja!&lt;br /&gt;- Não estou entendendo onde vocês querem chegar. A única coisa que acertaram é que sou estudante.&lt;br /&gt;- E ladrão.&lt;br /&gt;- Isso não. Não estou desrespeitando ninguem.&lt;br /&gt;- Claro que não. A constituição federal não é "ninguém". Esvazie os bolsos, antes que eu chame a polícia.&lt;br /&gt;- Se é assim que querem, vou fazer, mas aviso, não encontrarão nada.&lt;br /&gt;Somando atitude às palavras, o estudante esvaziou os bolsos. Nada havia além da carteira com o dinheiro da passagem de volta e a carteirinha da Escola Federal de Agricultura.&lt;br /&gt;Mas foi instigado a se deixar revistar. Realmente não tinha nada nos bolsos. Mas nas meias e nos canos das botas foram encontrados vários itens de pequeno valor, tipo pasta de dente, escova, caneta, barbeador descartável, quinquilharias. O constrangimento foi inversamente proporcionalao valor dos objetos. Mas recebeu conselhos do gerente enjoado, e despachado pra casa.&lt;br /&gt;Quando chegou em casa, ainda teve a cara deslavada de nos contar sua desventura. Mas ninguém mesmo tinha essa coisa chamada vergonha.&lt;br /&gt;E acabou que nem falei exatamente do domingo, e ele está acabando. Só me resta ver o Fantástico, enquanto termino essa conversa mole.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112645419761964418?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112645419761964418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/domingo.html#comment-form' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112645419761964418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112645419761964418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/domingo.html' title='Domingo'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112623969812152024</id><published>2005-09-09T05:11:00.000-03:00</published><updated>2005-09-09T01:34:31.433-03:00</updated><title type='text'>El Fedor em Nanuque</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/elfedor3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/elfedor3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pocotó. Pocotó. Que diabos será isso? Alguem quebrando pedras? Um homem balançando a ferramenta? Um disco voador não identificado? Nada. É o anúncio da cehgada de EL FEDOR EM NANUQUE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São aproximadamente três da tarde. O sol pegajoso e abrasador parece sugar a vontade dos homens, como um vampiro monumental, arrancando faíscas do chão de paralelepípedos, onde proliferam os vermes aeróbios, e onde os cães, figuras nativas do lugar, não podiam coçar suas sarnas. Um deles, por sinal, dormita molemente à sombra de uma casa escolhida a esmo. Ao fundo da rua principal, na entrada da cidade, vem se avolumando a figura negra e grotesca de um cavaleiro.&lt;br /&gt;Seu porte alto e esquelético, sua cor trigueira, os lábios cerrados, cabelos escorridos e incrivelmente negros lhe dão uma aparência estranha. As poucas pessoas que transitam naquela hora ficam arrepiadas com a figura sinistra.&lt;br /&gt;Na sua cintura balouçam um revólver de cada lado, lustrado e bem cuidado. Ferramenta de trabalho, pelo que denota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...to be continued&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112623969812152024?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112623969812152024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/el-fedor-em-nanuque.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112623969812152024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112623969812152024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/el-fedor-em-nanuque.html' title='El Fedor em Nanuque'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112617547858523664</id><published>2005-09-08T07:31:00.000-03:00</published><updated>2005-09-15T19:29:20.956-03:00</updated><title type='text'>Viagem Insólita</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/r1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/r1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente meu olhar se detem num horizpnte longínquo, fora do campo visual da minha razão. E meus músculos lassos travam, diante de uma caminhada de que não sei se estou no começo ou no fim, sabe-se lá onde fica o meio, mas num vislumbre de minha loucura percebo que há um brilho no espaço. Talvez não se refira a mim, mas à minha consciência que, a essa altura, se apartou de mim, fazendo-me demente e ansioso. Onde deixei minha inteligência, minha sensibilidade, minha arte? Não sei, e tenho certeza de que ninguém saberá me dizer. Sigo então, tateando, na penumbra da minha obscuridade, mas reconhecendo o terreno, onde penso que já pisei. Logo estarei num lugar insólito, fazendo algo que eu nem imagino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112617547858523664?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112617547858523664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/viagem-inslita.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112617547858523664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112617547858523664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/viagem-inslita.html' title='Viagem Insólita'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112600220467761387</id><published>2005-09-06T10:57:00.000-03:00</published><updated>2006-01-18T14:48:40.366-02:00</updated><title type='text'>Vida de Cachorro</title><content type='html'>&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;P&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/Shades_Dog_in_oldcar4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/Shades_Dog_in_oldcar3.jpg" border="0" alt="" height=350 width=439&gt;&lt;/a&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" color=#000080 size=2&gt;J&amp;#225; foi h&amp;#225; muito tempo quando se falava da vida de cachorro como sendo a pior exist&amp;#234;ncia que se podia imaginar. Os antigos vira-latas, esqu&amp;#225;lidos, sarnentos, revirando latas para conseguir algum alimento, eram o quadro deprimente de uma sociedade emergente. Mas da&amp;#237; come&amp;#231;ou um movimento, como uma onda, tentando dar um pouco de dignidade (?) aos animais que s&amp;#227;o considerados os melhores amigos do homem (inclusive os pitbulls, rotveilers e filas). Minha av&amp;#243; me contava de um certo cachorro da fam&amp;#237;lia, que morreu aos dezoito anos, portanto j&amp;#225; bem experiente. Chamava-se VenceTudo, era branco como uma ovelha branca, p&amp;#234;los lisos, e tinha como peculiaridade a mansid&amp;#227;o, apesar do nome. Vim a saber, mais tarde, que ele ganhara o nome porque, al&amp;#233;m de ser o guardi&amp;#227;o da fazenda, por essa raz&amp;#227;o havia sido atropelado, o que o fizera mancar um pouco, e levara um tiro no olho, que o tornara cego de uma das vistas (n&amp;#227;o me pergunte qual). Nada se comparando ao yorkshire de Gisele Bunchen ou daquela socilite carioca Loyola, e a tantos outros c&amp;#227;es famosos que conhecemos. Ent&amp;#227;o veio a Suipa, no Rio, para minimizar os desmandos da carrocinha, o terror dos c&amp;#227;es urbanos. Mas vida de cachorro hoje, em pleno s&amp;#233;culo 21, n&amp;#227;o &amp;#233; mais a mesma coisa. A Lei do Pitbull, no Rio, &amp;#233; uma prova disso. Pac&amp;#237;ficos e mal-encarados c&amp;#227;es de estima&amp;#231;&amp;#227;o de repente entraram na m&amp;#237;dia de forma nervosa, tornando seus donos infratores contumazes. Eis a situa&amp;#231;&amp;#227;o: - Tirano ! Tirano ! - chama o Dr. Celso, desembargador carioca - Vem logo ! - Pera&amp;#237;, meu chapa - responde o Pitbull, acabando de tra&amp;#231;ar um rosbife (ou preferem roast-beef?) - N&amp;#227;o temos tempo. O CAC t&amp;#225; vindo a&amp;#237;. Depressa ! - Impacienta-se o irreprim&amp;#237;vel senhor. - Que droga &amp;#233; essa? CAC ? - rosna o c&amp;#227;o, um pitbull atarracado, com cara de mau, pesando uns 99 quilos. - CAC, seu animal, &amp;#233; o Comando Anti Cachorro, nova divis&amp;#227;o da pol&amp;#237;cia carioca. - U&amp;#233;, n&amp;#243;s agora que somos os bandidos ? - surpreende-se Tirano. - Pra voc&amp;#234; ver. Mas deixa de papo e venha logo. Temos toque de recolher. - Calma, Bete. Quero entender primeiro. Bandidos mandam e desmandam, corrompem a pol&amp;#237;cia e outras autoridades, imp&amp;#245;em um poder que n&amp;#227;o &amp;#233; mais paralelo, s&amp;#227;o filmados, documentados, presos e soltos, revrenciados por astros do esportes, e n&amp;#243;s &amp;#233; que levamos a culpa? - Tirano, isso &amp;#233; Brasil, meu amigo. - Ah &amp;#233;? E onde eu posso viver simplesmente sendo um cachorro honesto e trabalhador, cuidando da minha fam&amp;#237;lia, trabalhando no meu emprego decente? - Acho que j&amp;#225; est&amp;#227;o colonizando a lua. Pr&amp;#243;ximo vai ser Marte. - Demora muito. Os americanos, que s&amp;#227;o donos do espa&amp;#231;o l&amp;#225; fora, est&amp;#227;o preocupados com o Katrina, agora. - Eu sei, seu burro, mas Bush n&amp;#227;o est&amp;#225;. Voc&amp;#234; tem chance. - Se eu for, o que ser&amp;#225; de voc&amp;#234; ent&amp;#227;o, sozinho aqui nesse Brasil cheio de cachorradas em Bras&amp;#237;lia. - Irei com voc&amp;#234;. Quem sabe voc&amp;#234; me arranja uma casinha no fundo do seu quintal e me alimenta com uma boa ra&amp;#231;&amp;#227;o lunar? - &amp;#201;, pelo menos banhos de lua n&amp;#227;o v&amp;#227;o faltar. - Agora chega. Vamos. - T&amp;#225; bom, t&amp;#225; bom. Que saco ! - Pegou seus acess&amp;#243;rios todos? - Conferindo: Focinheira, ok. Enforcadeira, ok. Caganeira, ok? Pra que droga serve essa tal de caganeira? - Seu animal. Pra que voc&amp;#234; acha que serve? Anda logo. Ou voc&amp;#234; acha que vou sair atr&amp;#225;s de voc&amp;#234; com um saquinho pl&amp;#225;stico e uma pazinha catando bosta sua? Sou um homem de respeito. - Sei. O Juiz Nicolau tamb&amp;#233;m era. Aquele que matou o vigia l&amp;#225; em Sobral tamb&amp;#233;m. - Respeita. Aqueles eram uns cachorros. - Epa. N&amp;#227;o me ofenda. - Apanhou o bon&amp;#233;, a punheteira, os &amp;#243;culos escuros ? - N&amp;#227;o estou entendendo mais nada. Estamos a quase uma hora da madrugada.... - O bon&amp;#233;, seu burro, pra voc&amp;#234; n&amp;#227;o pegar resfriado, pois veterin&amp;#225;rio t&amp;#225; caro pra cachorro, a punheteira pra voc&amp;#234; proteger seus punhos, ou patas, como queira, na falta de sapatos (nunca ouvi dizer que cachorro usa sapato, a n&amp;#227;o ser nas hist&amp;#243;rias de Jeca Tatu - coisa bem antiga). - E os &amp;#243;culos? - Pra disfar&amp;#231;ar de turista. Vamos que o CAC nos aborda na rua, voc&amp;#234; come&amp;#231;a a latir em ingl&amp;#234;s e mostra seu passaporte brit&amp;#226;nico.&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112600220467761387?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112600220467761387/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/vida-de-cachorro.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112600220467761387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112600220467761387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/vida-de-cachorro.html' title='Vida de Cachorro'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112575028259652733</id><published>2005-09-03T09:15:00.001-03:00</published><updated>2005-09-09T00:08:30.593-03:00</updated><title type='text'>É isso aí, companheiro Gabeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/gabeiragif.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/gabeiragif.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca antes ouvi um político expressar o sentimento do povo de uma forma tão cabal e poética quanto o nosso companheiro Gabeira, carioca como eu, cidadão do mundo como nós, exasperado com a forma de conduzir o Parlamento que vem sendo utilizada pelo nosso emérito Severino. Fosse eu capixaba, como sou, ou mineiro, como sou, ou até mesmo baiano, como sou, meu apoio a Fernando Gabeira seria amplo, geral e irrestrito. Fico somente imaginando que interesses movem aqueles que compactuam com os desmandos daquele que, para nosso infortúnio, é o terceiro na escala da sucessão presidencial, em caso de impedimento do titular e do vice. Nem quero imaginar a balbúrdia que seria esse país já tão duramente castigado pela criatividade de alguns poucos. Vossa Excelencia Gabeira se expressou corretamente ao se dirigir à Sua Excelência o presidente da Câmara Federal. O meu desejo que todos os brasileiros conscientes (ainda existem) façam coro a essa demonstração de amor à pátria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112575028259652733?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112575028259652733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/isso-companheiro-gabeira_03.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112575028259652733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112575028259652733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/isso-companheiro-gabeira_03.html' title='É isso aí, companheiro Gabeira'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112563149882839394</id><published>2005-09-02T03:11:00.000-03:00</published><updated>2005-09-02T10:00:00.953-03:00</updated><title type='text'>As Virgens de Suazilândia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/Swazicoa1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/Swazicoa1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura imponente do rei Mswati III, senhor dessa grande nação africana, manejando o seu cetro em riste, apontando  os seios hirtos das virgens, cuja grande paixão não era necessariamente desfrutar da alcova real, mas a de pilotar uma BMW, ao mesmo tempo falando ao celular de ultima geração. Seu criterioso exemplo de pompa e realeza lembram  antigas histórias que nos contavam quando meninos, e que nós mesmos lemos sob a batura de Hans Christian Andersen. Transportadas para o mundo real, tornam-se um quadro patético em que mulheres, ou aspirantes a mulheres, são praticamente desnudas diante de um olhar apático de um rei medieval. São mercadorias expostas ao gosto do freguês, como os paios pendurados em antigos empórios feudais. É uma pena que ainda existam mentes desse calibre, promovendo a corrida do ouro de uma forma tão inusitada e mesquinha. É de se lamentar que tantas jovens se submetam a tamanha humilhação para serem uma a mais no harém do rei, em troca de algumas migalhas financeiras. Está inaugurada a nova concepção do sexo por dinheiro. Será mesmo que rola alguma coisa depois? Nós somos a fortaleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112563149882839394?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112563149882839394/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/as-virgens-de-suazilndia.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112563149882839394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112563149882839394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/as-virgens-de-suazilndia.html' title='As Virgens de Suazilândia'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112563067294056465</id><published>2005-09-02T00:01:00.000-03:00</published><updated>2005-09-09T13:38:05.160-03:00</updated><title type='text'>Katrina</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/katrina.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/400/katrina.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pudeste me enganar dessa maneira tao torpe e vil, minha querida, cujo nome evoca prazeres embalados em nenúfares perfumados! Antes que chegasses, tua vinda me provocava calafrios, pois eu sabia que me envolverias e teu sopro me tiraria o fôlego, teu abraço me tolheria os movimentos, teu beijo me faria fugir da vida. Bem que eu me preparei para o nosso encontro definitivo, mas nao avaliei como tua envolvente passagem poderia influenciar o meu destino. Logo eu, um pacato cidadão de New Orleans, dedicando-me exclusivamente à memória do Jazz, fingindo ser culto no meio da balbúrdia musical que assola o mundo. E entao vieste com tua força, arrebatando-me, invadindo minha casa, esmagando meu carro e minha vida, reduzindo tudo a pó. Foi doloroso perceber a tua traição, ó pérfida amante. Não era necessário chegares ao extremo que chegastes. Bastava dizeres que eras bela e forte, e que qualquer homem poderia ser subjugado pelo teu charme maldito. Roubaste-me a paz, meus filhos, minhas esperança, minha comida, meu trabalho. Cobriste de catástrofe a minha densa realidade. Coroaste-me com o prêmio que eu nao desejei receber. Hoje nem sei quem sou, entre tantos sinais de tua arrojada passagem, de tua tempestiva jornada. Não me deixaste muita coisa, e custo a acreditar que ainda estou vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112563067294056465?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112563067294056465/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/katrina.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112563067294056465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112563067294056465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/09/katrina.html' title='Katrina'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112553986289402310</id><published>2005-08-31T22:41:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T23:13:41.943-03:00</updated><title type='text'>A Apologia do Caos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/DSCI0019.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/DSCI0019.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Certa vez um presidente. Não era um presidente qualquer, como muitos que a gente encontra por aí. Não tinha o carisma de alguem como Hugo Chavez, nem a fraqueza de um George W. Bush. Não tinha a expressão lúdica como Itamar Franco, nem a ostensividade de um Collor, nem o espírito humanitário de um Hitler e, indo mais longe, a consciência tranquila de um Nero, que sequer era presidente. Mas este era diferente, porque nunca sonhou em ser presidente. Num desses movimentos que ninguem entende mesmo, as massas o elevaram ao posto máximo no poder e ele passou a governar aquela nação estranha.&lt;br /&gt;Sua maior peculiaridade era que ele nao sabia. Passou a infância toda em Marte, onde nao tinha escola, e nao foi informado sobre o que ocorria na terra. Desse modo, nao sabia que a capital do Brasil nao era Buenos Aires, nem que a fórmula de Eisten transformava homens em almas, nem que o mundo caminhava independentemente de suas decisões. Ele ignorava. E era cômodo ignorar. Naquela republiqueta onde qualquer coisa podia acontecer, o mais provável era que o resto do mundo fizesse piadas. Mas entao o nosso homem era especialista em piadas. A última foi assassinar verbalmente um presidente, um notável estadista que aquela nação ousou eleger para construir a sede do seu governo.&lt;br /&gt;O homem que nao entendia, passou a entender menos. Tudo o que ele nao conhecia, passou a ignorar mais veemente. O que ele venerava, passou a exorcizar. Flertou com o seu inimigo, esquivou-se do seu destino, estabeleceu-se como um marco da ignonímia e da balbúrdia. Era o ícone maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112553986289402310?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112553986289402310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/apologia-do-caos.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112553986289402310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112553986289402310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/apologia-do-caos.html' title='A Apologia do Caos'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112550585547026409</id><published>2005-08-31T13:30:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T13:34:09.680-03:00</updated><title type='text'>O Chupador da PUC</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/20/2468/1024/chupapuc.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000066; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/20/2468/400/chupapuc.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na prova de matemática, com a lógica simples que transcorria prazeirosamente, ele deu uma chupada longa e sonora. &lt;br /&gt;Olhei-o, instintivamente, com uma irritação ostensiva, mas ele não se tocou. Estava na carteira atrás de mim e mamava distraidamente uma garrafa de água com a estampa PHDBH. Gordinho, com um irritante boné com a aba para a esquerda, a camiseta preta com uma enorme estampa do Iron Maiden, com o Eddie em evidência. No nariz e nas orelhas pendiam argolinhas brilhantes. Devia ter uns dezoito anos. Por um momento fiquei curioso em saber seu nome, que estava disponível na carteira de identidade que ele deixou presa ao celular, no porta-giz da sala de aula. Merecia uma crônica, mas desisti do nome e da crônica, pois ele sorvia aquela água cheia de baba, de novo.&lt;br /&gt;Já ouvi falar que as pessoas comem chocolates, tomam cachaça, fazem qualquer coisa pra relaxar na hora do vestibular, mas nunca soube que levavam garrafas de água para beberem durante a prova. E que ficavam daquela forma chata e nojenta atrás da gente.&lt;br /&gt;Ora, cada um tem sua peculiaridade. Eu dormi e sonhei, pouco antes da prova. Sonhei algo absurdo como uma ocorrência policial em que eram algemados alguns cafetões que, ao meu ver, são personagens de folhetins, da Hilda Furacão, do Drummond, e não existem mais.&lt;br /&gt;Acordei com a chupada irritante do Chupador da PUC. Bem na hora, pois eu tinha terminado as provas e preenchido a folha de respostas. Mas ele continuava lá, com aquela garrafinha inquietante.&lt;br /&gt;Planejei então, para o dia seguinte. Não deu tempo de almoçar, então comi sanduíches de salaminho, daqueles italianos, que vem a todo momento à tona, não nos deixando esquecer deles.&lt;br /&gt;Não deu certo.&lt;br /&gt;Quando me assentei na mesma carteira do dia anterior, não havia ninguém mais na sala. Deu pra dormir de novo. Quando acordei, como um pesadelo, estava o Chupador com sua indefectível garrafa.&lt;br /&gt;Fiz todas as provas. A caneta infame que eu trouxe me deixou chateado. E a todo momento o camarada sorvia sua mistura mineral.&lt;br /&gt;Antes de pular no seu pescoço e estrangulá-lo, resolvi sair. Fim de vestibular.&lt;br /&gt;Saí.&lt;br /&gt;Pois foi lá fora que me surpreendi. Dezenas de outros candidatos portavam uma garrafinha igual ao meu vizinho. Olhei um a um raivosamente, como um Pitbull acuado.&lt;br /&gt;Desci a rua, atravessei a praça e olha só com que me deparo: várias moças, todas uniformizadas com a marca PHDBH, assentadas num restaurante, batendo papo, alheias à vítima que fizeram e que neste momento passava, lançando-lhes um olhar fulminante, que nem mesmo entenderam&lt;br /&gt;Que o Chupador da PUC reprove, pois não agüentarei vê-lo estudando DIREITO ao meu lado direito.&lt;br /&gt;Ou esquerdo.&lt;br /&gt;Ou na retaguarda.&lt;br /&gt;Ou onde for._&lt;br /&gt;&lt;span style='font-size: 8pt;'&gt; H&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112550585547026409?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112550585547026409/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/o-chupador-da-puc_31.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112550585547026409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112550585547026409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/o-chupador-da-puc_31.html' title='O Chupador da PUC'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112527162144884224</id><published>2005-08-28T20:26:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T23:20:38.720-03:00</updated><title type='text'>Incidente no Minas Shopping</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/1600/shopping-center.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3999/217/320/shopping-center.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Naquela sonolência de um tarde de sábado em Belo Horizonte, o shopping modorrento de preguiça, as pessoas desfilando como se deslizassem numa esteira rolante invisível, em câmera lenta, de repente um alerta:&lt;br /&gt;- Atenção todas as unidades, câmbio ! –&lt;br /&gt;- Atenção todas as unidades, câmbio ! –&lt;br /&gt; Abriu um olho apenas para observar, mas não conseguiu divisar direito. A voz autoritária continuava a berrar no walkie-talkie:&lt;br /&gt;- Atenção todas as unidades, câmbio ! Derrame de pó branco.&lt;br /&gt; Os curiosos de plantão começaram a acorrer e, em poucos segundos, uma pequena multidão se acotovelava diante da mulher negra, trajando um impecável uniforme azul, com as pernas arqueadas, o rádio na mão, um olhar austero, chamando todas as unidades.&lt;br /&gt; Operação de guerra, alguém achou cocaína no shopping – concluiu o pachorrento observador, e voltou a cochilar, pois tal assunto não merecia especial atenção, de tão corriqueiro.&lt;br /&gt; Mas a mulher não desistia de sua chamada escandalosa:&lt;br /&gt;- Temos uma situação de risco aqui no piso 2. repito: situação de emergência no piso 2. em frente à loja Dadalto. Preciso de apoio, cambio.&lt;br /&gt; A multidão olhava, sem entender nada. A mulher negra impunha sua autoridade e não desistia dela, nem quando chegou um homem forte, negro, usando um uniforme em outro tom de azul, que trocou breves palavras com a mulher. &lt;br /&gt; Foi então que ficou visível o objeto de tamanha apreensão. Um extintor de incêndio, por ação de uma facção terrorista de nacionalidade indefinida, foi posto abaixo num ato de pura irresponsabilidade, com a cruel intenção de respingar o pó branco em quantos ali passassem, tornando-os meio palhaços.&lt;br /&gt; Nesse momento chegou uma humilde, discreta e brancamente uniformizada moça com uma pá e uma vassoura. Pediu licença à multidão, aproximou-se da comandante negra, ouviu suas instruções, ditadas a ela como se estivesse muito mais longe do que realmente estava. Aquiesceu, cabisbaixa, e iniciou seu trabalho, metodicamente. Juntou o pó alvíssimo espalhado ali, apanhou-o com a pá, colocou numa sacola preta e sumiu por uma porta lateral, sem ao menos ser ovacionada pela multidão. Mas ela não viu que um dos transeuntes, munido de uma indiscreta câmera digital, disparou o flash bem no momento em que ela se curvava diante de seu afã de fazer desaparecer o pó.&lt;br /&gt; O homem negro seguiu-a, por sua vez, empurrando um carrinho com o extintor contraventor, e não foram vistos mais.&lt;br /&gt; A mulher negra explicava pra imprensa, representada pelos curiosos que ali se acercavam, sobre como aconteceu o derramamento de pó ABC, do extintor daquela área. Seu peito arfava de orgulho, contando como, em poucos instantes, conseguira debelar o fogo da desordem, apenas com seu walkie-talkie e seu tom de voz.&lt;br /&gt; Ninguém a aplaudiu, se era isso o que ela queria.&lt;br /&gt; Aos poucos, os transeuntes voltaram à sua rotina de olhar as vitrines, e o homem que a tudo assistia, voltou a cochilar no sofá macio, esperando a namorada que não vinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112527162144884224?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112527162144884224/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/incidente-no-minas-shopping.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112527162144884224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112527162144884224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/incidente-no-minas-shopping.html' title='Incidente no Minas Shopping'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15706148.post-112480279548631502</id><published>2005-08-23T09:50:00.000-03:00</published><updated>2005-08-23T10:13:15.490-03:00</updated><title type='text'>Prosaico</title><content type='html'>Nasceu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15706148-112480279548631502?l=prosaicus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prosaicus.blogspot.com/feeds/112480279548631502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/prosaico.html#comment-form' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112480279548631502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15706148/posts/default/112480279548631502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prosaicus.blogspot.com/2005/08/prosaico.html' title='Prosaico'/><author><name>Hraujo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
